Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

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Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Sede da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
(SCML)
Lema "Por boas causas"
Fundação 15 de agosto de 1498 (517 anos)
Tipo Irmandade religiosa
Sede Igreja de São Roque, Lisboa
Sítio oficial www.scml.pt

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa MHIH é uma organização secular católica portuguesa sem fins lucrativos. Ela tem o direito para manter e operar de lotarias e apostas em todo o território português. Foi fundada em 15 de agosto de 1498 (517 anos), sendo a primeira das Santas Casas de Misericórdia de Portugal. Nessa data a Rainha D. Leonor instituiu a Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia, na Sé de Lisboa.[1] Com uma obra e experiência ímpares, adquiridas ao longo de séculos, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é hoje uma instituição de referência na sociedade portuguesa.

História[editar | editar código-fonte]

Desde a sua fundação, em 1498, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assume como desafios melhorar a qualidade de vida da população e contribuir para o seu bem-estar, sobretudo dos mais desfavorecidos. Apesar de ser mais conhecida pela vertente social, a Misericórdia de Lisboa desenvolve também um importante trabalho nas áreas da Saúde, Educação, Ensino e Investigação, Cultura, Empreendedorismo e Economia Social. As receitas provenientes dos Jogos Sociais que a Santa Casa explora em nome do Estado, bem como a valorização e a administração do seu património, grande parte da qual resultante de benemerências, revertem para as Boas Causas que apoia.

A Misericórdia de Lisboa – a primeira misericórdia portuguesa – surgiu na regência da Rainha D. Leonor, viúva de D. João II. Com o apoio do Rei D. Manuel I, a Rainha instituiu uma Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia. Esta Irmandade de “cem homens de boa fama e sã consciência e honesta vida” assumia, então, o compromisso de apoiar os mais desfavorecidos, levando a cabo 14 obras de Misericórdia, sete delas espirituais e as restantes materiais.

Durante vários séculos, muito dependente de benemerências e doações, a Santa Casa atravessou períodos de grande dificuldade financeira. Para dar continuidade à realização das boas obras, em 1783 a Rainha D. Maria I concedeu à instituição a exploração de uma lotaria anual, que passou a ser uma das suas principais fontes de rendimento.

Já no século XX, em 1961, surgia um novo jogo social, o Totobola, que passou a ser organizado pelo Departamento de Apostas Mútuas Desportivas. As receitas líquidas eram repartidas, em partes iguais, pela assistência de reabilitação e pelo fomento da educação física e desporto. Tais receitas permitiram à Misericórdia de Lisboa criar o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, inaugurado em 1966 e o primeiro em Portugal inteiramente vocacionado para a Reabilitação.

Ao longo do século XX, para captar novas receitas e de forma a dar respostas cada vez mais abrangentes às necessidades da população, instituíram-se novos jogos sociais, que a Santa Casa hoje gere e cujas receitas distribui por diversas entidades beneficiárias em todo o território nacional, sempre por Boas Causas: o Totoloto, o Joker, a Lotaria Instantânea ou Raspadinha, a Lotaria Popular e o Euromilhões.

Para dar resposta aos desafios do Séc.XXI, mantendo-se como uma instituição de referência, a Santa Casa está a fazer uma aposta estratégica em áreas como a reabilitação urbana para rentabilizar o seu vasto património, ou a promoção do envelhecimento ativo através de uma política de intergeracionalidade transversal a todas as suas áreas de atuação, dando resposta a um grande número de idosos que são utentes da instituição, ao mesmo tempo que envolve os jovens nessas respostas. ".}}</ref>

Referências

  1. Maria Luiza Marcílio. Família, mulher, sexualidade e Igreja na história do Brasil. Edicoes Loyola; 1993. ISBN 978-85-15-00724-0. p. 152.

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