Radama I

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Radama I
Rei de Madagascar
Reinado 6 de julho de 1810 a 27 de julho de 1828
Consorte Ramavo
Antecessor(a) Andrianampoinimerina
Sucessor(a) Ranavalona I
 
Nome de nascimento Laidama
Nascimento 1793
  Colina Real de Ambohimanga
Morte 27 de julho de 1828 (35 anos)
  Antananarivo, Madagascar
Pai Andrianampoinimerina
Mãe Rambolamasoandro

Radama I "O Grande" (Nascido Laidama) (1793 - 27 de julho de 1828) foi um príncipe de Merina e primeiro rei de Madagascar unificado. Este era filho de Andrianampoinimerina, o ultimo soberano de Merina e principal responsável pela unificação de Madagascar em 1828. Radama I foi o responsável pela modernização e reconhecimento internacional de seu país diante as potências europeias, porém foi mediante tratados e introdução de missionarios cristãos ao país. Radama I foi casado com Ramavo, que viria a se tornar Ranavalona I após a mesma ordenar seu assassinato.[1][2]

Início da vida[editar | editar código-fonte]

Nascido como Laidama foi o filho do rei Andrianampoinimerina e sua consorte Rambolamasoandro. Desde seu nascimento foi apontado como herdeiro de seu pai, que era ate então o rei de Merina. Foi educado na corte real do reino na região do planalto de Madagascar e aprendeu as línguas árabes e malgaxes, além da escrita. O Príncipe media 1,60 e tinha ombros largos, traços típicos de um bom governante.

Em sua adolescência acompanhou o seu pai em expedições pela selva, além de batalhas contra outros reinos da região pela unificação da ilha, principalmente contra reinos e tribos da etnia Betsileo, como o rei Andriamanalina do reino Bersileo ao leste. Laidama comandou diversas campanhas militares pela região, além de conquistar várias tribos e reinos na região central da ilha de Madagascar.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Laidama se tornou rei em 1810 após a morte de seu pai, com isso adotou o nome de Radama I o rei de Madagascar, porém com muita resistência por parte de outros que não o aceitavam como soberano, principalmente os betsileos que estavam com seu reino sob vassalagem malgaxe. Porém devido aos esforços militares acabou por sufocar as rebeliões de regiões separatistas.

Em 1816 Muitos militares britânicos reforçaram sua influência sob a região, como uma forma de impedir ataques da França que na época era a principal rival do Reino Unido. A Influência e aliança com os britânicos foi muito importante para Radama, pois em troca os generais cederam cavalos, armas, trajes militares e uma melhor infraestrutura das cidades do reino. Tudo isso garantiu a hegemonia do reino sob toda a ilha, que ainda não estava totalmente unificada. Além de tudo os britânicos reconheceram o país como um estado soberano e Radama I como "Rei de Madagascar" mesmo sem a ilha totalmente unificada. Porém os britânicos ainda tinham suas exigências como; portos de comercio para as colônias na região do Indico, um porto e cidades britânicas, além do fim da exportação legal de escravos que apesar da proibição, continuou de forma ilegal ate a década de 1860.

Entre 1820 e 1825 foram estabelecidas as primeiras escolas inglesas para malgaxes, que antes de tudo alfabetizavam e educavam os nobres (Andrianas) do país e imprimiam bíblias em malgaxe. Tudo isso fez o contato com os europeus aumentar, chegando ate mesmo a influenciar o reino a nível internacional com muitas revoltas com tradicionalistas e malgaxes contra Radama.

Durante este tempo e com a ajuda do apoio britânico, o exército de Radama tornou-se a força dominante que lhe permitiu unificar a ilha à força. Radama supostamente admirava Napoleão Bonaparte e baseou-se na estrutura e tática europeias para modernizar seu exército, que incluía generais franceses, britânicos e jamaicanos.A expansão territorial de Radama começou em 1817 com uma campanha para a cidade portuária de Toamasina, no leste do país, onde ele estabeleceu um posto militar. Isto foi seguido por uma série de campanhas para o oeste em Menabe em 1820, 1821 e 1822. No ano seguinte, Radama enviou expedições militares ao longo da costa nordeste, estabelecendo postos militares em Maroantsetra, Tintingue e Mananjary. Em 1824, outras expedições estabeleceram postos em Vohemar, Diego Suarez e Mahajanga. Em 1825, foram estabelecidos postos militares nas cidades costeiras do sudeste de Farafangana e Fort Dauphin

Morte[editar | editar código-fonte]

Radama morreu prematuramente em 27 de julho de 1828, em sua residência (o Tranovola). Fontes históricas fornecem relatos conflitantes sobre sua causa de morte. Muitos anos de campanha militar certamente cobraram seu preço e o rei tinha problemas com alcoolismo, por essas e outras não é possível saber ao certo do que o mesmo faleceu. Existe a hipotese de que sua esposa Ramavo o teria mandado envenenar para ficar com o trono, que deveria passar para seu irmão já que o Radama não tinha filhos de sangue. Ele foi sucedido por sua esposa Ramavo que adotou o nome de Ranavalona I.

Referências

  1. Ajayi, J. F. Ade (junho de 1998). UNESCO General History of Africa, Vol. VI, Abridged Edition: Africa in the Nineteenth Century Until the 1880s (em inglês). [S.l.]: University of California Press. ISBN 9780520067011 
  2. Campbell, Gwyn (3 de abril de 2012). David Griffiths and the Missionary "History of Madagascar" (em inglês). [S.l.]: BRILL. ISBN 9789004209800 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]