Planície beniana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Rio Mamoré na planície beniana.

A llanura beniana, ou Llanos de Moxos , cobre toda uma extensão de 126,100 km² das terras baixas do norte boliviano. Se localiza em sua maior parte, no departamento de Beni, à sudoeste da Amazônia, indo até a fronteira dos estados brasileiros do Acre e Rondônia. É uma zona úmida, com precipitações em torno de 2000 e 2500 anualmente, em sua parte oeste, e com cerca de 1300 em sua parte leste. A região apresenta vegetação florestal, e pastagens naturais ao longo da planície.

Várias sociedades pré-colombianas se instalaram em Llanos de Moxos. A presença humana foi detectada na região há pelo menos 10 000 anos (8 000 a.C.).[1] Outros povoados mais recentes, que podem ser descendentes destas mencionadas, construíram múltiplas obras de utilidade agrícola, tal como campos elevados e canais, estradas e habitações. Os achados arqueológicos, que se conservam pouco nos trópicos, revelam que essas obras estiveram em uso durante os anos de 2500 a.C. até 1450 d.C. Alguns desses vestígios apresentam maior volume que as pirâmides do Egito.

Os europeus chegaram à região apenas no fim do século XVII. As missões jesuíticas estabelecidas neste séculos e nos seguintes, deram origem aos atuais povoados da região.

A presença de florestas ainda é importante, embora já tenha sido modificado em grande parte pelo homem. Nesta região se encontra a Reserva da Biosfera e terra comunitária de origem Pilón Lajas.

Referências

  1. (2013) "Early and Middle Holocene Hunter-Gatherer Occupations in Western Amazonia: The Hidden Shell Middens". PLoS ONE 8 (8): e72746. DOI:10.1371/journal.pone.0072746.
Ícone de esboço Este artigo sobre geografia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.