Torbanito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Torbernite.

O torbanito, também conhecido como carvão de algas, é uma variedade de xisto betuminoso preto de grão fino. Usualmente ocorre como massas lenticulares, às vezes associada com depósitos de carvão do período permiano.[1] [2] A torbanite é classificada como um tipo de xisto betuminoso de planície lacustre.[3]

O torbanito tem seu nome por conta de Torbane Hill, perto de Bathgate, na Escócia, seu principal local de ocorrência.[4] Outros grandes depósitos também são encontrados na Pensilvânia e em Ilinóis, nos EUA, na província sul-africana de Transvaal e também em Nova Escócia, no Canadá.[1] [4] O maior depósito australiano é encontrado na Bacia de Sidney, no estado de New South Wales (mais especificamente na vila Glen Davis).[5]

A máteria orgânica no torbanito é derivada de uma microscópica planta rica em lipídios, que continua parecida com a aparência da alga verde Botryococcus braunii.[1] [2] [4] Essa evidência, mais os hidrocarbonetos extracelulares produzidos pela alga, têm levado os cientistas a enxergar a alga como uma fonte de torbanito permiano[6] e um possível produtor de biocombustíveis.[7] O torbanite consiste de pequenas quantidades de vitrinite e inertinite; contudo, sua ocorrência pode variar dependendo do depósito.[4]

Geralmente o torbanito é formado por 88% de carbono e 11% de hidrogênio.[1] A parafina líquida pode ser destilada de alguns tipos de torbanito, um processo descoberto e patenteado por James Young, em 1851.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Yen, Teh Fu; Chilingar, George V. (1976). Oil Shale (Amsterdam: Elsevier). pp. 4–5; 28. ISBN 9780444414083. Consult. 2009-07-06. 
  2. a b Lee, Sunggyu (1990). Oil Shale Technology CRC Press [S.l.] p. 20. ISBN 9780849346156. Consult. 2008-05-11. 
  3. Hutton, A.C. (1987). "Petrographic classification of oil shales". International Journal of Coal Geology Elsevier [S.l.] 8 (3): 203–231. doi:10.1016/0166-5162(87)90032-2. 
  4. a b c d Dyni, John R. (2003). "Geology and resources of some world oil-shale deposits (Presented at Symposium on Oil Shale in Tallinn, Estonia, November 18-21, 2002)" (PDF). Oil Shale. A Scientific-Technical Journal Estonian Academy Publishers [S.l.] 20 (3): 193–252. ISSN 0208-189X. Consult. 2007-06-17. 
  5. Brian Ayling. "Shale mining relics at Airly, Genowlan Creek and Torbane, NSW". Consult. 2010-01-30. 
  6. Meuzelaar, Henk L. C.; Windig, Willem; Futrell, Jean H.; Harper, Alice M.; Larter, Steve R. (1986). "Pyrolysis mass spectrometry and multivariate analysis of several key world oil shale kerogens and some recent alginites". In: Aczel, Thomas. Mass spectrometric characterization of shale oils: a symposium (Philadelphia: ASTM International). pp. 81–105. ISBN 9780803104679. Consult. 2009-07-06. 
  7. Lee, Robert E. (1999). Phycology 3 ed. (Cambridge, [England]: Cambridge University Press). pp. 246–247. ISBN 9780521638838. 

Links externos[editar | editar código-fonte]