Defenestrações de Praga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Defenestração de Praga)
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto (desde maio de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes, inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, nos locais indicados.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
A Defenestração de Praga (23 de maio de 1618).

Dois incidentes da história da Boêmia são conhecidos como as Defenestrações de Praga. O primeiro ocorreu em 1419 e o segundo em 1618 (o termo 'Defenestração de Praga' é mais frequentemente utilizado para se referir ao segundo incidente). Ambos foram estopins a prolongados conflitos na Boêmia e além. O termo defenestração significa o ato de jogar alguém ou alguma coisa pela janela, oriundo de um radical comum da palavra janela, que em francês se diz fenêtre, em italiano finestra e em alemão Fenster.

Primeira defenestração de Praga [editar]

A primeira Defenestração de Praga ocorreu no início das guerras hussitas. O reformador da igreja Jan Hus, declarado herético pelo Concílio de Constança, morreu na fogueira em 6 de julho de 1415, mas ele ainda tinha partidários, liderados por Jan Zelivsky1 .

A origem da defenestração, ocorrida em 30 de julho de 1419, envolveu a recusa dos membros do conselho da cidade em libertar prisioneiros hussitas, e uma pedra que teria sido lançada da prefeitura de Praga contra uma procissão liderada por Jan Zelivsky. Rapidamente, seus partidários tomam o prédio e lançam pela janela sete membros do conselho da cidade, que caem sobre as lanças dos hussitas, e o povo termina por matá-los. A multidão ataca em seguida as igrejas e monastérios leais à Igreja Católica, esta série de incidente causou um grande alvoroço1 .

A manifestação resultou da crescente revolta pela desigualdade entre os camponeses por um lado e o clero e a nobreza por outro. Este descontentamento foi alimentado pelo aumento do nacionalismo e pela influencia de pregadores “radicais” como Jan Zelivsky, que via a igreja católica como uma deturpadora da fé cristã. Estes pregadores incitaram suas congregações à ação, inclusive pela tomada de armas, para combater os corruptos.

A primeira Defenestração marcou a transição da conversa para a ação, que conduziu às prolongadas guerras hussitas.

Em 16 de agosto de 1419, o rei Venceslau de Boêmia morre, deixando o trono a seu irmão Sigismundo de Luxemburgo, rei da Hungria-Croácia desde 1387, e Imperador da Alemanha desde 1411, que se dedica a acabar com a rebelião.

As guerras hussitas duraram até 1436.

Segunda defenestração de Praga [editar]

A segunda defenestração de Praga

Ocorrido em 1618, o episódio da segunda defenestração de Praga foi o estopim da Guerra dos Trinta Anos, quando alguns integrantes da nobreza tcheca jogaram pelas janelas do palácio Real de Praga os representantes de Fernando II.

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre História ou um historiador, integrado ao Projeto História é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.