Sharm el-Sheikh

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Mar Vermelho visto de um hotel em Sharm el-Sheikh
A península do Sinai vista do espaço. Sharm el-Sheikh situa-se na ponta sul do triângulo invertido que geograficamente e na foto é a Península do Sinai.
Densidade populacional no Egito (pessoas por km²)
Um recife de coral no Mar Vermelho

Sharm el-Sheikh (em árabe: شرم الشيخ, Sharm al-Shaykh) é uma cidade situada na ponta sul da Península do Sinai, na Subdivisão do Sinai do Sul, Egito, sobre a faixa costeira ao longo do Mar Vermelho. Sua população é de aproximadamente 73.000 (2015). Sharm el-Sheikh é o centro administrativo do Sinai do Sul, que inclui as pequenas cidades costeiras de Dahab e Nuweiba, bem como o interior montanhoso, o Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina e o Monte Sinai.

É uma importante cidade resort turística do Egito, servindo também como plataforma regional de conferências diplomáticas internacionais.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Sharm el-Sheikh, é por vezes também designada por "Cidade da Paz", devido ao largo número de conferências internacionais pela paz mundial, que tiveram lugar na região. Conhecida como Şarm-üş Şeyh (Sharm ush-Sheikh, "Baía do Xeque" em árabe) durante o Império Otomano, a cidade foi renomeada de Ofira, durante a ocupação Israelita, entre 1967 e 1982. Entre os egípcios, o nome da cidade é referido pelo diminutivo "Sharm" ([ʃɑɾˤm]).

História Recente[editar | editar código-fonte]

A cidade foi capturada por Israel durante a Crise do Suez em 1956 e restaurada ao Egipto em 1957. A força de pacificação das Nações Unidas encontra-se estacionada na região desde 1967, quando após a Guerra dos Seis Dias, esta foi recuperada por Israel. Sharm el-Sheikh mantém-se sob o controlo de Israel, até a Península do Sinai passar novamente para a soberania egípcia, depois do tratado de paz Israelo-egípcio de 1982.

Atentados[editar | editar código-fonte]

Em 22 de julho de 2005, a cidade sofreu um atentado terrorista com carros-bomba causando 64 mortos, sendo 54 cidadãos muçulmanos.

Em 31 de outubro de 2015, um avião da companhia aérea russa Metrojet que saiu de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, despenhou-se no Monte Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo; passageiros e tripulação. Duas semanas depois, investigações confirmaram que a queda da aeronave se tratava de um ataque terrorista realizado pelo grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante através de uma bomba caseira colocada a bordo do aparelho.

Enquadramento geográfico[editar | editar código-fonte]

O Sinai do Sul (محافظة جنوب سيناء‎ Muhāfazat Djanūb Sīnāʾ, em árabe) é uma província egípcia cuja capital é El-Tor. Com uma área de 33 140 km² e uma população de 149 335 habitantes, a província compreende a porção meridional da Península do Sinai, no leste do país. É banhada a oeste pelo golfo de Suez e a leste pelo golfo de Acaba.

Suas maiores cidades incluem:

Turismo[editar | editar código-fonte]

Sinai possui praias nas quais se podem praticar esportes náuticos, como o mergulho. A região é mesmo intitulada a meca dos mergulhadores, dos centros terapêuticos, dos esportes de aventura, dos safáris em 4x4, dos percursos em motos de três rodas pelo deserto, dos passeios de camelo desfrutando de lugares com espécies animais endémicas e paisagens insólitas. Sharm el Sheikh é uma das zonas mais reputadas pelos mergulhadores de todo o mundo.

A estância balnear é servida pelo Aeroporto Internacional de Sharm el-Sheikh.

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