Coqueiral

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Município de Coqueiral
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 27 de dezembro de 1948
Gentílico coqueirense
Prefeito(a) Arnaldo Lemos Figueiredo (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coqueiral
Localização de Coqueiral em Minas Gerais
Coqueiral está localizado em: Brasil
Coqueiral
Localização de Coqueiral no Brasil
21° 11' 20" S 45° 26' 27" O21° 11' 20" S 45° 26' 27" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Varginha IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Boa Esperança, Aguanil, Nepomuceno, Santana da Vargem[2]
Distância até a capital 271 km
Características geográficas
Área 296,556 km² [3]
População 12,353 hab. Estimativa IBGE/2012[4]
Densidade 0,04 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,752 alto PNUD/2000 [5]
PIB R$ 80 720,639 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 284,99 IBGE/2008[6]
Página oficial

Coqueiral é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2012 era de 12,353 habitantes.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Seguindo a vocação caminheira e ousada de seus ancestrais, de Taubaté, em São Paulo, partiu bem escudado Matias da Silva Borges. Um forte descendente de bandeirantes piratininganos, em cujas veias corria o sangue fervente de violador de sertões e plantador de cidades. Por volta de 1767, esses sertanistas garimpeiros chegaram a essa terra, lugar exato onde hoje está construída a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, e, em plena floresta multi-secular, fizeram seu primeiro acampamento. Foi com uma prece à sombra da cruz abençoadora do alvorecer do Brasil, que os descobridores renderam ao alto suas graças. Nos dias seguintes à chegada, deixando ainda acesso o lume, a caravana de homens de espadagão à cinta, chapéu de abas largas, tomou o rumo do Morro do Chapéu, na esperança de ouro localizar. A preciosidade não foi encontrada, mas Matias Borges no local decidiu ficar, fundando assim o povoado do Espírito Santo dos Sertões. Não achou as suspiradas gemas e muito menos as sonhadas esmeraldas cor da esperança, mas como os seus antepassados, que plantavam em cada cruz que levantaram a semente de tantas cidades do Brasil, semeou nas terras o embrião do que hoje é o município de Coqueiral.

Primeiros povos[editar | editar código-fonte]

Logo após a fundação, Matias Borges promoveu a vinda de sua esposa, Mariana Joaquina do Sacramento, que veio acompanhada de parentes e outros companheiros, com os quais pouco tempo depois foi rezado o primeiro culto. Feita a profissão de viva crença em um Deus, que não era um simples Tupan, o fundador e seus companheiros iniciaram as suas atividades agrícolas, tratando, sobretudo da lavoura de cana de açúcar. Havia ainda a carência de mão de obra para a lavoura e de gente para povoar o recém-fundado povoado, Matias então providenciou a vinda de novos companheiros, que por sua vez atraíram outros. Espalhada a notícia, pouco tempo depois, de São João Del Rei aportou nas terras, o Capitão João Manoel de Siqueira Lima e seus amigos. De acordo com os registros, o casal Matias Borges e Mariana Joaquina, teve apenas dois filhos; João e José Matias Borges, que venderam suas heranças. Ao que se sabe os filhos do fundador não deixaram filhos; sabe-se apenas, pelo relato de pessoas que residiam no local, que mortos, no velho cemitério aldeão, foram sepultados.

Cruzeiros[editar | editar código-fonte]

Em 1873, no povoado chegaram os Missionários Capuchinhos; vieram pregar as missões, prosseguir com as obras de construção da Igreja do Rosário e erguer o atual cruzeiro da Praça Sete de Setembro. Já o antigo cruzeiro hoje existente na Praça Santos Dumont foi festivamente erigido em 1904, que então mandou abrir a atual rua Tiradentes. Reza a lenda, que em documento contido em uma garrafa enterrada ao pé do cruzeiro conta os nomes dos patronos.

Distrito de Paz[editar | editar código-fonte]

O povoado do Espírito Santo dos Coqueiros pouco a pouco, ia se desenvolvendo, mesmo às margens da floresta. Em 1846, já no Governo de Ricardo Sá Rego, foi criado o distrito de Paz de Espírito Santo dos Coqueiros. Consta que a boa nova foi acolhida alegria e incontido regozijo cívico. Os discursos deram em uma tribuna improvisada à sombra de uma árvore centenária.

Terra dos coqueiros[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome dado à terra fundada pelo sertanista Matias Borges foi de Espírito Santo; hoje padroeiro da Igreja Matriz de Coqueiral; em 1792, há registros que o povoado também fora chamado de Espírito Santo dos Sertões, do Sapê e da Trombuca, conforme testifica a certidão de um batizado aqui feito por Pe. João Pereira de Carvalho. O nome Espírito Santo dos Coqueiros, originário, indiscutivelmente, da abundância de palmeiras encontradas nas densas matas locais, das quais ainda existem alguns exemplares, perdurou até 1923. Nesse ano, o distrito criado em 1846, por força da Lei volta a pertencer a Dores da Boa Esperança, município hoje de Boa Esperança, e passa a se chamar somente Coqueiral.

A quem já pertenceu Coqueiral[editar | editar código-fonte]

Depois da criação do distrito de Paz, em 1846, Espírito Santo dos Coqueiros foi integrado ao território de Lavras, elevada à categoria de vila em 1831. Em 1868, o distrito foi incorporado à Vila das Dores de Boa Esperança, desmembrada do município de Três Pontas. Em 1902, passou a pertencer ao Município da Vila de Campos Gerais. Em 1923, volta a pertencer à Boa Esperança, sendo emancipado no dia 1º de janeiro de 1949. Judicialmente, porém, continua pertencer à Comarca de Boa Esperança.

Datas e fatos[editar | editar código-fonte]

A primeira estrada de automóveis foi, afinal, aqui constituída em 1924, sendo primeiro proprietário de um carro "Ford", Rosendo Batista Pereira. Em 1º de Junho de 1923, foi inaugurado o primeiro cinema local, instalado em um barracão construído próximo ao cemitério. Foi esse cinema um dos encantos da adolescência, adoravelmente musicado pela terna orquestra do maestro José Cipriano Freire, a qual já era uma espécie do futuro "Conjunto Serenata". No mesmo barracão, em 1926, o grêmio teatral "Filhos de Talma" se apresentou. Em 1927, foi inaugurada a primeira água potável em Coqueiral. Em maio de 1930, instalou-se festivamente no distrito, a primeira luz elétrica. No mesmo ano, mas no mês de novembro, pelo ônibus do Major José Luiz de Mesquita, começou Coqueiral a ter correio diário. Somente em julho e 1932, grande parte da população ficou conhecendo o rádio, graças a um aparelho receptor, adquirido por Dr. José Gregório Moreira e outros, interessados nas notícias pertinentes à chamada Revolução Constitucional.

Coqueiral emancipado[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros do desejo de emancipação política e administrativa do distrito de Coqueiral estão documentados em 1943, quando em Belo Horizonte, fez encaminhar o pedido à Comissão de Estudos da Divisão Administrativa e Judiciária do Estado, a qual deu por bem o parecer favorável ao processo, reputando o relatório como um dos mais bem elaborados. Entretanto, na hora da sanção do decreto-lei, já estava no regime ditatorial, e o pedido foi preterido. Após votação unânime na Assembleia Legislativa do Estado de Minas, o então governador Milton Campos sancionou a histórica lei nº336, que declara emancipado o distrito de Coqueiral, já com 106 anos de existência, pois fora criado em 1846. Em 6 de março foi realizada a primeira eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores à Câmara Municipal. Em 26 de março foi empossa da Câmara Municipal; no dia 2 de abril seguinte, deu posse solene e festiva ao prefeito e vice-prefeito, quando também foi inaugurada a Usina de Força e Luz S. A.

Primeiro governo e primeira câmara Municipal[editar | editar código-fonte]

As primeiras eleições em Coqueiral realizaram em 6 de março de 1949, o primeiro prefeito foi Hormino Alves dos Reis e vice-prefeito Joaquim Borges de Figueiredo. A primeira Câmara Municipal ficou assim constituída: José Chaves de Figueiredo (presidente), Geraldo Rossi de Figueiredo, Geraldo Alves Vilela (secretário), José Cândido Figueiredo e José Amaro da Silva (eleitos pelo P.S.D.), ainda, Leonides Alvarenga, Agenor Peloso, Julio Menezes e Joaquim Sidney dos Reis (estes eleitos pela U.D.N.). A 2 de abril houve a posse na prefeitura municipal do prefeito e vice-prefeito. No Clube Coueirense houve a sessão magna de posse dos veredaores, com presença de autoridades de várias partes de Minas Gerais, especialmente das cidades vizinhas. Após a constituíção da Mesa Oficial foi executado o Hino Nacional Brasileiro, pela Lira Santa Cecília e o orador oficial Vereador Leonides Alvarenga saudaou a todas as autoridades e pessoas presentes ao evento, após outros pronunciamentos foi servido um lanche e vários brindes foram erguidos ao novo município. As 20 horas foi oferecido um jantar na residência do Veredaor Leonides Alvarenga, as autoridades e as 22 horas houve Baile de gala no Clube Coqueirense.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Com extensão territorial de 303 quilômetros quadrados, o município de Coqueiral está localizado na região sul de Minas Gerais, na micro-região do Baixo Sapucaí; faz divisa com os municípios de Boa Esperança, Santana da Vargem, Aguanil e Nepomuceno. Possui 9.472 habitantes, de acordo com dados parciais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estatística, no Censo/2007. Sua altitude está a 860 metros acima do nível do mar e sua excelente topografia é banhada pelas águas Furnas. O clima tropical é de altitude, com temperatura média de 25°C. A precipitação média é de 1500 mm ao ano e a umidade relativa do ar é de 70%. Faz parte de Coqueiral, o Distrito de Frei Eustáquio, distante 9 quilômetros da sede municipal.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O lago de furnas e a Pedra do Ermo são as principais atrações turísticas do município; a Pedra foi recentemente declarada uma Área de Preservação Ambiental (APA); no local católicos lutam para construção da estátua de um cristo, semelhante a do Rio de Janeiro.

Economia[editar | editar código-fonte]

Com todas as ruas pavimentadas, o município de Coqueiral tem como base da economia à agricultura e a principal cultura, o café. O município conta com um banco, uma cooperativa de credito (Sicoob Copersul), com dois hospitais públicos, três escolas estaduais e 11 municipais, o que coloca o município como referência na educação.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Mapa Político do Estado de Minas Gerais (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2009). Página visitada em 27 de junho de 2010.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. a b Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de julho de 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (31 de agosto de 2012). Página visitada em 20 de fevereiro de 2013.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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