Trinitita

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Pedaços de Trinitita.
Detalhe de Trinitita, visão lateral.
Níveis de radioatividade no vidro trinity de duas amostras diferentes, conforme medido por espectroscopia gamma nos pedaços do vidro[1]

Trinitita, também conhecida como atomsita ou vidro de Alamogordo, é o resíduo vítreo deixado no piso desértico após o teste da bomba nuclear Trinity, baseado em plutônio em 16 de julho de 1945, próximo a Alamogordo, Novo México. O vidro é primariamente composto de areia arcósica composta de grãos de quartzo e feldspato (tanto microclina quanto menor quantia de plagioclase, com pequna quantia de calcita, hornblenda e augita em uma matriz de argila arenosa)[2] que foi derretida pela explosão atômica. É usualmente verde-clara, apesar de que a cor pode variar. É medianamente radioativa, mas segura para manusear.[3][4][5]

No fim dos anos 1940 e início dos 1950, amostras foram recolhidas e vendidas a colecionadores de minerais como uma novidade. Traços do material podem ser encontrados no Campo Trinity hoje, apesar de que a maioria dele foi empurrado com escavadeira e enterrado pela Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos em 1953.[6] Agora é ilegal pegar o material remanescente no local; entretanto, o material pego antes desta proibição ainda está nas mãos de colecionadores.

Joalheria e risco radiativo[editar | editar código-fonte]

Por um tempo acreditou-se que a areia do deserto tinha simplesmente derretido por causa da radiação direta da energia térmica da bola de fogo, não sendo particularmente perigosa, portanto foi comercializado como adequado para joalheria em 1945.[7] Entretanto, foi depois descoberto que causava queimaduras de radiação se as peças fossem usadas por um período longo de tempo.[8]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. P.P. Parekh, T.M. Semkow, M.A. Torres, D.K. Haines, J.M. Cooper, P.M. Rosenberg and M.E. Kitto (2006). «Radioactivity in Trinitite six decades later». Journal of Environmental Radioactivity. 85 (1): 103–120. PMID 16102878. doi:10.1016/j.jenvrad.2005.01.017 
  2. Optical properties of glass from Alamogordo, New Mexico
  3. Kolb, W.M., and Carlock, P.G. Trinitite, 1999, The Atomic Age Mineral.
  4. Nuclear weapons question, Bad Astronomy and Universe Today Forum.
  5. Analyzing Trinitite, Hunter Scott. http://www.hscott.net/analyzing-trinitite-a-radioactive-piece-of-nuclear-history/
  6. Carroll L. Tyler, AEC letter to the Governor of New Mexico, July 16, 1953.
  7. Steven L. Kay - Nuclearon - Trinitite varieties
  8. «INTERIM REPORT OF CDC'S LAHDRA PROJECT – Appendix N. pg 39, 40» (PDF)