Die Brücke

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Die Brücke, também conhecido simplesmente como Brücke, (do alemão, A ponte), refere-se a um grupo artístico alemão inserido no movimento expressionista. Foi fundado a 7 de Junho de 1905 em Dresden por um grupo de estudantes de arquitectura da Escola Técnica de Dresden, Ernst Ludwig Kirchner, Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluff. Em 1910 o grupo estende a sua actuação a Berlim por meio de Otto Mueller terminando a sua existência em 1913 como consequência de algumas discussões internas e dos diferentes desenvolvimentos artísticos de cada um.

Índice

[editar] A busca da realidade

O nome do grupo, A Ponte, escolhido por Rottluff com base numa passagem de Also sprach Zarathustra (Assim Falou Zaratustra), de Nietzsche, é representativo dos seus objetivos artísticos no campo da pintura. A intenção prática é estabelecer uma passagem (ponte) entre a arte sua contemporânea e a arte do futuro, renegando os cânones existentes na arte alemã neo-romântica e estabelecendo, para isso, um contacto íntimo com a natureza e a realidade.

Os conflitos que resultam deste contacto com a realidade vão ser assimilados e transpostos expressivamente para a tela negando a preocupação pela representação exacta e fiel do objecto observado. Buscam o inalterado, o não-falsificado, a alma das coisas, o que não se vê, mas sente-se. Assim, o que é representado na tela é o resultado da emoção do observador/pintor, o objecto observado altera-se consoante os seus sentimentos. Em primeiro plano passa a estar o como e não a coisa representada.

[editar] Características

Zwei Mädchen im Grünen, Otto Mueller, c. 1920- 25.
Zwei Mädchen im Grünen, Otto Mueller, c. 1920- 25.

A figura humana é o elemento de destaque, especialmente o tema do nu em ambientes naturais (cenas de banhos), embora também a cidade, local onde podem encontrar dinâmica e intensidade, surja em algumas cenas. Das muitas influências a obra do grupo são de referir Gauguin, Van Gogh, Munch, os Nabis, os Fauves e o Primitivismo, que vão incutir na obra do grupo o gosto pelas cores fortes e pelo traçado violento e emocional.

De modo a realçar o efeito e intensidade da pintura, o vocabulário estético é intencionalmente reduzido ao essencial e as formas simples e deformadas, sem indício de perspectiva, são evidenciadas pelo contraste de cores saturadas e complementares e por uma linha forte de contorno.

[editar] Elementos do grupo

[editar] Ver também

[editar] Fontes

[editar] Bibliografia

  • CALADO, Margarida, PAIS DA SILVA, Jorge Henrique, Dicionário de Termos da Arte e Arquitectura, Editorial Presença, Lisboa, 2005, ISBN 20130007
  • KRAUßE, Anna-Carola, Geschichte der Malerei – Von der Renaissance bis heute, Tandem Verlag, Germany, 2005, ISBN 3-8331-1404-5

[editar] Outro material informativo

[editar] Ligações externas

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