Projeto arquitetônico

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O projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura é uma atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma obra de arquitetura. O pode ser uma representação gráfica ou escrita, com características autorais e autonomia disciplinar, ou seja, necessariamente precede toda construção.

O projeto é o principal elemento da ação arquitetônica, focando em melhoria na qualidade de vida e funcionalidade do ambiente. Podendo ainda ser aplicado à diferentes tipos de ambiente e de necessidades, como residenciais, comerciais e corporativos.

Etapas de um projeto arquitetônico[editar | editar código-fonte]

Um projeto arquitetônico é indissolúvel, a divisão do projeto em etapas deverá ser utilizada tão somente para facilitar o planejamento[1]. Dessa forma, temos 5 etapas de projeto:

  • Pré-projeto - Visa levantar as condições e necessidades pré existentes.[2]
  • Estudos Preliminares e de situação - Primeira etapa da elaboração técnica projetual.[2]
  • Anteprojeto - Concepção e representação das informações técnicas provisórias, bem como projeto legal junto as autoridades competentes.[2]
  • Projeto executivo - Concepção e representação final das informações técnicas à execução dos serviços de obra.[2]
  • Compatibilização - Compatibilizar o projeto arquitetônico com os demais complementares.[2]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal os projectos de arquitetura[3] dividem-se em 3 etapas :

  • Estudo prévio- Quando falamos no estudo prévio estamos a englobar várias fases. Dentro deste estudo podemos incluir o primeiro contacto entre o atelier e o cliente, até ao esboço final do projecto.[4]
  • Licenciamento do Projecto - Com o projecto de licenciamento, serão apresentados um conjunto de peças desenhadas e escritas prontos a serem analisados pelas entidades competentesem função do programa funcional (Camaras Municipais, delegado de Saúde , Estradas de Portugal, entre outros).[4]
  • Fase execução do projecto - O projecto de execução, ou simplesmente projecto, será apresentado por forma a constituir um conjunto coordenado das informações escritas e desenhadas de fácil e inequívoca interpretação por parte das entidades intervenientes na execução da obra e deverá obedecer ao disposto no artigo 51.º do Decreto-Lei n.º 48 871, de 19 de Fevereiro de 1969.2.[4]

Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro marco regulatório das profissões tecnológicas, foi representado pelo Decreto Federal nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933. Essa regulamentação definia atividades, atribuições e campo de atuação de arquitetos, engenheiros e agrimensores, fiscalizados pelo Sistema Confea/Crea.

A publicação da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, incluiu a Agronomia no marco regulatório, mas ainda manteve características genéricas sobre o exercício das referidas profissões.

A criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) através da Lei nº12.378, de 31 de dezembro de 2010 prevê a responsabilidade de especificar as atividades, atribuições e campos de atuação privativos dos arquitetos e urbanistas.

Foi somente com o advento da Lei nº 12.378, de 2010, que se apresentaram em plenitude as condições para a efetiva individualização da Arquitetura e Urbanismo e para sua diferenciação em relação às demais profissões regulamentadas. Esta lei estabelece quais as atividades e atribuições dos arquitetos e urbanistas, especificando áreas de atuação privativas a esses profissionais, dentre as quais se enquadra o projeto arquitetônico.[5]

Referências

  1. D'Sapê Arquitetura e Interiores (Escritório de arquitetura) (em português)
  2. a b c d e www.ecologicconstrucoes.com.br. «www.ecologicconstrucoes.com.br/projeto-arquitetonico/» 
  3. weasy. «Projetos de arquitetura - MJARC arquitectos». mjarc.com. Consultado em 25 de junho de 2018 
  4. a b c weasy. «Etapas de um projeto arquitectura - conheca as 3 fases». mjarc.com. Consultado em 25 de junho de 2018 
  5. Resolução nº 51, de 12 de julho de 2013 (em português)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]