Reino do Camboja (1953-1970)

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Preăh Réachéanachâkr Kâmpŭchea
Vương quốc Kampuchea

Reino do Camboja
Flag of Colonial Annam.svg
1953 – 1970 Flag of the Khmer Republic.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Camboja
Continente Ásia
Região Sudeste Asiático
Capital Phnom Penh
Governo Monarquia parlamentar sob um sistema de partido dominante
Período histórico Guerra Fria
 • 9 de Novembro de 1953 Independência
 • 18 de Março de 1970 Golpe de Estado
 • 1970 Substituído pela República Khmer

O Reino do Camboja é o nome dado a este país após o fim do protetorado francês até a fundação da República Khmer. Esse reino foi governado por Norodom Sihanouk de 1953 até 1970 e desempenhou um papel fundamental na história do Camboja. Durante este período viu-se o surgimento do Partido Comunista Khmer, cujos membros seriam logo apelidados de "Khmer Vermelho".

Norodom Sihanouk governou com vários títulos oficiais, sucessivamente, e às vezes simultaneamente: Rei (até 1955), primeiro-ministro (várias vezes), e depois Chefe de Estado (a partir de 1960). Os primeiros anos do regime, marcados pela dominação política de Norodom Sihanouk e seu movimento (o Sangkum), decorreram sob o signo de alguma prosperidade e um verdadeiro esforço para modernizar o país. A vida política do Camboja, no entanto, sentiu tanto o autoritarismo pessoal de Sihanouk, e sua posição internacional cada vez mais difícil de manter ao longo dos anos. O Camboja de Sihanouk, nos contextos da Guerra Fria e da Guerra do Vietnã, manteve uma neutralidade ambígua parecendo cada vez mais voltada para o peso político dos Estados Unidos ao apoio de países comunistas, incluindo a República Popular da China.[1]

O primeiro governo de Sihanouk representou um momento especialmente significativo na história do Camboja. Norodom Sihanouk permaneceu como uma das figuras mais controversas do Sudeste Asiático, com uma história turbulenta e muitas vezes trágica do pós-Segunda Guerra Mundial. Seus admiradores incluem-no como um dos grandes pais da nação do Camboja, celebrando sua forte política de neutralidade em relação aos conflitos deflagrados nos Estados vizinhos, visto que o Camboja se manteve afastado da sangrenta Guerra do Vietnã por mais de quinze anos até a traição de seu aliado político e colaborador próximo, Lon Nol. Outros o consideram como o principal culpado pela pobreza de sua terra natal, e sua chamada neutralidade também é vista como um simples ato de duplicidade, levando ao limiar da Guerra Civil Cambojana.

A derrubada de Sihanouk em 1970 foi seguida por um período de caos político, a Guerra Civil Cambojana, iniciada três anos antes, intensificou até terminar em 1975 com a tomada de poder pelo Khmer Rouge.

Referências