World Vision International

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Visão Mundial Internacional (World Vision International)
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Lema "Pela infância. Pela transformação. Pela vida."
Tipo Organização não-governamental
Fundação 1950
Sede Londres, Reino Unido
Sítio oficial wvi.org

A Visão Mundial Internacional (em inglês: World Vision International) é uma organização não governamental (ONG) internacional de ajuda humanitária, assente em princípios do cristianismo e fundada em 1950. O seu lema em inglês é «Our vision for every child, life in all its fullness; Our prayer for every heart, the will to make it so.»[1] Trabalha em parceria com a Unicef, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho. Sua sede internacional é em Londres, Reino Unido e seu presidente é Kevin Jenkins.

No País, a ONG atua desde 1975, beneficiando 2,7 milhões de pessoas com projetos nas áreas de educação, saúde/proteção da infância, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania. Seus projetos e programas têm como prioridade as crianças e adolescentes que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. Nesses 44 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial se consolida como uma organização comprometida com a superação da pobreza e da exclusão social.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1947, Robert Pierce (Bob), um ministro baptista, parte para uma viagem missionária à Ásia. [2] Durante uma visita à China, ele conhece Tena Hoelkedoer, uma professora que o apresenta a uma criança maltratada e abandonada. [3] Como Hoelkedoer não tem os meios para cuidar da criança, ela pergunta a Pierce: "O que você pode fazer por ela? ". Ele dá sua última nota de 5 dólares e concorda em enviar a mesma quantia a cada mês para ajudá-lo a cuidar da criança. A pobreza, o sofrimento humano e a situação das crianças órfãs desafiam Pierce, e ele promete se mobilizar em seu retorno aos Estados Unidos para atender a essas necessidades. Para fazer isso, ele tira fotos e as envia para os Estados Unidos. Assim, em 1950, Pierce fundou a World Vision International. [4]

Todos achavam que na época que seria algo muito ruim, mas ajudou as pessoas de uma maneira gigante e organizada. [5]

Em 2020, trabalhou em 90 países e contava com 37.000 funcionários. [6]

Programas[editar | editar código-fonte]

Distribuição de alimentos de emergência em uma área de desastre na Indonésia pela World Vision em 2009.

É a primeira ONG de apadrinhamento humanitário de crianças no mundo, com quinze milhões de crianças apadrinhadas).[7] A World Vision prefere transmitir e ensinar competências em vez de bens materiais, a fim de permitir às pessoas beneficiadas tornarem-se autônomas. Na ajuda ao desenvolvimento de longa duração, a World Vision tem experiência em quatro domínios principais : acesso a água potável, alimentação, educação e saúde.

A ONG intervem igualmente no domínio da urgência humanitária, como distribuidor do Programa alimentar mundial da ONU.

A World Vision sensibiliza a opinião pública e os órgãos de decisão política sobre temas diversos, como os direitos da crianças e das mulheres, à epidemia da SIDA, a reintegração e reeducação de crianças-soldado, crianças deficientes, órfãos, ou a investigação científica sobre medicamentos genéricos, entre outros.

Publicações[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2019 a ONG alertou com a publicação de uma pesquisa Infância [Des]Protegida, que metade das crianças e adolescentes não se sente segura nas escolas públicas do Brasil. Mais de 1 bilhão de crianças e adolescentes no mundo vivem em um cenário de insegurança. Para minimizar essa situação, é necessário que sejam criadas medidas para frear esse problema, que se configura como uma ameaça real para o bem-estar e o futuro da juventude.

O estudo foi realizado em 67 escolas de ensino público dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, no período de agosto a setembro de 2018, em 7 municípios. Foram selecionados, por amostragem aleatória simples, 3.814 estudantes do 5º ao 9º ano (entre 9 e 17 anos). Dos entrevistados, 78% disseram sentir-se seguros dentro de casa, enquanto no ambiente escolar mais da metade dos participantes (52%) declarou não se sentir protegida. Entre as escolas que participaram da pesquisa, o município de Nova Iguaçu teve o pior resultado entre as cidades analisadas, sendo que 36% dos alunos afirmaram que é normal o cancelamento das aulas devido a tiroteios, confusão na rua e situações de violência e perigo.

As comunidades onde vivem as crianças e adolescentes entrevistados são regiões marcadas por marginalidade, violência, desemprego, fome e falta de acesso a políticas públicas. Nesse contexto, quanto maior a densidade demográfica, mais crítica é a situação e a criança fica exposta diariamente a toda essa violência, que inclui tráfico, assassinato e criminalidade. Isso afeta diretamente o bem-estar e a qualidade de vida desses jovens. Vale ressaltar que a segurança é um dos principais pré-requisitos para a aprendizagem. A importância de uma educação significativa e segura é reconhecida no Objetivo #4 de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

A pesquisa revelou que a maioria das crianças e adolescentes sofre punição física quando faz algo de errado (62%), sendo mais frequente entre crianças de 9 a 11 anos (76%) e negros (66%). Isso mostra que existem normas sociais que tornam aceitável e legítimo o uso da punição física como forma de educação dos filhos.

Além disso, metade das crianças fica desacompanhada. Isso vem a confirmar os dados oficiais de que a negligência familiar é a expressão mais significativa de denúncias contra os direitos fundamentais da infância e adolescência no Brasil. Foram registradas 26.842 denúncias (71,39%) apenas no primeiro semestre de 2018 (MDH, 2019).

O estudo conclui que os atores sociais precisam se mobilizar com urgência na luta contra a violação dos direitos das crianças e adolescentes para mudar o cenário atual e aponta o fortalecimento de políticas públicas como uma possível solução para proteger os mais vulneráveis. Nesse sentido, foi criada a campanha global It Takes a World, pela ONG Visão Mundial, com foco em estudar e criar medidas de acordo com os ODS estabelecidos pela ONU para frear a ameaça ao bem-estar e o futuro da juventude.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. A nossa visão para cada criança, a vida em toda a sua extensão; a nossa oração para cada coração, a vontade de a conseguir[1] Arquivado em 15 de novembro de 2007, no Wayback Machine..
  2. Paul Battersby, Ravi Roy, W. George Scarlett, International Development: A Global Perspective on Theory and Practice Couverture, SAGE Publications, USA, 2017, p. 139
  3. WVI, Our story, wvi.org, USA, acessado em 9 de julho de 2018
  4. Mehmet Odekon, W. George Scarlett, Encyclopedia of World Poverty, SAGE Publications, USA, 2006, p.1198
  5. Mehmet Odekon, W. George Scarlett, Encyclopedia of World Poverty, SAGE Publications, USA, 2006, p. 1198
  6. WVI, All Locations, wvi.org, USA, acessado em 4 de julho de 2020
  7. Edward S. Mihalkanin, Robert F. Gorman, The A to Z of Human Rights and Humanitarian Organizations, Scarecrow Press, USA, 2009, p. 312

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Site regional da Visão Mundial no Brasil[editar | editar código-fonte]

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