Proslógio

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Proslógio, termo que em grego significa "Discurso", é uma obra de Anselmo de Cantuária (Santo Anselmo, para os católicos; 1033 - 1099) na qual encontra-se o primeiro argumento ontológico para a existência de Deus.[1]

O argumento ontológico de Anselmo pode ser resumido da seguinte maneira:[2][Nota 1]

  1. Pelo termo "Deus" entende-se aquilo que é tal que nada de maior pode ser pensado.
  2. Existir na realidade e no intelecto é maior do que existir apenas no pensamento. (Axioma)
  3. Suponha (por reductio ad absurdum) que Deus não exista na realidade
  4. Se o maior de todos seres não existisse na realidade, então ele não é tão grande quanto um ser que existe na realidade e no pensamento.
  5. Logo, a suposição 3 é falsa. É impossível que um ser "tal que nada de maior pode ser pensado", isto é, Deus, não exista na realidade. O ser tal que nada de maior pode ser pensado necessariamente existe na realidade e no pensamento.

O argumento foi retomado e criticado por muitos filósofos, entre eles estão Tomás de Aquino, Descartes, Spinoza, Locke, Leibniz, Kant, Hegel, J. A. Dorner, Lotze e Robert Flint.[3]

Notas e referências

Notas

Referências

  1. John Bruno Hare, editor do site www.sacred-texts.com, nota sobre a coleção Works of St. Anselm (1903), tr. Sidney Norton Deane [em linha]
  2. http://web.nmsu.edu/~dscoccia/101web/101ONT.pdf
  3. Criticisms of Alselm's Ontological Argument for the being of God, em Works of St. Anselm (1903) [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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