Transformação isocórica

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Uma transformação isocórica, também chamada de uma transformação isovolumétrica, ou uma transformação isométrica, é uma transformação termodinâmica que ocorre a volume constante em um sistema fechado, sistema este que permite trocas de energia, mas não de matéria, entre o sistema e sua vizinhança. Um processo isocórico é exemplificado pelo aquecimento ou resfriamento do conteúdo de um recipiente inelástico. O processo termodinâmico é a adição ou remoção de calor, o isolamento dos componentes contidos no recipiente, estabelece o sistema fechado, e a incapacidade do recipiente para deformar impõe a condição de volume constante. O termo deriva da língua grega iso, "igual", e Khora, "lugar".

Exemplo: um pneu de um carro pode ser como objeto de estudo que represente um fenômeno isocórico, quando, considerando-se esse pneu de caráter inelástico, seu motorista ao calibrar seu pneu antes de viajar com uma pressão de 30 Ibf/pol², percebe que ao chegar ao seu destino a pressão elevou-se para 32 Ibf/pol².

Isso acontece, pois o atrito dos pneus com o asfalto aquece o material do qual ele é feito, aumentando a sua temperatura interna o que ocasiona também no aumento de sua pressão, uma vez que, em uma transformação isovolumétrica, pressão e temperatura são diretamente proporcionais. O cálculo da pressão interna do pneu após a viagem pode ser feito de seguinte maneira:

P1/T1 = P2/T2, onde:

--> P1: é a pressão inicial --> T1: é a temperatura inicial em Kelvin --> P2: é a pressão final --> T2: é a temperatura final em Kelvin.

Formalismo[editar | editar código-fonte]

Uma transformação termodinâmica isocórica é caracterizada pela constante de volume, ou seja, . Tal transformação não realiza trabalho, uma vez que o trabalho é definido por:

(1)

Onde P é pressão. A convenção de sinal, recomendada atualmente pela IUPAC, é a seguinte:

  • sinal positivo: quando o sistema ganha energia sob forma de trabalho – expansão;
  • sinal negativo: quando o sistema perde energia sob forma de trabalho – compressão.

Para um processo reversível, a primeira lei da termodinâmica se dá pela variação da energia interna :

(2)

Substituindo - se (1) em (2) temos:

(3)

Uma vez que a tranformação é isocórica, , a equação anterior dá-se agora por:

(4)

Utilizando a definição de capacidade de calor específico a volume constante,

(5)

e substituindo - se (4) em (5) temos:

(6)

Integrando ambos os lados:

(6-1)

Onde é a temperatura inicial e temperatura final. Então concluímos que:

(6-2)

Em um diagrama de volume x pressão , uma transformação isocórica aparece como uma linha reta vertical. Seu conjugado termodinâmico, uma transformação isobárica apareceria como uma linha reta horizontal.

Processo isocórico no diagrama pressão x volume. Neste diagrama, a pressão aumenta mas o volume permanece constante.

Gás Ideal[editar | editar código-fonte]

Se um gás ideal é utilizado numa transformação isocórica, e a quantidade de gás permanece constante, então o aumento de energia é proporcional a um aumento da temperatura e da pressão. Tome, por exemplo, um gás aquecido num recipiente rígido: a pressão e a temperatura do gás aumentam, mas o volume permanecerá constante.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • HALLIDAY, D., RESNICK,R., WALKER, J., Fundamentos de física. 8ª edição, vol. 2, editora LTC.