Duarte da Costa
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D. Duarte da Costa (Portugal, século XVI), foi um nobre e administrador colonial português. Membro do Conselho Real, foi embaixador na Corte de Carlos I de Espanha. Foi nomeado como segundo governador-geral do Brasil (1553-1558).
Desembarcou na Bahia em 1553, trazendo uma comitiva de 250 pessoas, entre elas o noviço José de Anchieta que seria responsável mais tarde, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, pela fundação do Colégio jesuíta na vila de São Paulo. Governou até 1558.
Importantes acontecimentos marcaram a sua gestão:
- combateu as tribos indígenas do Recôncavo da Bahia, cujos constantes ataques impediam o progresso das povoações de colonos;
- organizou entradas no sertão para procurar as desejadas riquezas minerais, pois havia delas abundância nas colônias espanholas na região andina;
- o incidente entre o primeiro Bispo, D. Pero Fernandes Sardinha e o filho de Duarte da Costa, D. Álvaro da Costa, onde diante diante das críticas do Bispo à agressividade e aos maus costumes de D. Álvaro, a população de Salvador dividiu-se em duas facções: uma favorável a D. Álvaro e ao governador; outra, favorável ao Bispo. D. Pero Fernandes foi chamado a Portugal para dar explicações, mas o seu navio naufragou no litoral de Alagoas, tendo os sobreviventes sido mortos e devorados pelos Caetés;
- fundação do Colégio dos jesuítas na vila de São Paulo (25 de janeiro de 1554);
- invasão da baía de Guanabara, em 1555, pelos franceses, que pretendiam estabelecer uma colônia naquele local (a França Antártica). Como não dispunha de recursos para expulsá-los, o governador nada pôde fazer, sendo preciso esperar a chegada de Mem de Sá.
| Precedido por Tomé de Sousa |
Governador-geral do Brasil 1553 — 1558 |
Sucedido por Mem de Sá |

