Teágenes (patrício)

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Teágenes
Nascimento
Atenas
Nacionalidade Império Bizantino
Cônjuge Asclepigênia
Filho(s) Hégias
Religião pagão[1]

Teágenes (em grego: Θεαγένης, fl. anos 470-480) foi um político grego ateniense do século V, ativo durante o segundo reinado do imperador bizantino Zenão I (r. 476–491).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nativo de Atenas, Teágenes pertencia a uma família rica e aristocrática que alegou descendência de Milcíades e Platão. Tinha uma esposa, Asclepigênia, que foi filha de Arquíadas e bisneta do filósofo neoplatônico Plutarco;[2] eles tiveram um filho chamado Hégias.[3] Teágenes foi uma figura proeminente tanto em Atenas como no império. Segundo uma alusão contida na Suda foi arconte em Atenas (Αθηναιος αρχων), porém devido a inexistência de outras inferências nas fontes do período os autores da Prosopografia do Império Romano Tardio consideram que a passagem se refere apenas ao arcontado e não ao ofício de governador provincial.[4]

Também se sabe segundo o mesmo fragmento da Suda que Teágenes tornar-se-ia patrício e que ocupou uma das cadeiras do senado de Constantinopla com a posição de homem ilustre. Por ser muito rico, utilizou-se de sua fortuna para ajudar cidades e particulares em necessidade, inclusivo fornecendo assistência financeira a professores e doutores em Atenas.[4] Teágenes foi um defensor da escola neoplatônica de Proclo,[5] contudo, após a morte deste, entrou em conflito com os diretores da escola, pois utilizou-se do patrocínio dela para aumentar seu prestígio.[6]

Fragmentos de um panegírico em papiro dedicado a Teágenes sobreviveu. Presumivelmente foi produzido por Pamprépio e, caso realmente o seja, foi finalizado antes de 476, quando Teágenes e Pamprépio tiveram uma violenta rusga e o último partiu de Atenas.[4][6][7] Segundo Damáscio, Teágenes tinha bom caráter e era um orador eloquente, bem como estilizava-se como filósofo; os autores da Prosopografia consideram que esta afirmação alude mais ao seu estilo de vida do que suas consecuções intelectuais. Também é dito que ignorava a ambição dos políticos e cobiçava a admiração dos filósofos, porém esteve envolto de pseudo-filósofos que não eram nada além de parasitas.[1]

Referências

  1. a b Martindale 1980, p. 1064.
  2. Bowersock 1999, p. 321.
  3. Watts 2008, p. 116.
  4. a b c Martindale 1980, p. 1063.
  5. Watts 2008, p. 110.
  6. a b Watts 2008, p. 119-120.
  7. Nagy 2001, p. 30; 486.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bowersock, Glen Warren; Brown, Peter Robert Lamont; Grabar, Oleg. Late antiquity: a guide to the postclassical world. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1999. ISBN 0674511735
  • Martindale, J. R.; A. H. M. Jones. The prosopography of the later Roman Empire. 2. A. D. 395 - 527. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press, 1980.
  • Nagy, Gregory. Greek Literature. [S.l.]: Routledge, 2001. ISBN 0415937701
  • Watts, Edward. City and School in Late Antique Athens and Alexandria. Oakland, Califórnia: University of California Press, 2008. ISBN 0520258169