Savacu

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaSavacu
Nycticorax nycticorax12.jpg
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes[1]
Ciconiiformes
Família: Ardeidae
Género: Nycticorax
Espécie: N. nycticorax
Nome binomial
Nycticorax nycticorax
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Nycticorax nycticorax map.svg

O savacu (Nycticorax nycticorax), também conhecido como socó-dorminhoco, é uma garça de médio porte encontrada em grande parte do mundo, exceto em regiões mais frias e na Australásia (onde é substituído por seu parente próximo, o savacu-canela, com o qual tem hibridizado na área de contato).

Etimolgia[editar | editar código-fonte]

Nycticorax significa "corvo noturno" e deriva do grego antigo nuktos, "noite", e korax, "corvo". Isso se deve aos hábitos de alimentação majoritariamente noturnos e a vocalização da espécie ser parecida com a do corvo.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os adultos medem aproximadamente 64 cm de comprimento e pesam 800 g. Eles têm as costas e a coroa pretas, as asas de cor cinza-pálido, a parte de baixo do corpo branca, olhos vermelhos e pequenas pernas amarelas. Durante a reprodução, aparecem na parte de trás da cabeça duas ou três longas penas brancas. Os sexos são similares em aparência, embora os machos sejam levemente maiores. O savacu não se enquadra na forma do corpo típica da família, pois eles são relativamente mais robustos e possuem bicos, pernas e pescoço mais curtos do que seus parentes, como as garças dos gêneros Ardea e Egretta. Sua posição de descanso é geralmente encurvada, mas quando está caçando o pescoço é estendido.

Os jovens têm a plumagem da cabeça, das asas e das costas marrom-acinzentada com numerosas manchas pálidas, a parte de baixo é mais pálida e listrada com marrom, os olhos são amarelos e as pernas são amarelo-esverdeadas.

Distribuição[editar | editar código-fonte]

O hábitat de reprodução é em zonas úmidas de água doce ou salgada na maior parte do mundo. A subespécie N. n. hoactlise reproduz na América do Canadá até o norte da Argentina e Chile, N. n. obscurus no extremo sul da América do Sul, N. n. falklandicus nas Ilhas Malvinas, e a subespécie nominal N. n. nycticorax na Europa, Ásia e África. A espécie nidifica em colônias em plataformas de gravetos em um grupo de árvores, ou no chão em locais protegidos como ilhas ou canaviais. São postos de três a oito ovos.

Essa garça é migratória no extremo norte da sua distribuição, mas caso contrário é residente (até na fria Patagônia). A população norte-americana passa o inverno no México, no sul dos Estados Unidos, América Central e nas Índias Ocidentais, e a população europeia na África tropical e no sul da Ásia.

Savacu construindo um ninho.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

O savacu fica parado na beira da água e espera para emboscar sua presa, principalmente de noite e no início da manhã. Ele se alimenta principalmente de pequenos peixes, crustáceos, sapos, insetos aquáticos, pequenos mamíferos e pequenos pássaros. Ele está entre as sete espécies de garça observadas usando isca para pescar; atraindo ou distraindo peixes jogando comida ou objetos flutuantes não comestíveis na água – um raro exemplo de ferramentas sendo usadas entre aves.[3][4] Durante o dia descansa em árvores ou arbustos. N. n. hoactli é mais gregário fora da temporada de reprodução do que a subespécie nominal.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Storks, ibis & herons». IOC World Bird List v 6.4 (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2016 
  2. Jobling, James A (2010). The Helm Dictionary of Scientific Bird Names. Londres: Christopher Helm. p. 277. ISBN 978-1-4081-2501-4 
  3. Riehl, Christina (2001). «Black-Crowned Night Heron Fishes with Bait». Waterbirds: The International Journal of Waterbird Biology. 24 (2). pp. 285–286. JSTOR 1522044. doi:10.2307/1522044 
  4. Ruxton, Graeme D.; Hansell, Michael H. (1 de janeiro de 2011). «Fishing with a Bait or Lure: A Brief Review of the Cognitive Issues». Ethology (em em inglês). 117 (1). pp. 1–9. ISSN 1439-0310. doi:10.1111/j.1439-0310.2010.01848.x