Político (moeda)

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Exemplo de político

Político (em grego: πολιτικόν; transl.: politikon; plural: politika) é uma série de moedas de bilhão bizantinas, cunhadas por volta de meados do século XIV, que são distintas pela inscrição grega +ΠΟΛΙΤΙΚΟΝ ("da cidade, cívico").

História[editar | editar código-fonte]

A iconografia de muitos exemplos, com a lenda em torno de uma grande cruz ou um busto da Virgem Maria, segue os modelos europeus ocidentais ao invés daqueles da tradicional cunhagem bizantina, e muitos deles não identificam o imperador bizantino sob qual elas foram cunhadas.[1] Eles confirmam, contudo, o tipo geral da dispersão das moedas tornese, com um peso de 0.6–0.8 gramas, um diâmetro de 17 mm e teor de prata de 0.200–0.250. Inicialmente elas eram côncavas, mas emissões posteriores eram planas. Aparentemente formam a continuação da edição bizantina do tornese (conhecido em grego como turnésio) do imperador Andrônico II Paleólogo (r. 1282–1328) e como eles eram provavelmente avaliados em 96 para o hipérpiro de ouro.[2] [3] Alguns levam o nome de Andrônico III Paleólogo (r. 1328–1341) e podem assim ser datadas nos anos 1330, a série anônima poderia ser datada dos anos 1340 (marcada por uma destrutiva guerra civil), e a última edição, apresentando João V Paleólogo (1341–1376; 1379–1391) datariam dos anos 1350, após este tipo foi interrompido.[1] Há algumas exceções no entanto. Um político atualmente Gabinete das Medalhas, em Paris, pesa 1.4 gramas e tem um teor de prata de 0.785, muito superior aos tornese ordinários, mas ainda abaixo da principal moeda de prata bizantina, o basílico. Alguns outros estão de acordo com dois dos tipos de político de bilhão, mas são moedas de cobre grandes, grossas e pesadas (ca. 2 gramas), cuja função é incerta.[4]

O significado e a lógica por trás da única inscrição +ΠΟΛΙΤΙΚΟΝ, bem como o local onde as moedas foram cunhadas, têm sido muito debatido. Parece que a inscrição indica que estas moedas foram cunhadas para pagar alguma necessidade pública (como as contemporâneas moedas francesas BVRGENSIS). Estudiosos anteriores, começando com Gustave Schlumberger, defendem um uso para tíquetes para distribuição de pão, mas hoje elas são vistas como verdadeira cunhagem.[5] As moedas são geralmente consideras como sendo cunhadas em Constantinopla, mas devido a sua aparência "ocidental" tem sido sugerido variadamente que elas foram cunhadas em uma casa da moeda provincial nas cercanias dos Estados francos no sul da Grécia. O tipo, contudo, é inteiramente ausente de achados locais na área, e sua origem constantinopolitana parece segura.[6]

Referências

  1. a b Grierson 1982, p. 313
  2. Hendy 1985, p. 533–536
  3. Grierson 1999, p. 193, 197
  4. Grierson 1999, p. 196
  5. Grierson 1999, p. 193, 195
  6. Grierson 1999, p. 197

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Grierson, Philip. Byzantine Coinage. Washington, Distrito de Colúmbia: Dumbarton Oaks, 1999. ISBN 978-0-88402-274-9
  • Hendy, Michael F.. Studies in the Byzantine Monetary Economy c. 300–1450. Cambridge, Reino Unido: Cambridge University Press, 1985. ISBN 0-521-24715-2
  • Kazhdan, Alexander Petrovich. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 0-19-504652-8