Classificação artificial

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Na classificação biológica, uma classificação é considerada artificial quando as características usadas para distinguir entre dois tipos de organismos são facilmente observáveis, mas não reflectem necessariamente o parentesco ou o grau de semelhança entre eles. As primeiras classificações biológicas eram artificiais, pois utilizavam critérios arbitrários que não levavam em consideração o parentesco evolutivo entre as espécies.

O sistema de classificação artificial, em taxonomia, é todo aquele que usa critérios arbitrários, não refletindo as semelhanças e diferenças fundamentais entre os indivíduos. Este sistema classifica os seres vivos com base em uma única característica escolhida aleatoriamente, sem levar em conta as características morfológicas e fisiológicas dos indivíduos, nem as relações filogenéticas (de parentesco) existentes entre eles.

Exs.: Classificação dos animais quanto ao seu habitat, ou quanto a sua forma de locomoção; classificação dos vegetais quanto a sua altura (Platão, séc. IV a.C.)

Aristóteles criou um tipo de classificação artificial na qual dividia os animais em dois grandes grupos: animais com sangue e animais sem sangue.

As classificações actuais são naturais, pois baseiam-se na teoria evolucionista e procuram analisar um grande conjunto de caracteres, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Biology - 08 free online Encyclopedia Britannica 9th Edition. Acedido em 22 de abril de 2012.
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