Campo semântico
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Campo semântico linguístico [editar]
Conjunto de palavras unidas pelo sentido. Por exemplo, o campo semântico de mãe inclui: mãe-de-família, mãe-de-santo, mãe solteira, terra-mãe, mãe-de-água,… Deve-se evitar a confusão entre campo semântico e campo associativo ou conceptual, porque este não dá conta das relações linguísticas entre os termos considerados. O campo semântico é, pois, toda a área de significação de uma palavra ou de um grupo de palavras. Se quisermos descrever o campo semântico da palavra luva, por exemplo, incluiremos nele todas as possibilidades semânticas como: luvaria, luveiro, assentar como uma luva, atirar a luva, de luva branca, deitar a luva, macio como uma luva.
Foi Jost Trier quem desenvolveu a teoria dos campos semânticos. Não é possível demonstrar que todo o vocabulário esteja coberto por campos semânticos. A teoria dos campos semânticos tem-se concentrado apenas em alguns grupos bem definidos como as cores, as relações de parentesco, as experiências religiosas, etc.
Segundo Stephen Ullman:
| A teoria dos campos fornece um método valioso para abordar um problema difícil mas de crucial importância: a influência da linguagem no pensamento. Um campo semântico não reflecte apenas as ideias, os valores e as perspectivas da sociedade contemporânea; cristaliza-as e perpetua-as também; transmite às gerações vindouras uma análise já elaborada da experiência através da qual será visto o mundo, até que a análise se torne tão palpavelmente inadequada e antiquada que todo o campo tenha que ser refeito. | —
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Campo semântico ontopsicológico [editar]
Por campo semântico1 , em Ontopsicologia2 , entende-se todo o operativo que está sob as zonas de linguagem e sentido da esfera linguística (língua, palavras, gramática, sintaxe, cultura, moral, estereótipos etc.), da esfera não verbal:3 cinésica (o mover-se espontâneo e não espontâneo no somatopsíquico) e da proxêmica (o modo das duas significâncias, linguística e cinésica, quem intenciona e especifica). Este operativo sob o cinésico, proxêmico e linguístico, é o húmus radical – ou "universo base" – dos reais formais que indicam e especificam posição e ação, a individuação humana. Todo o discurso da Ontopsicologia sobre o campo semântico abre-se depois dessas três premissas - cinésica, proxêmica e linguística -, que representam o seu aspecto fenomênico.
O iniciador da escola ontopsicológica, Antonio Meneghetti, define o campo semântico como:
| A comunicação base que a vida usa no interior das próprias individuações.4 5 | —
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Do ponto de vista da sua descrição física, o campo semântico é um transdutor de informação sem deslocamento de energia:
- Transduz uma forma ou informação sem deslocamento de energia.
- A forma ou vetor se transporta de um conteúdo energético a outro.
- Transmite uma informação, um código, uma imagem que, quando chega, estrutura em emoção qualquer coisa vivente, comportando uma variante emotiva orgânica. Não transfere energia, mas é com a energia.
- "Transdução informática" significa que o módulo dá a forma da passagem à energia, mas não dá a passagem da energia.6
Referências
- ↑ MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
- ↑ MENEGHETTI, Antonio. Manual de Ontopsicologia. 4 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2010. ISBN 978-85-88381-52-0
- ↑ FERREIRA, Hugo Ricardo Chaves. Comunicação Não Verbal: Cinésica, Proxémica e Paralinguagem. Universidade de Coimbra, 2001. Acesso em 25/04/2011
- ↑ MENEGHETTI, Antonio. Campo Semântico. 3 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2005. ISBN 85-88381-26-5
- ↑ Cfr. vídeo "A essência da Ontopsicologia", produzido pela Associação Internacional de Ontopsicologia em conjunto com a Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia
- ↑ MENEGHETTI, Antonio. Imagem alfabeto da energia. 4 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2010. ISBN 978-85-88381-37-7