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PROSPECÇÃO 1 – VISADA Podemos considerar como linha de visada uma linha imaginária que une o centro de duas antenas que se comunicam. 2 - ZONA DE PROPAGAÇÃO DE FRESNEL OU RAIO DE FRESNEL é uma elipse que circula a linha de visada. Seu raio pode ser calculado através de fórmulas que dependem diretamente da freqüência e da distância necessária ao enlace. O ponto onde se tem o maior raio é o centro do enlace d1 e d2 = variam de acordo com o local onde se deseja calcular o raio. (Km) f = freqüência utilizada. (GHz) d = distância (Km) d1 e d2 = variam de acordo com o local onde se deseja calcular o raio. (Km) f = freqüência utilizada. (MHz) d = distância Este raio deve estar desobstruído de acordo com o fator de curvatura da terra utilizado, mais conhecido como K. 3 - CURVATURA DA TERRA Na analise de rádios enlace terrestres considera-se a onda direta como não tendo curvatura, sendo esse fato considerado através do fator de curvatura da terra ou K que aumenta o raio da circunferência. Assim, podemos dizer que o exemplo real e o modificado visto acima são iguais. K varia com o Índice de refração da troposfera, que por sua vez varia com a altitude, temperatura e vapor d'água. As regras de verificação de obstrução do sinal aparte do levantamento do perfil topográfico e levantamento de campo, dependem diretamente do estudo da zona de propagação de Fresnell. Alguns valores de K mais utilizados Kt/3 ———> acontece em aproximadamente 50% do tempo e necessita que o raio de Fresnell esteja totalmente livre de obstruções. K2/3 ———> é mais crítico em enlaces longos acontece somente em 1% do tempo, necessita que o raio de Fresnell esteja 60% livre de obstruções. Kótico ou K1.18 ———> muito usado para correções de medidas de transferência de altitude feitas com teodolitos em que a distância é igual ou superior a 6 Km. Já ouvimos falar sobre atenuações, ganhos e potências. A seguir será apresentado um pouco sobre seus conceitos e aplicações. 4 – POTÊNCIA DE RECEPÇÃO Pode ser determinada através da seguinte fórmula: Pr = Pt + £G - £A onde: Pré a potência recebida em dB Pt é a potência transmitida em dB £G é o somatório dos ganhos, ou seja, os ganhos das antenas de Tx eRx em dBi. £A é o somatório das atenuações, ou seja, atenuações em filtros, circuladores e derivadores, atenuações nos cabos, conectores e atenuação do espaço livre. OBS.: todas as atenuações acima citadas são dadas pêlos fornecedores de equipamentos exceto a atenuação do espaço livre que pode ser determinada pela seguinte fórmula. 5 - ATENUAÇÃO Ae = 92,44 + 20 log d + 20 log f d = distância (Km) f = freqüência (GHz) Ae = atenuação do espaço livre (Db) 6 - POTÊNCIAS Já ouvimos falar muito sobre W, dB dBm Vamos entender agora o que é, como funciona e como podemos utilizar essas unidades. W = é a unidade usada para representar uma potência qualquer. dB= é usada para indicar atenuação ou ganho de um circuito qualquer sem adotar um valor de referência e expressa um razão entre duas potências numa escala logarítmica. Esta relação pode ser conseguida através da seguinte fórmula. dBr ou dB relativo = usada para referir o nível de um sinal em qualquer ponto de um sistema de transmissão com relação a um ponto arbitrário chamado de nível relativo zero. Exemplos a) Um amplificador entrega em sua saída 4W quando um sinal de 100mW é aplicado em sua entrada. 1oomW 4W G = 10 x log 4W = 16,02dB 100mW b) Seja o quadripolo abaixo: Pin=20dBr Pout=? Determinar: 1. Pout em dB. Pout (dB) =Pin (dBr) +G (dB) Pout (dB) =20+10=30dBr 2. Pout em watt. Não é possível, pois a unidade dBr se refere à comparação de duas potências sem adotar um valor de referência fixo. 6.1 • Adotando uma referência fixa O decibel expressa a razão entre duas potências numa escala logarítmica sem adotar uma referência fixa. Porém, uma potência qualquer pode ser comparada com um valor de referência fixa como o 1W, 1 KW, 1 mW e outros. Para telecomunicações o valor fixo mais utilizado é o 1mW , que nos fornece o dBm que pode ser expresso através da seguinte forma: dBm=10xlogP(W) 1mW Esta relação nos informa quantos dB's abaixo ou acima de 1 mW está a potência em Watt. Então podemos concluir que dBm determina um nível. Exemplos a) Calcular 100mW em dBm Nível (dBm) = 10 x log 100mw= +20 dBm 1mw b) Calcular 30 dBm em Watt 30 dBm =10 x log P (W) 1mW 3 = log P (W) -» 103 = P (W) -> P = 1W 1mW 1mW 7- ALINHAMENTO DAS ANTENAS Para que se tenha um nível máximo de sinal nas antenas, é necessário realizarmos o seu correio alinhamento, para isso vamos entender alguns conceitos básicos. 7.1 - Lóbulo principal e lóbulo lateral Lóbulo principal - determina a direção onde à antena possui o maior ganho necessário para transmissão e recepção. Lóbulos laterais - espúrios de sinais que são transmitidos em direções diferentes da direção do lóbulo principal. 7.2 - Dicas para o bom alinhamento das antenas Deve haver linha de visada direta. O alinhamento deve ser realizado com tempo bom, sem chuva ou neblina. Sempre alinhe a antena para o lóbulo principal, o lóbulo principal deve ser encontrado pelo pico mais alto da tensão de AGC (ver figura abaixo) Transceptor (Localizado dentro da ODU) Pico máximo resultante do ajuste da antena ao lóbulo principal 8 • Situação bem práticos. 1) Seja o sistema abaixo: d = 25Km São dados do sistema: Ptx = 20 dBm Atenuação de cada conector = 0,5 dB Atenuação por guia de onda = 0,5 dB Freqüência de operação = 8GHz Ganho por antena = 35,5 dBi Qual será a potência recebida em RX? 2) Seja um enlace com d = 2,29 Km. Calcule a atenuação do espaço livre e o raio de Fresnell para cada uma das freqüências abaixo. Formulas necessárias: Conclusão: quanto maior a freqüência, menor o raio de Fresnel e maior a atenuação e quanto menor a freqüência maior o raio de Fresnel e menor a atenuação. Isto pode ser comprovado nos cálculos acima e no perfil abaixo. Engenharia de Comunicações

9- BÚSSOLA Muito utilizada pelas equipes de Survey na navegação do enlace e para indicar a direção que se deve olhar de uma estação para outra. É com ela também que ao fazer o croqui do local, tira-se uma referência para localização da torre e direção da antena que acompanha o PDS (Projeto Definitivo de Survey). Já para as equipes de instalação, a bússola serve para ajustar o azimute das antenas. Por esses motivos é muito importante saber manuseá-la corretamente. 9.1- Considerações gerais Para maior precisão nas medidas é necessária que a bússola não esteja perto de estruturas metálica, nem de antenas de rádio freqüência e a mesma deve estar mais plana possível. No caso de uma referência fixa, a mira da bússola deve coincidir precisamente com a referência. 9.2 - Transferindo norte do GPS para Bússola Existe uma diferença entre o norte verdadeiro (GPS) e o norte magnético (Bússola), pois o norte verdadeiro não varia, é fixo, enquanto que o norte magnético varia anualmente e em proporções diferentes em cada região. Essa variação é chamada de declividade magnética e pode ser calculada de acordo com os dados encontrados nas cartas topográficas. Ex.: a carta de rincão no estado de SP fornece os seguintes dados: Declividade da carta (DC) = 14° 37' Declividade anual (DA) = 8' Data da carta (DATA) =1971 Primeiramente fazemos o ano atual menos DATA __ 2001 -1971 = 30 Esse valor multiplicamos pela declividade anual __ 30 x 8' = 240' Como cada grau tem 60 minutos, divide-se o resultado encontrado acima por 60 E encontraremos 240' / 60' = 4° que é somado a declividade da carta 14º37’+4º=18° 37' ORIENTAÇÃO 1) Se em um GPS uma visada na região acima citada está com azimute de 90°, quanto deve ser lido na Bússola para identificarmos a direção da mesma visada? A leitura na bússola deve apontar 90° + 18° 37' = 63° 37'10 9.3 - Leituras através de uma referência fixa Vamos supor que necessitamos locar o prédio da QUALQUER para uma futura de torre e antena para instalação de um mini link. Vejamos abaixo: Alinhamos a mira da bússola com a referência e efetuamos a medida. --200.202.193.1 20:27, 6 Jun 2005 (UTC)Francisco Marcos 06/06/05 17:27