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Lealdade: diferenças entre revisões

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A '''lealdade''' é uma [[Fixação (psicologia)|fixação]] de uma pessoa ou cidadão com um [[estado]], dirigente, [[comunidade]], [[Pessoa (filosofia)|pessoa]], causa ou a si mesma.
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Não existe acordo entre os filósofos sobre coisas ou ideias às que se pode ser leal. Alguns sustentam que se pode ser leal a um espectro muito amplo de coisas, enquanto outros argumentam que só se pode ser leal a outra pessoa e que isso é uma relação estritamente interpessoal.

A lealdade é um princípio que basicamente consiste em nunca lhe dar as costas a determinada [[Pessoa (filosofia)|pessoa]] ou grupo social que estão unidos por laços de [[amizade]] ou por alguma relação social, isto é, o cumprimento de [[honra]] e [[gratidão]], a lealdade está mais apegada à relação em grupo.

A lealdade é um cumprimento do que exigem as leis da fidelidade e as da honra.

== Concepção de Josiah Royce ==
[[Josiah Royce]] em seu livro ''The Philosophy of Loyalty'' (traduzido: ''A filosofia da lealdade'') publicado em 1908 apresenta uma definição diferente do conceito. Royce sustenta que a lealdade é uma virtude, uma virtude primária, «o centro de todas as [[Virtude|virtudes]], o dever central entre todos os deveres». Royce apresenta a lealdade, à qual define com grande detalhe, como o princípio moral básico do qual se derivam todos os outros princípios.<ref name="Thilly1908">Thilly, Frank (1908). "Review of The Philosophy of Loyalty". Philosophical Review 17. Reeditado como Thilly, Frank (2000). «Review of The Philosophy of Loyalty.» En Randall E. Auxier. ''Critical responses to Josiah Royce, 1885–1916''. History of American Thought 1. Continuum International Publishing Group. ISBN 1-85506-833-8.</ref> A definição breve que apresenta é que a lealdade é «a devoción consciente e prática e ampla de uma pessoa a uma causa».<ref name="Kleinig2007">Kleinig, John (2007-08-21). «Loyalty. ''Stanford» Encyclopedia of Philosophy''.</ref><ref name="Martin1994">Martin, Mike W. (1994). ''Virtuous giving: philanthropy, voluntary service, and caring''. Indiana University Press. p. 40. ISBN 0-253-33677-5.</ref> A causa deve ser uma causa objectiva. Não pode ser um mesmo. É algo externo à pessoa que se espera encontrar no mundo externo, e que não é possível o encontrar num mesmo. Não trata sobre um mesma sina sobre outras pessoas. A devoción é activa, uma rendição do desejo próprio à causa que um ama. Segundo Royce, a lealdade é social. A lealdade a uma causa aúna aos numerosos seguidores da causa, unindo em seu serviço. Richard P. Mullin, professor de filosofia na Wheeling Jesuit University, descreve às três palavras «voluntária e prática e completa» como «cheias de significado». A lealdade é voluntária quanto a que se oferece em forma livre, sem coerção. É eleita depois de uma análise pessoal, não é algo com o que um nasce. A lealdade é prática no sentido de que é ''praticada''. É levada a cabo em forma activa, não em forma passiva como se fosse um sentimento forte por algo. A lealdade é completa no sentido que não é um interesse casual sina um compromisso pleno com uma causa.<ref name="Mullin2005">Mullin, Richard P. (2005). «Josiah Royce's Philosophy of Loyalty as the Basis for Democratic Ethics.» En Leszek Koczanowicz y Beth J. Singer. Democracy and the post-totalitarian experience. Value inquiry book series: Studies in pragmatism and values 167. Rodopi. pp. 183-184. ISBN 90-420-1635-3.</ref>
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<div class="flex"><div class="quote">En el mundo de los negocios, la honestidad es un servicio, no solo ni principalmente a las otras partes de la transacción a la cual esta fidelidad se pone en evidencia. El solo acto de fidelidad en el negocio es un acto de confianza del hombre en el hombre sobre el cual se construye todo el andamiaje del 8 de los negocios.</div>
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== Em relação com outros temas ==

=== Patriotismo ===
{{Artigo principal|Patriotismo}}A lealdade se costuma identificar directamente com o patriotismo. No entanto, faz notar que isso não é correcto, já que enquanto os patriotas podem ter lealdade, não em todos os casos as pessoas leais são patriotas. Nathanson põe como exemplo o caso de um soldado mercenário, que demonstra lealdade às pessoas ou país que lhe abonan seu paga. Nathanson destaca a diferença nas motivações entre o mercenário leal e um patriota. Um mercenário pode estar bem motivado por um sentido de profissionalismo, ou uma crença na santidad dos contratos. Contudo, um patriota, pode sentir-se motivado pelo afecto, preocupação, identificação, e uma vontade de sacrifício.<ref name="Nathanson1993">{{Citar livro|título=Patriotism, morality, and peace|ultimo=Nathanson, Stephen|editora=Rowman &amp; Littlefield|ano=1993|series=New Feminist Perspective Series|páginas=106-109|isbn=0-8476-7800-8}}</ref>

Nathanson sustenta que não sempre é uma virtude a lealdade patriótica. Em general é possível confiar numa pessoa leal, e portanto as pessoas vêem a lealdade como uma virtude. No entanto, Nathanson sustenta que a lealdade pode ser com pessoas ou causas que não são dignas dela. Não só isso, em ocasiões a lealdade pode dar lugar a que patriotas apoiem políticas que são inmorales e desumanas. Portanto, Nathanson afirma que, a lealdade patriótica às vezes podem ser mais um vício que uma virtude, quando suas consequências excedem os limites do que é moralmente desejável. Segundo Nathanson tais lealdades, são definidas erroneamente como ''ilimitadas'' em seus alcances, e fracassam em reconhecer os limites da moralidad.<ref name="Nathanson1993">{{Citar livro|título=Patriotism, morality, and peace|ultimo=Nathanson, Stephen|editora=Rowman &amp; Littlefield|ano=1993|series=New Feminist Perspective Series|páginas=106-109|isbn=0-8476-7800-8}}</ref>

== Referências ==
{{Reflist}}

== Bibliografia ==

* {{Citar livro|url=https://archive.org/details/whistleblowers00cfre|título=Whistleblowers: Broken lives and organizational power|ultimo=Alford, C. Fred|editora=Cornell University Press|ano=2002|capitulo=Implications of Whistleblower Ethics for Ethical Theory|isbn=0-8014-8780-3}}
* Axinn, Sydney (1997). "Loyalty". In P. H. Fraternize and R. E. Freeman. Encyclopedic Dictionary of Business Ethics. Oxford: Blackwell Publishers. pg. 388–390.

* {{Citar livro|título=The Sociology of Loyalty|ultimo=Connor, James|data=25 de julio de 2007|editora=Springer|isbn=0-387-71367-0|edição=1st}}
* {{Citar periódico |titulo=Loyalty in Business? |data=noviembre de 2002 |publicado=Springer Netherlands |número=1-2 |autor=Corvino, John |paginas=179-185 |doi=10.1023/A:1021370727220 |issn=0167-4544 |volume=41 |publicação=Journal of Business Ethics}}
* {{Citar periódico |url=http://jstor.org./stable/2220283 |titulo=Loyalty and Virtues |data=October 1992 |publicado=Blackwell Publishing |número=169 |autor=Ewin, R. E. |paginas=403-419 |volume=42}}
* {{Citar periódico |url=http://tparents.org/UNews/unws9906/Kim_conscience.htm |titulo=Loyalty, Filial Piety in Changing Times |data=junio de 1999 |autor=[[Kim Dae Jung|Jung, Kim Dae]]}}
* Konvitz, Milton R. (1973). "Loyalty". In Philip P. Wiener. Encyclopedia of the History of Ideias III. New York: Scribner's. p. 108
* {{Citar livro|título=The soul of classical American philosophy: the ethical and spiritual insights of William James, Josiah Royce, and Charles Sanders Peirce|ultimo=Mullin, Richard P.|editora=SUNY Press|páginas=2007|capitulo=Josiah Royce's Philosophy of Loyalty as the Basis for Ethics|isbn=0-7914-7109-8}}
* {{Citar livro|título=Bushido: the warrior's code|ultimo=Nitobe, Inazō|editora=Black Belt Communications|ano=1975|editor-sobrenome=Charles Lucas|series=History and Philosophy Series|volume=303|capitulo=The Duty of Loyalty|isbn=0-89750-031-8}}
* {{Citar livro|url=https://archive.org/details/philosophyofloya0000royc|título=The Philosophy of Loyalty|ultimo=[[Josiah Royce|Royce, Josiah]]|editora=The Macmillan Company|ano=1908|local=Nueva&nbsp;York}}
* {{Citar periódico |titulo=Review of ''The Philosophy of Loyalty'' |autor=Sorley, W. R. |ano=1908 |volume=7 |publicação=Hibbert journal}}<br /><br /><br /><br />reprinted as {{Citar livro|título=Critical responses to Josiah Royce, 1885–1916|ultimo=W. R. Sorley|editora=Continuum International Publishing Group|ano=2000|editor-sobrenome=Randall E. Auxier|series=History of american thought|volume=1|capitulo=Review of ''The Philosophy of Loyalty''|isbn=1-85506-833-8}}
* {{Citar periódico |url=http://jstor.org./stable/2022080 |titulo=Royce's Philosophy of Loyalty |publicado=Journal of Philosophy, Inc. |número=3 |autor=White, Howard B. |ano=1956 |paginas=99-103 |volume=53 |publicação=The Journal of Philosophy}}
[[Categoria:Amor]]
[[Categoria:Conceitos de ética]]
[[Categoria:Nacionalismo]]

Revisão das 17h42min de 22 de abril de 2021

A lealdade é uma fixação de uma pessoa ou cidadão com um estado, dirigente, comunidade, pessoa, causa ou a si mesma.

Não existe acordo entre os filósofos sobre coisas ou ideias às que se pode ser leal. Alguns sustentam que se pode ser leal a um espectro muito amplo de coisas, enquanto outros argumentam que só se pode ser leal a outra pessoa e que isso é uma relação estritamente interpessoal.

A lealdade é um princípio que basicamente consiste em nunca lhe dar as costas a determinada pessoa ou grupo social que estão unidos por laços de amizade ou por alguma relação social, isto é, o cumprimento de honra e gratidão, a lealdade está mais apegada à relação em grupo.

A lealdade é um cumprimento do que exigem as leis da fidelidade e as da honra.

Concepção de Josiah Royce

Josiah Royce em seu livro The Philosophy of Loyalty (traduzido: A filosofia da lealdade) publicado em 1908 apresenta uma definição diferente do conceito. Royce sustenta que a lealdade é uma virtude, uma virtude primária, «o centro de todas as virtudes, o dever central entre todos os deveres». Royce apresenta a lealdade, à qual define com grande detalhe, como o princípio moral básico do qual se derivam todos os outros princípios.[1] A definição breve que apresenta é que a lealdade é «a devoción consciente e prática e ampla de uma pessoa a uma causa».[2][3] A causa deve ser uma causa objectiva. Não pode ser um mesmo. É algo externo à pessoa que se espera encontrar no mundo externo, e que não é possível o encontrar num mesmo. Não trata sobre um mesma sina sobre outras pessoas. A devoción é activa, uma rendição do desejo próprio à causa que um ama. Segundo Royce, a lealdade é social. A lealdade a uma causa aúna aos numerosos seguidores da causa, unindo em seu serviço. Richard P. Mullin, professor de filosofia na Wheeling Jesuit University, descreve às três palavras «voluntária e prática e completa» como «cheias de significado». A lealdade é voluntária quanto a que se oferece em forma livre, sem coerção. É eleita depois de uma análise pessoal, não é algo com o que um nasce. A lealdade é prática no sentido de que é praticada. É levada a cabo em forma activa, não em forma passiva como se fosse um sentimento forte por algo. A lealdade é completa no sentido que não é um interesse casual sina um compromisso pleno com uma causa.[4]

En el mundo de los negocios, la honestidad es un servicio, no solo ni principalmente a las otras partes de la transacción a la cual esta fidelidad se pone en evidencia. El solo acto de fidelidad en el negocio es un acto de confianza del hombre en el hombre sobre el cual se construye todo el andamiaje del 8 de los negocios.

Em relação com outros temas

Patriotismo

Ver artigo principal: Patriotismo

A lealdade se costuma identificar directamente com o patriotismo. No entanto, faz notar que isso não é correcto, já que enquanto os patriotas podem ter lealdade, não em todos os casos as pessoas leais são patriotas. Nathanson põe como exemplo o caso de um soldado mercenário, que demonstra lealdade às pessoas ou país que lhe abonan seu paga. Nathanson destaca a diferença nas motivações entre o mercenário leal e um patriota. Um mercenário pode estar bem motivado por um sentido de profissionalismo, ou uma crença na santidad dos contratos. Contudo, um patriota, pode sentir-se motivado pelo afecto, preocupação, identificação, e uma vontade de sacrifício.[5]

Nathanson sustenta que não sempre é uma virtude a lealdade patriótica. Em general é possível confiar numa pessoa leal, e portanto as pessoas vêem a lealdade como uma virtude. No entanto, Nathanson sustenta que a lealdade pode ser com pessoas ou causas que não são dignas dela. Não só isso, em ocasiões a lealdade pode dar lugar a que patriotas apoiem políticas que são inmorales e desumanas. Portanto, Nathanson afirma que, a lealdade patriótica às vezes podem ser mais um vício que uma virtude, quando suas consequências excedem os limites do que é moralmente desejável. Segundo Nathanson tais lealdades, são definidas erroneamente como ilimitadas em seus alcances, e fracassam em reconhecer os limites da moralidad.[5]

Referências

  1. Thilly, Frank (1908). "Review of The Philosophy of Loyalty". Philosophical Review 17. Reeditado como Thilly, Frank (2000). «Review of The Philosophy of Loyalty.» En Randall E. Auxier. Critical responses to Josiah Royce, 1885–1916. History of American Thought 1. Continuum International Publishing Group. ISBN 1-85506-833-8.
  2. Kleinig, John (2007-08-21). «Loyalty. Stanford» Encyclopedia of Philosophy.
  3. Martin, Mike W. (1994). Virtuous giving: philanthropy, voluntary service, and caring. Indiana University Press. p. 40. ISBN 0-253-33677-5.
  4. Mullin, Richard P. (2005). «Josiah Royce's Philosophy of Loyalty as the Basis for Democratic Ethics.» En Leszek Koczanowicz y Beth J. Singer. Democracy and the post-totalitarian experience. Value inquiry book series: Studies in pragmatism and values 167. Rodopi. pp. 183-184. ISBN 90-420-1635-3.
  5. a b Nathanson, Stephen (1993). Patriotism, morality, and peace. Col: New Feminist Perspective Series. [S.l.]: Rowman & Littlefield. pp. 106–109. ISBN 0-8476-7800-8 

Bibliografia

  • Alford, C. Fred (2002). «Implications of Whistleblower Ethics for Ethical Theory». Whistleblowers: Broken lives and organizational power. [S.l.]: Cornell University Press. ISBN 0-8014-8780-3 
  • Axinn, Sydney (1997). "Loyalty". In P. H. Fraternize and R. E. Freeman. Encyclopedic Dictionary of Business Ethics. Oxford: Blackwell Publishers. pg. 388–390.
  • Connor, James (25 de julio de 2007). The Sociology of Loyalty 1st ed. [S.l.]: Springer. ISBN 0-387-71367-0  Verifique data em: |data= (ajuda)
  • Corvino, John (noviembre de 2002). «Loyalty in Business?». Springer Netherlands. Journal of Business Ethics. 41 (1-2): 179-185. ISSN 0167-4544. doi:10.1023/A:1021370727220  Verifique data em: |data= (ajuda)
  • Ewin, R. E. (October 1992). «Loyalty and Virtues». Blackwell Publishing. 42 (169): 403-419  Verifique data em: |data= (ajuda)
  • Jung, Kim Dae (junio de 1999). «Loyalty, Filial Piety in Changing Times»  Verifique data em: |data= (ajuda)
  • Konvitz, Milton R. (1973). "Loyalty". In Philip P. Wiener. Encyclopedia of the History of Ideias III. New York: Scribner's. p. 108
  • Mullin, Richard P. «Josiah Royce's Philosophy of Loyalty as the Basis for Ethics». The soul of classical American philosophy: the ethical and spiritual insights of William James, Josiah Royce, and Charles Sanders Peirce. [S.l.]: SUNY Press. 2007 páginas. ISBN 0-7914-7109-8 
  • Nitobe, Inazō (1975). «The Duty of Loyalty». In: Charles Lucas. Bushido: the warrior's code. Col: History and Philosophy Series. 303. [S.l.]: Black Belt Communications. ISBN 0-89750-031-8 
  • Royce, Josiah (1908). The Philosophy of Loyalty. Nueva York: The Macmillan Company 
  • Sorley, W. R. (1908). «Review of The Philosophy of Loyalty». Hibbert journal. 7 



    reprinted as W. R. Sorley (2000). «Review of The Philosophy of Loyalty». In: Randall E. Auxier. Critical responses to Josiah Royce, 1885–1916. Col: History of american thought. 1. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. ISBN 1-85506-833-8 
  • White, Howard B. (1956). «Royce's Philosophy of Loyalty». Journal of Philosophy, Inc. The Journal of Philosophy. 53 (3): 99-103