Saltar para o conteúdo

Fay Honey Knopp: diferenças entre revisões

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Conteúdo apagado Conteúdo adicionado
Criada por tradução da página "Fay Honey Knopp"
Etiquetas: Possível conteúdo ofensivo Possível currículo [de Conteúdo] [de Conteúdo 2]
 
Criada por tradução da página "Fay Honey Knopp"
Linha 16: Linha 16:


== Recepção de seu pensamento ==
== Recepção de seu pensamento ==
A maioria dos criminólogos acadêmicos, mesmo os abolicionistas penais, parecem nunca ter ouvido falar de Fay Honey Knopp. O criminólogo Harold E. Pepinsky menciona que "nunca leu ou o viu o trabalho dela ser citado na literatura criminológica". Ele considera que “ela deveria ser classificada como uma das gigantes da criminologia estadunidense[...] Seu quakerismo, seu feminismo radical e seu abolicionismo prisional reforçaram e informaram um ao outro." <ref>Pepinsky, Harold E. ''Peacemaking in Criminology and Criminal Justice'' In: Pepinsky/Quinney, eds., Criminology as Peacemaking, Bloomington: Indiana University Press 1991, 314</ref> Herman Bianchi, criminólogo e abolicionista penal holandês, recorda-se dela como a "Madre Teresa entre os abolicionistas"<ref name=":0">Feest,Johannes, Definitionsmacht, Renitenz, Abolitionismus. Wiesbaden 2020, 299</ref>. Outro criminólogo e abolicionista penal, o alemão Johannes Feest, enfatiza a sua influência na ICOPA - International Conference on Penal Abolition<ref name=":0" /> [Conferência Internacional sobre Abolicionismo Penal], e também o seu destaque como provavelmente a abolicionista prisional estadunidense mais influente na década de 1970<ref />.
A maioria dos criminólogos acadêmicos, mesmo os abolicionistas penais, parecem nunca ter ouvido falar de Fay Honey Knopp. O criminólogo Harold E. Pepinsky menciona que "nunca leu ou o viu o trabalho dela ser citado na literatura criminológica". Ele considera que “ela deveria ser classificada como uma das gigantes da criminologia estadunidense[...] Seu quakerismo, seu feminismo radical e seu abolicionismo prisional reforçaram e informaram um ao outro." <ref>Pepinsky, Harold E. ''Peacemaking in Criminology and Criminal Justice'' In: Pepinsky/Quinney, eds., Criminology as Peacemaking, Bloomington: Indiana University Press 1991, 314</ref> Herman Bianchi, criminólogo e abolicionista penal holandês, recorda-se dela como a "Madre Teresa entre os abolicionistas"<ref name=":2">{{Citar periódico |url=https://doi.org/10.1007/978-3-658-28809-9_18 |titulo=Does Abolitionism Have a Future? |data=2020 |acessodata=2021-03-28 |publicado=Springer Fachmedien |ultimo=Feest |primeiro=Johannes |ultimo2=Paul |primeiro2=Bettina |editor-sobrenome=Feest |editor-nome=Johannes |series=Schriftenreihe des Strafvollzugsarchivs |local=Wiesbaden |paginas=269–300 |lingua=de |doi=10.1007/978-3-658-28809-9_18 |isbn=978-3-658-28809-9}}</ref>. Outro criminólogo e abolicionista penal, o alemão Johannes Feest, enfatiza a sua influência na ICOPA - International Conference on Penal Abolition [Conferência Internacional sobre Abolicionismo Penal]<ref name=":2" />, e também o seu destaque como provavelmente a abolicionista prisional estadunidense mais influente na década de 1970.<ref>{{Citar web |url=https://www.restorotopias.com/2019/06/02/a-conversation-with-johannes-feest/ |titulo=A conversation with Johannes Feest |data=2019-06-02 |acessodata=2021-03-28 |website=Restorotopias |lingua=en-US}}</ref>


== Bibliografia ==
== Bibliografia ==

Revisão das 02h24min de 28 de março de 2021

Fay "Honey" Knopp (15 de agosto de 1918 - 10 de agosto de 1995) foi uma quaker, defensora da paz e dos direitos civis e abolicionista penal.

Vida e Formação

Fay Birdie Irving nasceu em 15 de agosto de 1918 em Bridgeport, Connecticut. Filha de Mollie Feldman e Alexander Ajolo Irving, um judeu russo emigrado. Ela se formou na Warren Harding High School como oradora da turma em 1935. Após o ensino médio, ela se tornou uma comerciante de moda feminina. Em 1941, casou-se com Burton Knopp. Juntos, eles tiveram dois filhos: Sari e Alex Knopp.[1] Ela estudou na Hartford Art School, na New School for Social Research e na University of California, Los Angeles.[2]

Biografia de uma abolicionista penal

Em 1939, participou de uma manifestação quaker pela paz como pacifista gandhiana. Em 1955, Knopp começou a visitar na prisão objetores de consciência da Guerra do Vietnã. Em 1962, ela viajou para Genebra, Suíça, como parte da delegação da Women Strike for Peace [Greve das Mulheres pela Paz], protestando contra os efeitos dos testes nucleares na saúde de crianças. No mesmo ano, Knopp se tornou uma quaker atuando como visitante em prisões no sistema penitenciário federal e, em 1968, foi cofundadora do Prisoner Visitation and Support [Apoio e Visitação de Presos] com Bob Horton para promover esse trabalho. [1] [2] [3]

Em 1974, ela fundou o Safer Society Program [Programa Sociedade Mais Segura] e foi a diretora até 1993. O objetivo do programa era oferecer tratamento a criminosos sexuais por meio de um sistema de referência internacional para quebrar o ciclo de comportamento em vez de punir. [4] [2]

Em 1976, Knopp fundou o Prison Research Education Action Program [Programa Educacional de Ação em Pesquisa Prisional] e participou da publicação do livro Instead of Prisons: A Handbook for Prison Abolitionists [Em vez das Prisões: Um Manual para Abolicionistas Prisionais]. O livro desenvolve três objetivos para os abolicionistas prisionais: proibir a construção de novas prisões, reduzir a população carcerária e abandonar o encarceramento como solução. [5] [6]

Ela também foi diretora do American Friends Service Committee [Comitê de Atividades dos Amigos da América] em Nova Iorque, e diretora de projetos da National Peace Education Division [Divisão Nacional da Educação para a Paz] na Filadélfia.[2]

Knopp morreu em 10 de agosto de 1995 em Shoreham, Vermont, de câncer no ovário.[2]

Recepção de seu pensamento

A maioria dos criminólogos acadêmicos, mesmo os abolicionistas penais, parecem nunca ter ouvido falar de Fay Honey Knopp. O criminólogo Harold E. Pepinsky menciona que "nunca leu ou o viu o trabalho dela ser citado na literatura criminológica". Ele considera que “ela deveria ser classificada como uma das gigantes da criminologia estadunidense[...] Seu quakerismo, seu feminismo radical e seu abolicionismo prisional reforçaram e informaram um ao outro." [7] Herman Bianchi, criminólogo e abolicionista penal holandês, recorda-se dela como a "Madre Teresa entre os abolicionistas"[8]. Outro criminólogo e abolicionista penal, o alemão Johannes Feest, enfatiza a sua influência na ICOPA - International Conference on Penal Abolition [Conferência Internacional sobre Abolicionismo Penal][8], e também o seu destaque como provavelmente a abolicionista prisional estadunidense mais influente na década de 1970.[9]

Bibliografia

  • Instead of Prisons: A Handbook for Abolitionists, 1976.
  • Retraining adult sex offenders: methods & models, 1984
  • Community Solutions to Sexual Violence. Feminist/Abolitionist Perspectives, 1991.
  • When Your Wife Says No: Forced Sex in Marriage, 1994.
  • A primer on the complexities of traumatic memory of childhood sexual abuse: a psychobiological approach, 1996.

Referências

Referências

  1. a b Ware, Susan (2004). Notable American Women: A Biographical Dictionary Completing the Twentieth Century (em inglês). [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 9780674014886 
  2. a b c d e Saxon, Wolfgang (16 de agosto de 1995). «Fay Honey Knopp, Dies at 76; Founded Quaker Prison Ministry». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 25 de junho de 2019 
  3. Angell, Stephen Ward; Angell, Stephen W.; Dandelion, Pink (26 de setembro de 2013). The Oxford Handbook of Quaker Studies (em inglês). [S.l.]: OUP Oxford. ISBN 9780199608676 
  4. Johnson, Sally; Times, Special to The New York (14 de agosto de 1988). «A Vermonter's 'Tough' Help for the Sex Abuser». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 25 de junho de 2019 
  5. Kushner, Rachel (17 de abril de 2019). «Is Prison Necessary? Ruth Wilson Gilmore Might Change Your Mind». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 25 de junho de 2019 
  6. Washington, John (31 de julho de 2018). «What Is Prison Abolition?» (em inglês). ISSN 0027-8378. Consultado em 25 de junho de 2019 
  7. Pepinsky, Harold E. Peacemaking in Criminology and Criminal Justice In: Pepinsky/Quinney, eds., Criminology as Peacemaking, Bloomington: Indiana University Press 1991, 314
  8. a b Feest, Johannes; Paul, Bettina (2020). Feest, Johannes, ed. «Does Abolitionism Have a Future?». Wiesbaden: Springer Fachmedien. Schriftenreihe des Strafvollzugsarchivs (em alemão): 269–300. ISBN 978-3-658-28809-9. doi:10.1007/978-3-658-28809-9_18. Consultado em 28 de março de 2021 
  9. «A conversation with Johannes Feest». Restorotopias (em inglês). 2 de junho de 2019. Consultado em 28 de março de 2021 

Links