Areópago
O areópago constituía-se de um conselho de membros da aristocracia ateniense, cujas atribuições, enquanto instância dos diferentes tipos de governo pelos quais Atenas passou, sofreram alterações ao longo do tempo. Entre seus membros, invariavelmente, eram escolhidos alguns que receberiam o título de arconte (uma espécie de "rei" ou "governante"), cada um responsável por um aspecto diferente do governo de Atenas.
O nome "areópago" é a adaptação de areopagus (ou Areios Pagos, de "Ἄρειος πάγος"), que significa algo como "Colina de Ares", em referência ao deus da guerra grego. Tal referência se deve ao fato de os membros do Areópagos, por serem aristocratas, cumprirem em geral a função de guerreiros de elite em tempos bélicos, responsáveis pela proteção da cidade.
No período democrático, o areópago cumpria a função de um tribunal constituído por arcontes que, era responsável pelos julgamentos dos crimes de homicídio premeditado, envenenamento e incêndio, entre outros.
Cristianismo [editar]
O areópago foi tribuna da célebre pregação de São Paulo em sua passagem por Atenas.
Assim começou seu discurso: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!”(At 17, 22-23).
Referências [editar]
- STARR, Chester G.; O nascimento da democracia ateniense; São Paulo: Odysseus; ISBN 85-88023-58-X