Trova

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Trova é um poema autônomo de quatro versos em redondilha maior. A definição de trova que foi adotada como definitiva, segundo Luiz Otávio, éː

Fernando Pessoa considera que "a trova é o vaso de flores que o povo põe à janela de sua alma."[2]

Exemplo de trova de autoria de Luiz Otávio:

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Trova é um poema monotrófico (contém uma estrofe apenas) com quatro versos heptassílabos (redondilha maior), sem título, que se completa em seus quatro versos, como nos exemplos a seguir, de Pedro Ornellas:

A trova também é chamada de "quadra" ou "quadrinha", mas esta sinonímia não é perfeita, uma vez que as regras rígidas da trova não se fazem necessariamente na quadra. Entre os atuais cultores desta forma de poesia, é preferível o termo "trova" como designativo.

Há a necessidade de se diferenciar a trova da quadra que compõe um poema maior, uma vez que a trova se completa em si, sem aceitar mais nenhuma estrofe.

O esquema rímico da trova é de rimas alternadas (ABAB) ou cruzadas (ABBA).

Para os concursos literários, atualmente, as trovas de rima simples ABCB foram preteridas em função das trovas de rima completa ABAB, como segue:

Trova de rima simples (ABCB), de autoria de Luiz Otávio:

Trova de rima completa (ABAB) de autoria de Antonio Augusto de Assis:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A Trova Raízes e Florescimento - UBT - 2013
  2. A Trova Raízes e Florescimento - UBT - 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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