Royal Historical Commission of Burma

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A Royal Historical Commission of Burma produziu as crônicas reais Hmannan Yazawin em 1832 e Dutiya Yazawin em 1869, com registros detalhados e eventos em ordem cronológica da monarquia birmanesa.[1]

Primeira Comissão (1829-1832)[editar | editar código-fonte]

Hmannan Yazawin em edição do 2003 em três volumes

Em maio de 1829, três anos após a desastrosa primeira guerra anglo-birmanesa (1824-1826), o rei Bagyidaw criou a primeira Comissão Histórica Real para escrever uma crônica oficial da Dinastia Konbaung. A crônica padrão oficial na época era a Maha Yazawin (A Grande Crônica), a crônica padrão da Dinastia Taungû que cobria desde tempos imemoriais ate outubro de 1711. Foi a segunda tentativa de reis Konbaung de atualizarem a Maha Yazawin. A primeira tentativa, a Yazawin Thit (A Nova Crônica de Myanmar), encomendada pelo seu antecessor e avô, Bodawpaya, não tinha sido aceita porque a nova crônica continha severas críticas de crônicas anteriores. Apesar de ter sido o próprio Bodawpaya que ordenou o autor da Yazawin Thit, Twinthin Taikwun, para verificar a precisão da Maha Yazawin, consultando uma variedade de fontes incluindo centenas de inscrições, o rei não aceitou a nova crônica quando foi apresentado a ele.[2]

Os membros da nova comissão era composta por monges eruditos, historiadores e Brâmanes.[3]

A comissão se reuniu pela primeira vez em 11 de Maio de 1829, e três anos e quatro meses mais tarde, a comissão trouxe os registros históricos até o ano 1821, produzindo a Hmannan Yazawin.[4]

Segunda Comissão (1867-1869)[editar | editar código-fonte]

A segunda comissão foi formada em 1867. Aproximadamente 15 anos depois de uma ainda mais desastrosa guerra contra o Império Britânico e cerca de um ano depois de uma rebelião que matou o príncipe herdeiro Kanaung Mintha. O abalado rei Mindon encomendou a outra comissão de estudiosos para atualizar a Hmannan. A comissão era composta por cinco altos funcionários da corte, um bibliotecário e um escrivão.[5] Considerando que a primeira comissão tinha parado antes da primeira guerra anglo-birmanesa, a segunda comissão não tinha escolha a não ser relatar as duas guerras desastrosas que levaram quase ao desmembramento do reino. A comissão atualizou a crônica até 1854, logo após a segunda guerra. Segundo o historiador Htin Aung, o relato das duas guerras, foi "escrito com a objetividade de um verdadeiro historiador, e as grandes derrotas nacionais foram descritas fielmente em detalhes".[6] A segunda crônica em dez volumes foi concluída em 1869. [1]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. a b Allot et al 1989: 13–14
  2. Thaw Kaung 2010: 50–51
  3. Hmannan 2003: xxxvi–xxxvii
  4. Hmannan 2003: v–vi
  5. Khin Maung Nyunt 2009: 1
  6. Htin Aung 1967: 254

Referencias[editar | editar código-fonte]

  • Allot, Anna; Patricia Herbert, John Okell (1989). Patricia Herbert, Anthony Crothers Milner, ed. South-East Asia: Languages and Literatures: a Select Guide. [S.l.]: University of Hawaii Press. ISBN 9780824812676 
  • Htin Aung, Maung (1967). A History of Burma. Nova York e Londres: Cambridge University Press 
  • Royal Historical Commission (1829–1832). Hmannan Yazawin (em Burmese). 1–3 2003 ed. Yangon: Ministry of Information, Myanmar 
  • Khin Maung Nyunt (2009). The Second Myanmar Historical Commission. [S.l.]: Association of Myanmar Archaeologists 
  • Thaw Kaung, U (2010). Aspects of Myanmar History and Culture. Yangon: Gangaw Myaing