Tratado de Taborda

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Foi capitulação neerlandesa aos portugueses assinada no Campo do Taborda, no Recife, as 23:00 horas da segunda-feira 26 de janeiro de 1654.[1]

O tratado chamou-se Tarboda, pois este foi feito nas terras da casa do pescador Manuel Tarboda.[2]

A situação dos neerlandeses no Brasil desde o final de 1653, já era inviável, depois de tantas derrotas em batalhas com os portugueses; as condições no Recife eram precárias, devido ao estado de sítio declarado pelas forças de terra e de mar portuguesas. Diante deste cenário os neerladeses iniciaram as negociações de capitulação.

O chefe do Conselho de Justiça do Brasil Neerlandês, Gislbert de With foi um dos negociadores deste acordo, que aceito junto ao Governo Geral Neerlandês em 24 de janeiro de 1654 e no dia seguinte foi traduzido e entregue aos portugueses e por estes aceito.

As condições principais deste tratado eram que a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, abdicava de todas as posses no Brasil e que os neerlandeses deixariam o solo brasileiro. A evacuação neerlandesa do Recife só aconteceu a partir de abril de 1654.

Este acordo tinha várias cláusulas, que procuraram resolver as condições existentes dos neerlandeses nas terras brasileiras, como: os casamentos entre neerlandeses casados com brasileiras ou portugueses e as suas distintas posses ou propriedades; a comunicação deste acordo aos sítios distantes da capital neerlandesa. Por exemplo: a cláusula 13ª ordenava o envio de uma embarcação com suficiente capacidade para embarcar pessoas e os seus bens[2] . Graça a esta cláusula Matias Beck, situado no Forte Schoonenborch, teve conhecimento deste acordo em 1º de maio de 1654, através dos portugueses,[3] e desta forma foi um dos últimos neerlandeses a deixar o Brasil.

Notas e referências

  1. Hulsman, L; WITH, Gisbert de en PAES Anna. De geschiedenis van het huwelijk van een Dordtenaar en een Braziliaanse in de zeventiende eeuw in. Oud Dordrecht 23 2005, p. 44
  2. a b Girão, R. Pequena História do Ceará, Fortaleza. Editora Instituto do Ceará, 1967. pág. 102
  3. Girão, Raimundo. A cidade de Pajeú. Editora Henriqueta Galeno. Fortaleza, 1982.