Santa Casa da Misericórdia de Alcochete

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A Misericórdia de Alcochete, dita Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, é uma Instituição privada, sem fins lucrativos, que actua nas diversas áreas sociais de apoio aos carenciados e à terceira idade. Já teve agregado a si um Hospital, com serviço ambulatório, e um serviço funerário.

História[editar | editar código-fonte]

O movimento das Misericórdias é dos finais do séc. XV. Deve-se a Frei Miguel Contreiras e à Rainha Dª. Leonor, viúva do rei D. João II de Portugal, a criação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1498.

Entre 1498 e 1525 (ano da morte da Rainha Dª. Leonor) foram fundadas dezenas de instituições semelhantes, todas ditas ‘Misericórdias’, cujo acto de constituição consistia num compromisso dos fundadores e ou instituidores, denominados Irmandade.

A Misericórdia de Alcochete foi fundada em 1520.[1] No Arquivo Distrital de Setúbal, cujo espólio documental tem início em 1501, apuramos que antecedeu à Misericórdia de Alcochete, uma anterior instituição de caridade denominada Albergaria de Alcochete, cujos bens terão sido transmitidos para a recém criada Misericórdia.

Em 1563, a Misericórdia constrói o seu templo principal, dito Igreja da Misericórdia, um templo com interior de uma só nave, profusamente decorado.

Carlos Ferreira Prego, 3º Barão de Samora Correia, no seu testamento, datado de 5 de Abril de 1901, legou à Instituição avultada quantia para a construção de um asilo para idosos e idosas, denominado Asilo do Barão de Samora Correia, que deveria ser construído no palácio e dependências que possuía na vila de Alcochete. Deixou à Misericórdia a Marinha e herdade da Bela Vista e a Marinha Nova, cujos rendimentos suportariam as despesas do referido asilo.

Referências

  1. Fonseca, Carlos Dinis da, "História e actualidade das misericórdias", Editora Inquérito, 1996, ISBN 972-670-268-2