Política académica de portas abertas

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Uma política académica de portas abertas, é uma política se uma universidade aceitar inscrever alunos sem requerer evidências de educação prévia, experiência ou referências. Normalmente, o pagamento das taxas académicas (ou apoio financeiro) é tudo o que é necessário para se inscrever.

As universidades podem não empregar a política de portas abertas para todos os seus cursos, e aquelas que têm uma política universal de portas abertas onde todos os cursos não têm requisitos de entrada são chamadas de universidades abertas. A política é vista como parte da revolução educacional.[1] A partir do significado no dicionário de política de portas abertas, que é a ideia de garantir o acesso àqueles que querem aceder a um país livremente,[2] uma ideia similar pode ser desenhada em termos de educação.[3]

De acordo com Deepa Rao, a política académica de portas abertas é uma das principais formas em que os alunos adultos se tornam parte da vida universitária. A reconhecida procura pela educação pós-secundária fez com que muitas instituições se comprometessem fortemente com a política.

História[editar | editar código-fonte]

Desde o início das universidades e faculdades nos países ocidentais, durante as primeiras partes do século XX, a educação superior foi fornecida em grandes quantidades. Durante estes tempos, a aceitação de todas as variedades de estudantes era muito limitada, mas esta abordagem estava sob pressão devido a um aumento na procura da indústria e do sector de negócios por funcionários altamente treinados e educados.[4] O Movimento dos Direitos Civis durante a década de 1960 e o Baby Boom nos anos 1940-1950, também apresentaram mais argumentos para a implementação da política académica de portas abertas.[4]

Em resposta a essas pressões, as faculdades e universidades baixaram os padrões de admissão e ofereceram apoio financeiro para tentar reconquistar os estudantes. Isso logo se transformou na política de portas abertas, que se tornou uma forma bem-sucedida e bem usada de recrutar estudantes.[5]

Impactos positivos[editar | editar código-fonte]

Positivamente, a política académica de portas abertas permitiu um passo para o ensino superior, como o diploma de licenciado, para aqueles que tiveram acesso restrito a essas oportunidades devido a fatores sociais ou económicos.[4] A política também criou uma quantidade suficiente de alunos bem treinados para atender à procura de funcionários altamente educados para os sectores industrial e de negócios.[4]

Factores limitativos à plena implementação que se mantém[editar | editar código-fonte]

Os factores limitativos que ainda se mantém restringem a taxa de aceitação dos alunos devido às seguintes situações:

  • Cortes de financiamento, que podem ser apoiados por mais financiamento. Por exemplo, financiamento através da universidade, feiras escolares, sorteios, etc. O rearranjo orçamental também é uma consideração em termos da alocação de uma porção menor de fundos para os cursos abrangidos pela política académica de portas abertas.
  • Falta de pessoal docente, recursos para professores, espaço de sala de aula.
  • Inscrição excessiva.
  • Termos legais que restringem o acesso de alguns alunos.
  • Listas de espera.
  • Priorização de alunos que se candidataram.
  • Aumento nos níveis de educação dos alunos que se inscreveram.[4]

Instituições notáveis com a política de portas abertas[editar | editar código-fonte]

Os requisitos da política académica de portas abertas podem diferir não apenas entre diferentes países, mas também entre jurisdições subnacionais (estados, províncias, regiões). A seguir está uma lista de algumas universidades e faculdades em todo o mundo que têm uma política académica de portas abertas:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ng, Pedro Pak-Tao (1980). "Open-Door Education in Chinese Communes: Rationale, Problems, and Recent Changes". Modern China. 6 (3): 327–356. JSTOR 189007.
  2. http://www.ldoceonline.com/dictionary/open-door-policy
  3. "open-door policy - Definition from Longman English Dictionary Online". www.ldoceonline.com. Retrieved 2016-05-03.
  4. a b c d e Hendrick, Ruth Zimmer; Hightower, William H.; Gregory, Dennis E. (2006). "State Funding Limitations and Community College Open Door Policy: Conflicting Priorities?". Community College Journal of Research and Practice. 30 (8): 627–640.
  5. Cohen & Brawer, A & F (2003). The American Community College. San Francisco: Jossey-Bass.