Colégio de São Bento
| CSB Colégio de São Bento do Rio de Janeiro |
|
|---|---|
| Lema | Ora et labora ("ore e trabalhe" em latim) |
| Tipo | Ensino Privado |
| Fundação | 1858 (154 anos) |
| Abertura | 09 de fevereiro de 1858 (154 anos) |
| Localização | |
| Bairro | Centro |
| Endereço | Rua Dom Gerardo, 68 |
| CEP | 20090-030 |
| Cursos oferecidos | ensino fundamental, ensino médio |
| Orientação religiosa | Católica Apostólica Romana |
| Mantenedor(a) | Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro |
| Cores | Azul, vermelho e amarelo |
| Página oficial | http://csbrj.org.br |
| Classificação no Enêm (2010)[1] (com 100% de participação) |
Grupo 1: 75% ou mais de participação. 761,7 pontos 1º ( 1º (Rio de Janeiro) 1º (Brasil) |
O Colégio de São Bento é um tradicional colégio localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Começou suas atividades em 1610, sendo dirigido até os dias de hoje por monges beneditinos. É uma das grandes referências históricas da presença da Ordem de São Bento no Brasil. Apresenta, como característica singular, o fato de só aceitar alunos do sexo masculino. Além disso, o colégio é famoso por ser a instituição mais vezes líder do ENEM, o que lhe rendeu o famoso título de "Melhor Colégio do Brasil". [2]
Índice |
[editar] História
Embora funcionando desde 1610, foi formalmente constituído colégio apenas em 1858. A partir de 1904, passou a funcionar num prédio ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Monte Serreado. Em 1929, transferiu-se para um prédio no número 42 da Rua Dom Gerardo.[3]
Até 1960, todos os professores do colégio eram homens. A partir desse ano, o colégio passou a admitir professoras.[4] Em 1971, mudou-se para seu atual endereço: um prédio projetado pelo arquiteto e ex-aluno Mauro Guaranys, no lado do Morro de São Bento oposto ao mosteiro homônimo.
[editar] Exame Nacional do Ensino Médio
Nos anos de 2004, 2005, 2007, 2008, 2010 e 2011[nota 1], foi primeiro colocado no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio, adquirindo a reputação de ser o melhor colégio brasileiro.[4][5]
[editar] Condecorações
O Colégio de São Bento foi condecorado no dia 29 de março de 2010 com a insígnia da Ordem do Mérito Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios, a mais alta ordem honorífica do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, por vir prestando e ter prestado relevantes serviços à cultura jurídica em geral, bem como ao Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios e lhe demonstrado excepcional apreço. Foi a primeira instituição educacional a receber tal prêmio.[6]
[editar] Reitores (até 1903, diretores)
- Abade Frei Luís da Conceição Saraiva (fundador), 1858 - 1860
- Presidente Frei Antônio de Santa Águeda Carneiro, 1860
- Abade Frei Saturnino de Santa Clara Antunes de Abreu, 1860 - 1863
- Abade Frei José da Purificação Franco, 1863 - 1872
- Abade Frei Manoel de São Caetano Pinto, 1872 - 1881
- Abade Frei José da Purificação Franco, 1881 - 1884
- Abade Frei Manoel de Santa Catarina Furtado, 1884 - 1893
- Abade Frei João das Mercês Ramos, 1893 - 1903
- Dom Marcos Stoker, 1903
- Dom Pio Alpen, 1904 - 1905
- Dom Amaro van Emelen, 1905 - 1906
- Dom Ambrósio Winckier, 1907 - 1908
- Abade Coadjutor Dom João Crisóstomo De Saegher, 1908
- Dom Amaro van Emelen, 1909 - 1910
- Dom Ildefonso Deigendesch, 1910
- Dom João Evangelista Barbosa, 1911 - 1913
- Dom Ildefonso Deigendesch, 1914 - 1915
- Abade Dom Pedro Eggerath, 1915 - 1916
- Dom Leandro Marques de Souza, 1917 - 1918
- Dom Meinrado Mattmann, 1918 - 1936
- Abade Dom Tomás Keller, 1936
- Dom Vicente de Oliveira, 1936 - 1937
- Dom Bonifácio Plum, 1937 - 1941
- Dom Hildebrando Petrola Martins, 1942 - 1946
- Dom Basílio Penido, 1947 - 1954
- Dom Lourenço de Almeida Prado, 1955 - 2001
- Dom Matias Fonseca de Medeiros, 2001 - 2003
- Dom Tadeu de Albuquerque Lopes, 2003 - 2010
- Dom Miguel da Silva Vieira, 2010 - hoje
[editar] Ex-alunos ilustres
- Anselmo Vasconcellos, ator
- Antônio Carlos Lemgruber, ex-presidente do Banco Central do Brasil
- Antônio Silva Jardim, advogado e jornalista
- Arnoldo Camanho de Assis, desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, professor universitário
- Augusto Frederico Schmidt, poeta e empresário
- Barata Ribeiro, primeiro prefeito do Distrito Federal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal
- Benjamin Constant, militar, ministro da instrução do primeiro governo republicano
- Clóvis Bevilacqua, jurista, autor do Código Civil de 1916
- Dom Estêvão Tavares Bittencourt, teólogo, professor e escritor
- Dom Rosalvo Costa Rego, bispo-auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro
- Eduardo Lopes Pontes, médico, doutor (PHD) pela universidade de Oxford, membro-titular da 5ª cadeira da secção de Medicina da Academia Nacional de Medicina
- Tenente-brigadeiro do ar Faber Cintra, ministro aposentado do Superior Tribunal Militar
- Guilherme Fontes, ator e produtor
- Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor
- Heleno de Freitas, jogador de futebol
- Hélio de la Peña, humorista
- Henrique Maximiano Coelho Neto, escritor e político, fundador da cadeira de número dois da Academia Brasileira de Letras
- Hildebrando de Góis, prefeito do Rio de Janeiro
- Jô Soares, humorista
- João Procópio Ferreira, teatrólogo
- Jorge Ricardo (Ricardinho), jóquei
- Lamartine Babo, músico e compositor
- Márcio Gomes, jornalista
- Mário Ipiranga dos Guaranys, almirante
- Nascimento Brito, jornalista, ex-dono e diretor do Jornal do Brasil
- Newton Braga, pioneiro na travessia aérea do Atlântico Sul, sem escalas, a bordo do hidroavião Jahú
- Newton Moreira e Silva, PHD em ciências políticas, administrador, coordenador e professor universitário; ex-presidente da Fundação Escola de Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro
- Noel Rosa, músico e compositor
- Pascoal Carlos Magno, teatrólogo, romancista, poeta, crítico teatral e diplomata
- Paulo Alonso, jornalista, advogado e escritor. Reitor do Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro
- Paulo Fortes, barítono
- Paulo Francis, jornalista e escritor
- Pixinguinha, músico e compositor
- Rogério Marinho, diretor do jornal O Globo, filho de Irineu Marinho
- Felipe Diogo Camêlo, nona regra do Clube da Luta, que aborta sua opção de vida
Notas
- ↑ Os anos citados correspondem ao ano em que as provas foram feitas, e não ao ano em que o resultado foi divulgado.
Referências
[editar] Fontes
- Frazão A, Nougué C. Colégio de São Bento do Rio de Janeiro : 150 anos de história, 1858-2008. Rio de Janeiro, RJ: Ed. Letra Capital; 2008.