Teatro Plataforma

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O Teatro Plataforma, fechado por muitos anos, foi reinaugurado em 2007[1]. Está localizado no bairro de Plataforma, Subúrbio Ferroviário, à Praça São Brás, n° 14, em Salvador, Bahia.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Depois de quase 20 anos fechado, o Centro Cultural Plataforma abriu suas portas à comunidade em 08 de junho de 2007. A reabertura foi uma conquista dos artistas e entidades sócio-culturais do Subúrbio Ferroviário de Salvador, que desde o fechamento do antigo Cine-Teatro promoveram uma mobilização permanente, com manifestos, projetos e articulações políticas para recuperar o espaço. Outra parceria importante foi a da Fundação Cultural do Estado da Bahia - FUNCEB, que de acordo com a política cultural adotada pelo Governo do Estado, tem como diretrizes a descentralização e a participação popular, devolvendo o espaço aos indivíduos do Subúrbio. "O Cine Teatro", como é conhecido pelos moradores mais antigos, foi construído entre as décadas de 30 e 40, sendo mantido pelo Círculo Operário da Bahia, entidade que era ligada à Igreja Católica. Esta mesma entidade doou para Irmã Dulce, por conseguinte, não conseguiu manter e repassou na década de 70 para o governo do Estado. Após diversos abaixo-assinados da comunidade e manifestações de grupos culturais da região em 2005 ele entrou em reforma e em dezembro de 2006 foi reinaugurado, mas foi em 8 de junho de 2007 que as atividades nele foram reiniciadas. No primeiro semestre de 2007, foi criado o Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio, que, após várias intervenções, acerca do reinício das atividades, da proposta de gestão participativa, do caráter do espaço, contribuiu para a reabertura do Cine-teatro junto à ação da FUNCEB. A atual gestão se dá numa comunhão Sociedade Civil organizada e Estado; é feita em parceria entre a FUNCEB e os grupos culturais do Subúrbio ferroviário de Salvador.

Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio[editar | editar código-fonte]

O Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio foi organizado através de uma articulação entre os diversos grupos da região, das mais diversas linguagens e estilos, em função do início das atividades do Centro Cultural Plataforma. No começo, o Fórum contava com cinco grupos e no período da reabertura do Centro, tinham, em média, 75 grupos catalogados. As reuniões antes da reabertura eram itinerantes, ocorrendo nos espaços dos grupos e algumas vezes nas dependências do Cine. Naquele momento existia o temor de que o espaço fosse gestado e coordenado por uma linha e/ou pessoas que não tivessem relação com aquilo que os grupos esperavam: uma gestão descentralizada, que levasse em consideração a identidade e as expectativas dos artistas e do público da região.

A partir disso, houve uma onda de reuniões para tratar da proposta de gestão, do perfil e dos objetivos do Centro. Nesses encontros, o Fórum entendeu que não dava para se restringir apenas a discussão da gestão, mas também, precisava pensar o Centro como uma possibilidade de ampliação de uma política cultural do Subúrbio Ferroviário que contemplasse os mais diversos grupos. Neste contexto, surgiu a proposta de assinalar o momento de reabertura com uma atividade no Centro que desse conta da diversidade artística da região e que iniciasse o processo de formação de platéia, estreitando a relação com as comunidades da região, o Festival de Artes Caldeirão Cultural.

Festival das Artes Caldeirão Cultural[editar | editar código-fonte]

Fórum de arte e cultura e CCP festejam dinamização cultural

Durante duas semanas, diversas atividades artístico-culturais comemoram a reabertura do Centro Cultural Plataforma. O Festival das Artes – Caldeirão Cultural acontece em junho e conta com a participação dos grupos de arte e cultura do Subúrbio Ferroviário de Salvador, além de grupos convidados. Através de apresentações artísticas, debates, sessões de cinema, exposição e oficinas os grupos festejam a dinamização do espaço que é gerido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) em parceria com o Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio.


A festa começa com a tradicional Caminhada Cultural saindo do Largo do Luso à Praça São Brás em Plataforma.

De 2007 a maio de 2009, o Centro Cultural Plataforma acolheu 313 eventos de teatro, dança, música, cinema, entre outros, atingindo um público de 34.415 pessoas, em 612 apresentações.


III Festival de Artes Caldeirão Cultural


Nas palavras de Ana Vaneska, coordenadora do Centro Cultural Plataforma, "o Caldeirão simboliza a diversidade, a riqueza presente no cotidiano do CCP desde a sua reabertura". Ela acredita que a programação comemorativa, além de favorecer a articulação entre os diferentes grupos e organizações locais em torno da arte e cultura, também gera uma energia renovadora para mais um ano de trabalho coletivo.

Os grupos começaram a se mobilizar desde o inicio do ano. Uma das propostas era a inserção do Plataforma de talentos. A idéia surgiu após manifestação da platéia no Caldeirão Cultural do ano de 2008, onde alguns espectadores participaram das apresentações que acontecia no palco.

PLATAFORMA DE TALENTOS

O Centro Cultural Plataforma em parceria com o Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio promove o PLATAFORMA DE TALENTOS. O projeto acontece nas últimas quartas-feiras de cada mês com o envolvimento dos grupos e artistas da região do Subúrbio Ferroviário e adjacências,das 14 às 18 horas, com entrada franca.

O evento tem a finalidade de catalogar a produção cultural existente nos Subúrbios de Salvador e aproximar os grupos culturais da comunidade e do Centro, um dos espaços administrados pela Fundação Cultural do Estado em Salvador. Como forma de estimular os participantes, a cada mês, uma comissão de técnicos e artistas atuantes no cenário baiano estará disponível para dar dicas de como aprimorar o trabalho apresentado.


Cada grupo apresentará uma mostra de 10 minutos do trabalho. A idéia não é selecionar, mas contribuir para o desenvolvimento técnico dos grupos através da avaliação e das orientações oferecidas pelos técnicos da comissão.

Referências