Duas Caras

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Duas Caras
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 1h10min. (segunda a sexta-feira)
45min. (quartas-feiras)
Criador(es) Aguinaldo Silva
País de origem  Brasil

Inadequado para menores de 14 anos i DEJUS (Brasil) [1]

Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Wolf Maya[2]
Produtor(es) César Lino
Elenco Marjorie Estiano
Dalton Vigh
Alinne Moraes
Susana Vieira
Antônio Fagundes
Renata Sorrah
José Wilker
Marília Pera
Stênio Garcia
Lázaro Ramos
Débora Falabella
Flávia Alessandra
Betty Faria
Marília Gabriela
Tema de abertura "E Vamos à Luta", Gonzaguinha[3]
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 1 de outubro de 2007[4]31 de maio de 2008[5]
N.º de episódios 210 capítulos
Cronologia
Último
Último
Paraíso Tropical
A Favorita
Próximo
Próximo
Programas relacionados Senhora do Destino
Fina Estampa
Império

Duas Caras é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 1 de outubro de 2007 e 31 de maio de 2008[6] , em 210 capítulos, substituindo Paraíso Tropical e sendo substituída por A Favorita.

Foi escrita por Aguinaldo Silva, com a colaboração de Glória Barreto, Maria Elisa Berredo, Nelson Nadotti, Izabel de Oliveira, Filipe Miguez e Sérgio Goldenberg, dirigida por Cláudio Boeckel, Ary Coslov e Gustavo Fernandez, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya, sendo a 70ª "novela das oito" da emissora, e a primeira a ser exibida em alta definição.[7] [5] [8] [9] .

Contou com Marjorie Estiano, Dalton Vigh, Antônio Fagundes, Susana Vieira, Renata Sorrah, José Wilker, Débora Falabella, Lázaro Ramos, Stênio Garcia, Marília Pêra, Flávia Alessandra, Caco Ciocler, Alinne Moraes e Betty Faria nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A telenovela conta a história da vingança de Maria Paula contra Marconi Ferraço. A trama possuiu duas fases distintas. A primeira introduziu os principais personagens e seus relacionamentos, e era focada majoritariamente nos protagonistas, Maria Paula e Ferraço. Após apenas nove capítulos, essa fase se encerrou e, em 10 de Outubro de 2007, ocorre uma passagem de tempo de dez anos, avançando a telenovela e apresentando o restante dos personagens.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira Fase[editar | editar código-fonte]

Juvenaldo, quando criança, mora com o pai, Gilvan, e mais de dez irmãos em uma favela de palafitas em Igarassu, Pernambuco. Sem condições de sustentar a família, o pobre homem vende Juvenaldo a um estelionatário e cafetão chamado Hermógenes Rangel.[4] Rebatizado de Adalberto Rangel, o menino abandona a família e segue estrada afora com seu novo tutor, seguindo seus passos criminosos. Os anos passam e a história chega no ano de 1997. Adalberto, já adulto, quer ganhar sua própria fortuna sem depender do seu mestre. Decidido a sumir de circulação, aplica um golpe em Hermógenes e foge com todo o dinheiro dele.

Tempos depois, ele presencia um grave acidente e, ao revistar os pertences das vítimas, o casal Waldemar e Gabriela, descobre uma mala com grande quantidade de dólares, apólices e a fotografia de uma jovem. Segue então para Passaredo, uma pequena cidade do interior do Paraná (ambientada em São Bento do Sul, Santa Catarina) ao encontro da órfã, Maria Paula. O golpista mente para ela ao dizer que Gabriela pediu, antes de morrer, que ele cuidasse da moça. Os amigos da herdeira - sua governanta, Jandira, a filha da governanta e melhor amiga de infância, Luciana, e seu advogado e melhor amigo, Dr. Claudius (que é apaixonado por Maria Paula) - tentam alertá-la, mas o golpista é rápido e, mesmo no dia do velório de seus pais, ela é seduzida pelo vigarista e aceita se casar com ele. Pouco tempo depois, ela descobre que seu marido desapareceu, levando toda a sua fortuna, deixando-a na miséria e, sem saber que ela estava grávida.

O golpista muda o rosto, o nome e o estilo de vida. Faz uma cirurgia plástica, compartilhando esse segredo apenas com Bárbara Carreira - prostituta que trabalhava para Hermógenes, com quem perdeu a virgindade, que se tornaria seu braço direito por toda a vida - e transforma-se no respeitável empresário da construção civil Marconi Ferraço. Agora milionário, ele compra uma construtora quase falida, a GPN, e monta sua equipe de trabalho, associando-se ao engenheiro Gabriel Duarte - marido da perua Maria Eva, fã de Evita Perón - e ao advogado Paulo Barreto, o Barretão, um especialista em encontrar brechas para driblar a lei[10] [11]

Porém, os vários nordestinos que vieram trabalhar na construtora, e que ficaram desabrigados com sua falência, se negaram a deixar o local e encontraram apoio na figura de Juvenal Antena, chefe da segurança, que se juntou aos operários na luta por seus direitos. E foi num terreno baldio próximo à antiga obra da GPN que ergueu-se a Favela da Portelinha, um local onde Juvenal não deixaria faltar nada para seus moradores. Drogas e violência não eram permitidas. Líder carismático, Juvenal ganhava cada vez mais prestígio na Portelinha. Admirado, ele foi se transformando aos poucos em um líder acima do bem e do mal. No decorrer da trama, Ferraço e Juvenal Antena enfrentam uma batalha judicial e moral pelo espaço onde foi construída a favela.

Maria Paula, por sua vez, parte para São Paulo disposta a recomeçar sua vida e, após o nascimento do filho Renato, aceita o emprego de empacotadora em um supermercado. Ali ela cria o menino, ascende profissionalmente e mantém a meta de encontrar o ex marido e fazer justiça.

Segunda fase[editar | editar código-fonte]

Dez anos se passam. Maria Paula, agora nutricionista do supermercado, é convidada a trabalhar no Rio de Janeiro na mesma época em que, coincidentemente, vê a seu ex marido em uma reportagem de televisão, e descobre que ele vive ali. Disposta a se vingar, a jovem muda para a cidade na companhia do filho Renato e do noivo Cláudius. Ferraço, então, é um respeitável empresário, tendo Bárbara como sua governanta. Decide conquistar Maria Sílvia, moça milionária, elegante, de família tradicional, porém insensível, que passou muitos anos estudando na Universidade de Sorbonne, em Paris. Ela se apaixona por ele e aceita se casar meses depois. No dia da festa de noivado de Ferraço e Sílvia, Maria Paula, que havia descoberto que Adalberto Rangel adotou a identidade de Marconi Ferraço, o desmascara na frente de todos. Ela revela que o empresário é pai de seu filho Renato, garoto de dez anos, e Ferraço decide se aproximar do garoto, com a cumplicidade de Sílvia, apenas para evitar que a ex-mulher o ponha atrás das grades. Apesar de usá-lo contra sua mãe, inicialmente, o vilão acaba desenvolvendo um afeto verdadeiro pelo filho, o único que Ferraço, que se submeteu a uma vasectomia, poderá ter, fazendo com que Sílvia passe a odiar a criança. Maria Paula contará com o apoio de Juvenal Antena e Branca Pessoa de Moraes, mãe de Sílvia, em sua luta contra Ferraço. Sílvia, no entanto, se mostra mais perigosa que ele. Desequilibrada, nutre um ciúme doentio pelo enteado e sua mãe. Na festa de aniversário de Renato, organizada por Maria Paula na mansão de Ferraço, o ex casal dá indícios de que sentem alguma coisa um pelo outro. Desesperada, Sílvia se atira da escada da casa para estragar a festa. Entre outros atos criminosos, a noiva de Ferraço tenta matar Renato afogado, fazendo aparecer o lado humano do vilão, que se joga no lago para salvar o menino. A partir de então o empresário reconhece que desenvolveu novos sentimentos pelo filho e a ex esposa e pede Maria Paula em casamento. Rejeitada por Ferraço, Sílvia entrega a Renato um dossiê com a prova de que o golpista roubou todos os bens de sua mãe. O menino rompe brevemente com o pai, mas os dois acabam se reconciliando quando o ex vilão decide investigar suas origens em companhia do garoto, e assumir sua verdadeira identidade. Este era um dos requisitos de um contrato pré-nupcial proposto por Maria Paula para casar de novo com o ex marido. Ela aceitou se casar visando a recuperar seus bens e se vingar. Após o casamento de Ferraço e Maria Paula, Sílvia tenta matar a rival com um tiro, mas a bala atinge o outrora vilão, que se coloca na frente da esposa para salvá-la. Comovida, Maria Paula, que havia exigido a separação de corpos em seu acordo pré-nupcial, se entrega ao marido, sem, no entanto, desistir que ele acerte contas com a justiça.[12] [13] [14] [15]

Tramas Paralelas[editar | editar código-fonte]

O pai de Sílvia, João Pedro, vivia um romance extraconjugal há mais de 20 anos com Célia Mara, casada com o mecânico Antônio e mãe de Clarissa. Tantos anos se passaram que Célia acabou se transformando em uma "segunda esposa". Ele a conheceu antes de se casar com a poderosa Branca, mãe de Sílvia. Mulher de requinte, moradora de um luxuoso condomínio da Barra da Tijuca, forte e determinada, Branca descobre, no dia seguinte ao da morte do marido, que ele tinha uma amante, e por isso trata de se desvencilhar do título de viúva. Assume a presidência do conselho da Universidade Pessoa de Moraes, da qual é proprietária, e a transforma em uma instituição de absoluta excelência na educação superior do Brasil. Em determinado momento, incomoda-se com a aproximação entre o professor Francisco Macieira - um antigo amigo que ela convida para ser reitor e torna-se seu namorado - e Célia Mara, a qual passa a estudar na sua universidade. Porém, um fato inesperado vai fazer essas duas inimigas conviverem no mesmo espaço e se confrontarem ainda mais. Por uma ironia do destino, Célia Mara administra 50% da universidade, já que Clarissa, sua filha, também é filha de João Pedro, e Sílvia entrega suas ações para Célia, com o objetivo de se vingar de Branca, que não aceita o relacionamento dela com Ferraço e apoia Maria Paula em seus embates com o vilão. A Universidade vira um campo de guerra, devido à disputa de poderes. A situação piora, pois Célia Mara descobre que Branca usa o cartão corporativo da Universidade para gastos supérfluos. Ela aproveita-se do fato para afastar a rival da presidência do conselho e assume a presidência. O fato causa o caos na UPM, com a suspensão das doações por parte dos beneméritos. Porém, há uma reviravolta, graças a uma atitude de Branca, fazendo com que ela vire o jogo; e atitudes impensadas de Célia Mara, como acusar o reitor Macieira de assédio sexual, voltam todos contra a amante de João Pedro, até mesmo Clarissa, que sofre de dislexia.

Branca é irmã de Barretão, considerado uma fera no Direito, porém muito preconceituoso. Ele é casado com a elegante Gioconda, considerada a última grande dama da sociedade carioca, que peca pelo vício em calmantes para tentar resolver os problemas, como se vivesse em uma redoma de vidro. Gioconda é amiga íntima de Lenir, que vive em sua casa se intrometendo nos seus probelmas com Barreto. Os dois são pais de Júlia, uma moça inteligente e ativa, que se apaixona por Evilásio Caó, enfrentando o preconceito da família por se envolver com um homem de uma classe social mais baixa e, ainda por cima, negro.

Evilásio é morador da favela da Portelinha, que a partir da determinação de Juvenal Antena, seu padrinho, cresceu e se tornou uma espécie de "favela-modelo". Líder nato, simpático, homem esperto e hábil nas palavras, Juvenal mantém firme seu compromisso de não deixar drogas e violência entrarem no local e de não faltar nada a seu povo.

Do sonho para a realidade foi um pulo. Juvenal se reuniu com seus amigos, outras figuras respeitadas pelo grupo: o pastor evangélico Inácio Lisboa, o carpinteiro Misael Caó, pai de Evilásio, a mãe-de-santo Setembrina, que mostrou na novela a prática da umbanda feita para o bem das pessoas, e o dono de vans Geraldo Peixeiro. Com a ajuda ainda do secretário de Estado de Serviço Social Narciso Tellerman, posteriormente deputado federal, Juvenal organizou uma invasão ao terreno da GPN e firmou sua comunidade no local. Porém, Marconi Ferraço comprou também o terreno da GPN e entra numa batalha judicial e moral contra Juvenal Antena. Toda a população respeita seu líder, que não aceita nunca ser contestado - o que ocasionará divergências com seu braço-direito, Evilásio - mas que sempre age pelo povo. Estas divergências têm início quando a Portelinha é invadida e Juvenal fica hospitalizado, deixando Evilásio tomando conta de tudo, e têm seu auge quando ambos se candidatam a vereador.

A Portelinha agita a trama. É lá que se encontra, por exemplo, a família de Bernardinho, um jovem homossexual explorado pelo pai, Bernardo, pela madrasta, a dissimulada Amara, e pelos irmãos João Batista (futuramente conhecido como J.B.) e Benoliel. Mas o rapaz acabará se apaixonando por Dália, sua melhor amiga, que ele ajudou a salvar das drogas. É ainda na Portelinha que vive Alzira, prima de Célia Mara e mãe de dois filhos, Dorginho e Manuela. Uma mulher de bom coração, mas que engana o marido, o imprestável Dorgival, ao dizer que trabalha como enfermeira, - já que ela sustenta a casa há quinze anos - quando na verdade faz strip-tease na Uísqueria Cincinatti, dirigida por Jojô, seu melhor amigo. A certa altura da história, Alzira acaba conquistando o coração de Juvenal. No decorrer da trama, a Uisqueria deixa de existir e começa a surgir a figura do Sufocador de Piranhas, uma pessoa misteriosa que ataca não só as ex-dançarinas da boate, mas também as várias mulheres da Portelinha.

Desfecho[editar | editar código-fonte]

Célia Mara e Branca fazem as pazes após se estapearem na universidade. Já Alzira se muda para a Espanha, com os filhos. Juvenal, por sua vez, torna-se avô, quando sua filha Solange tem um bebê com Cláudius, ex noivo de Maria Paula. A identidade do misterioso Sufocador de Piranhas foi revelada na pessoa de Geraldo Peixeiro.

Sílvia sequestra Renato, após fugir de um manicômio. A polícia localiza a vilã, que na fuga, é atropelada por um milionário e vai para a França com ele, acompanhada por J.B. como motorista e amante.

Maria Paula convence o marido a confessar seus crimes à polícia. O outrora vigarista fica dois anos preso, e ao ser libertado, descobre que ela vendeu todos os seus bens e partiu com o filho para um destino desconhecido. Solitário em uma praia, Ferraço lamenta ter sido abandonado pela amada quando, inesperadamente, recebe um telefonema de Maria Paula perguntando como ele se sente por ter sido roubado, como ela foi um dia. No entanto, a jovem revela que deixou para ele uma passagem para o Caribe, ele viaja ao encontro dela e do filho e os dois terminam a novela juntos.[16]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Antônio Fagundes Juvenal Antena (Juvenal Ferreira dos Santos)
Dalton Vigh Marconi Ferraço (Adalberto Rangel/ Juvenaldo Ferreira)
Marjorie Estiano Maria Paula Fonseca
Alinne Moraes Maria Sílvia Barreto Pessoa de Moraes
Renata Sorrah Célia Mara de Andrade Couto Melgaço
Susana Vieira Branca Maria Barreto Pessoa de Moraes
Débora Falabella Júlia de Queiroz Barreto
Lázaro Ramos Evilásio Caó dos Santos
José Wilker Francisco Macieira
Marília Pêra Gioconda de Queiroz Barreto
Stênio Garcia Barreto (Paulo de Queiroz Barreto)
Betty Faria Bárbara Carreira
Flávia Alessandra Alzira de Andrade Correia
Marília Gabriela Guigui (Margarida Maria dos Anjos)
Caco Ciocler Cláudius Maciel
Letícia Spiller Maria Eva Monteiro Duarte
Oscar Magrini Gabriel Duarte
Marcos Winter Narciso Tellerman
Bárbara Borges Clarissa de Andrade Couto Melgaço
Juliana Knust Débora Vieira Melgaço
Wolf Maya Geraldo Peixeiro
Ângelo Antônio Dorgival Correia
Flávio Bauraqui Ezequiel Caó dos Santos
Nuno Leal Maia Bernardo da Conceição
Mara Manzan Amara
Thiago Mendonça Bernardinho (Bernardo da Conceição Júnior)
Leona Cavalli Dália Mendes
Júlio Rocha JB (João Batista da Conceição)
Otávio Augusto Antônio José Melgaço
Paulo Goulart Heriberto Gonçalves
Juliana Alves Gislaine Caó dos Santos
Eri Johnson Zé da Feira (José Carlos
Sheron Menezes Solange Couto Ferreira
Rodrigo Hilbert Ronildo do Anjos
Armando Babaioff Benoliel da Conceição
Júlia Almeida Fernanda Carreira
Alexandre Slavieiro Heraldo Carreira
Ricardo Blat Pastor Inácio Lisboa
Chica Xavier Mãe Bina (Setembrina Caó dos Santos)
Ivan de Almeida Misael Carpinteiro (Misael Caó dos Santos)
Guida Viana Lenir (Elenir)
Dudu Azevedo Barretinho (Paulo de Queiroz Barreto Filho)
Cris Vianna Sabrina Soares da Costa
Guilherme Gorski Duda (Eduardo Monteiro)
Wilson de Santos Jojô (Josélio)
Josie Antello Amélia Caó dos Santos
Susana Ribeiro Edivânia
Débora Nascimento Andréia Bijou
Adriana Alves Condessa de Finzi-Contini (Morena)
Cristina Galvão Lucimar
Jackson Costa Waterloo de Sousa
Débora Olivieri Adelaide
Roberto Lopes Gilmar
Paulo Serra Ignácio Guevara
Diogo Almeida Rudolf Stenzel
Marcela Barrozo Ramona Monteiro Duarte
Sérgio Vieira Petrus Monteiro Duarte
Thaís de Campos Claudine Bel-Lac
Viviane Victorette Nadir
Adriano Garib Silvano
Teca Pereira Nanã
Dani Ornellas Joseane
Paola Crosara Rebeca Lisboa
Laura Proença Vesga (Salete Costa)
Marilice Consenza Socorro
Raquel Fuina Victória (Dóris)
Luciana Pacheco Denise
Gabriel Sequeira Renato Fonseca do Nascimento Ferreira
Alexandre Liuzzi Dagmar
Prazeres Barbosa Shirley
Adriano Dória Marcha Lenta
Antônio Firmino Apolo
Lugui Palhares Carlão
Guilherme Duarte Zidane
Eduardo Lara Frango Veloz
Leandro Ribeiro Osvaldo
Gilberto Miranda Divaldo
Isabela Lobato Heloísa
Bia Mussi Janete
Tathiane Manzan Ruth
Edmo Luis Gavião Sereno
Zé Luiz Perez Zé da Preguiça
Raphael Martinez Elvis
Michel Joelsas Fernandinho
Ana Karolina Lannes Sofia Alves Negroponte
Matheus Costa Leone Alves Negroponte
Rafaela Victor Míriam Lisboa
Raphael Rodrigues Brucely
Natasha Stransky Bijouzinha[17]
Tarcísio Meira Hermógenes Rangel
Herson Capri João Pedro Pessoa de Moraes (Joca)
Sérgio Viotti Manuel de Andrade Couto
Fulvio Stefanini Waldemar do Nascimento
Bia Seidl Gabriela Fonseca do Nascimento
Carlos Vereza Helmut Erdann
Ida Gomes Dona Frida
Laura Cardoso Alice Antena Rangel Ferraço
Javier Gomez Dr. Hidalgo
Carolina Holanda Bárbara (jovem)
André Luiz Frambach Juvenaldo Ferreira (Jovem)
Lucas Barros Dorginho (Dorgival Correia Júnior)
Luana Dandara Manu (Manuela de Andrade Correia)
Bernardo Mesquita Adalberto (jovem)
Betty Lago Soraya
Fafy Siqueira Amora
Gottsha Eunice/Diva
Juan Alba Delegado Silva
Lady Francisco Odete
Rogéria Astolfo
Ruth de Souza Nena
Selma Egrei Beth Gomes
Vera Fischer Dolores Maciel
Sylvia Massari Graça Lagoa
Werner Schunemann Humberto Silveira
Totia Meirelles Jandira Alves
Vanessa Giácomo Luciana Alves Negroponte
Eriberto Leão Ítalo Negroponte

Produção[editar | editar código-fonte]

Vista de uma favela carioca.

Durante certo tempo, houve uma disputa entre o autor e Benedito Ruy Barbosa (este responsável por outra telenovela em pré-produção na época, Amor Pantaneiro, que acabou nem sendo produzida) para decidir quem escreveria a substituta de Paraíso Tropical, no final de 2007 como novela da 21h. Embora inicialmente a disputa pendesse para o lado de Benedito, ao fim das discussões ficou decidido que É a Educação, Estúpido! entraria no ar no lugar da trama de Gilberto Braga, com Amor Pantaneiro sendo exibida apenas a partir de meados de 2008[18] .

Mudanças no enredo[editar | editar código-fonte]

Ao ser questionado pela coluna "Controle Remoto" do jornal O Globo, em 5 de outubro de 2006, sobre quais seriam os temas abordados na telenovela, o autor teria respondido[19] :

Cquote1.svg Não tenho ainda a trama central, o 'escândalo' que faz uma novela, mas já criei personagens especialmente para Susana Vieira, Marília Gabriela e Bárbara Borges Cquote2.svg

A partir daí, diversas mudanças em relação ao enredo da telenovela começaram a surgir. Em 21 de outubro de 2006, em entrevista ao site Terra, o autor concedeu diversos detalhes sobre a trama, contando sobre como abordaria a "importância da educação e da cultura"[20] , inclusive declarando que o núcleo principal da trama se situaria numa universidade. Até este ponto, Suzana Vieira seria a protagonista, Leonor Villela, e Marília Gabriela, a vilã da trama. Além da educação, outro tema que seria abordado pela telenovela seria o da favelização, principal motivo pelo qual o Rio de Janeiro havia sido escolhido como cenário, com Aguinaldo inclusive declarando que ambientaria a trama nos bairros de Rio Comprido e Catumbi[20] .

Entretanto, poucos meses depois, durante uma entrevista à Folha de S.Paulo, o autor declarava um enredo principal bastante diferente. A trama não mais seria protagonizada por Suzana Vieira, mas sim por Eduardo Moscovis. Tal personagem seria baseado em um censor dos tempos da ditadura militar. O personagem foi inspirado em "um sujeito chamado Romero Lago, que, na década de 1970, chegou a ser chefe da Censura Federal, até que descobriram que ele não era Romero nem Lago, mas outra pessoa, condenada por um crime gravíssimo". Ele "(…) dá um grande golpe numa mulher (Carolina Dieckmann) por quem fingiu se apaixonar. Ele foge, faz uma série de plásticas e se torna uma pessoa respeitável. Até que, dez anos depois, o seu verdadeiro passado volta, na figura da mulher que ele traiu", conta Silva à Folha de São Paulo, do dia 10 de dezembro de 2006. A história do personagem foi parcialmente baseada, também, na figura do ex-deputado José Dirceu, que ao fugir da ditadura militar para Cuba, passou por cirurgias plásticas para mudar suas feições para que pudesse retornar ao Brasil sob uma outra identidade[21] . O autor revelou, em sinopse de fevereiro de 2007, que ao ser confrontado com a mulher que enganou e um filho cuja existência desconhecia, seu anti-herói, Ferraço, pensaria na possibilidade de se redimir. Acerca de sua heroína, ele indicou que seria inflexível em fazê-lo pagar por seus crimes e ser digno de tê-la de volta e ao filho.[22] . Ele indicou em entrevista ter se inspirado em Dostoievski para construir seu protagonista em busca de redenção[23] .

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Posso garantir, e é bom a TV Globo levar isso em conta, que sem Moscovis e Zé Mayer perderei boa parte da vontade de escrever essa novela. Cquote2.svg
Aguinaldo Silva, sobre a escolha do elenco[24]

Durante sua pré-produção, a telenovela enfrentou alguns problemas para a escalação do elenco, principalmente com os protagonistas. Inicialmente, quem estava escalada para interpretar a protagonista - chamada Maria Clara, porém que depois mudou para Maria Paula - era Carolina Dieckmann, que declinou o convite ao ficar grávida[25] . Para substituí-la, Mariana Ximenes também chegou a ser convidada, mas preferiu tirar férias após ter emendando diversos trabalhos em telenovelas[25] [26] . O outro protagonista seria Eduardo Moscovis, convidado para ser Marconi Ferraço. No entanto, o ator acabou recusando o papel[27] , que ficou para Dalton Vigh. José Mayer foi inicialmente cotado para interpretar Juvenal Antena[20] , papel que acabou ficando com Antônio Fagundes[28] .

O nome do jovem ator Mussunzinho apareceu na abertura durante toda a apresentação da novela, mas ele não chegou a aparecer na trama[29] .

Cenário[editar | editar código-fonte]

Um dos pontos de maior destaque da produção é o fato de abordar a favelização brasileira. Um dos cenários da telenovela é a fictícia favela da Portelinha, liderada pelo personagem Juvenal Antena (Antônio Fagundes). A Portelinha destaca-se por não apresentar infiltração de traficantes, sendo constituída meramente por trabalhadores. Inicialmente, ela se chamaria Mangueirinha, e seria situada em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio[20] [28] .

A cidade cenográfica montada para a telenovela foi inspirada na favela de Rio das Pedras. Para a sua construção, a equipe da Rede Globo realizou dezenas de visitas à comunidade, reconstituindo diversos trechos da comunidade de forma fiel[30] , mas com alterações que possibilitassem à equipe de filmagem realizar as cenas, além da inclusão de novos lugares, como a escola de samba e o terreiro da personagem Setembrina[30] . Quando um plano geral da Portelinha era exibido, entretanto, o que estava sendo exibido verdadeiramente era a favela de Rio das Pedras, alterada digitalmente para que fosse inserida, num espaço de sete quarteirões, a cidade cenográfica[30] . A cidade cenográfica ocupava uma área de 6000 metros quadrados e possuía oito ruas, nas quais foram construídas 120 casas, uma igreja, a escola de samba da comunidade e 30 lojas,[31] que serviam de cenário para a gravação da maior parte das cenas da produção. O ator Lázaro Ramos definiu a fictícia Portelinha como a visão do autor, Aguinaldo Silva, da favelização brasileira[32] , pois "trata-se de uma junção de várias favelas e apresenta diversos personagens típicos desse ambiente"[32] .

A escolha do nome, uma homenagem à escola de samba Portela[33] , rendeu posteriomente ao diretor, Wolf Maya, e ao elenco um "troféu Águia de Ouro", criado especialmente pelo carnavalesco Cahê Rodrigues para "retribuir" a homenagem[33] .

Além da Portelinha, a novela tem como base a cidade do Rio de Janeiro. Na primeira fase, foram gravadas cenas em Recife (onde o personagem de Ferraço foi criado), em São Bento do Sul, Santa Catarina (onde foi ambientada a fictícia cidade de Passaredo); e Canela, no Rio Grande do Sul. No início da segunda fase, várias cenas foram gravadas em Paris, na França, e na cidade de São Paulo. Em alguns dos últimos capítulos, foram gravadas cenas em Igarassu, no litoral de Pernambuco.

Exibição[editar | editar código-fonte]

Vinheta de abertura[editar | editar código-fonte]

Fazendo uso de papel reciclado, latas de refrigerante, retalhos e pedaços de fios, o artista plástico Sérgio Cezar desenvolveu, a pedido de Hans Donner, cerca de 1.500 maquetes que chegaram a ocupar aproximadamente 64m² do estúdio no qual foi gravada a abertura da novela. Intercalada com imagens em preto-e-branco da própria fabricação da mini-favela, a abertura dura cerca de 70 segundos, e mostra o crescimento da comunidade ao redor de dois luxuosos edifícios criados através de computação gráfica.[31]

Classificação etária[editar | editar código-fonte]

Quando da estreia, a trama foi classificada pelo Ministério da Justiça como imprópria para menores de 12 anos, classificação que se prolongou durante os primeiros dois meses e meio. Porém, devido às cenas excessivamente sensuais protagonizadas pela atriz Flávia Alessandra - intérprete de Alzira, pretensa enfermeira que trabalhava como "dançarina" num prostíbulo, a Uisqueria Cincinnati - e ao uso excessivo de palavrões, o órgão abriu um processo para reclassificá-la como imprópria para menores de 14 anos e inadequada para antes das 21 horas,[34] e de fato, a partir do dia 24 de dezembro, a trama foi reclassificada como tal. Como forma de evitar a reclassificação, o autor Aguinaldo Silva chegou a insinuar que a explosão da boate estaria ligada a essa suposta "censura".[35] Ainda que a Rede Globo tenha recorrido do caso, alegando que a telenovela havia sofrido mudanças que a tornariam adequada para menores de 12 anos,[35] a mesma acabou por permanecer nesta classificação.[36] [35] Assim, a emissora teve que mudar o horário da novela das 20h55 para as 21h, inclusive nas quartas-feiras, quando geralmente a novela começava mais cedo por causa do futebol. Os capítulos de quarta, foram então encurtados.

Problemas com a autoria[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de novembro, a Globo informou, por meio de nota oficial, que o autor Aguinaldo Silva se manteria afastado dos roteiros da trama, para "resolver problemas pessoais"[37] - o que posteriormente atribuiu-se à hipertensão.[38] Sua saída gerou controvérsia entre os atores e a imprensa especializada, incitando rumores de que ele havia sido demitido.[39] Contudo, na mesma semana o autor retornou à produção, pois havia sido impedido de viajar a Portugal, por não ter renovado o passaporte.[40]

Último capítulo no sábado[editar | editar código-fonte]

Duas Caras não teve seu último capítulo re-apresentado. Alegando que ficaria grande demais, o autor Aguinaldo Silva e o núcleo de novelas da Globo decidiram não reapresentar o último capítulo, que foi exibido no dia 31 de maio de 2008, um sábado. Isso aconteceu pela primeira vez em muitos anos, pois novelas como Renascer e Fera Ferida tiveram problemas parecidos, mas não deixaram de ter seus últimos capítulos re-apresentados. O fato fez com que a novela tivesse a menor audiência de um último capítulo de uma novela das 20h da Globo até então (47 pontos). No sábado, a audiência sofre uma grande queda em relação aos outros dias da semana.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Afetada pelo processo de queda que tem atingido as novelas da Globo a cada novo lançamento[41] , Duas Caras obteve o menor índice de audiência de uma novela das 20h em seu capítulo de estreia, até então: média de 40 pontos, com picos de 51.[42] [43] , suplantando o recorde negativo da antecessora, Paraíso Tropical, que em sua estreia marcou 41 pontos[44] . Essa marca negativa da trama de Aguinaldo Silva seria mais tarde superada pelas novelas A Favorita, Caminho das Índias, Passione, Insensato Coração, Avenida Brasil, Salve Jorge e Amor à Vida, que ficaram abaixo dos 40 pontos em suas estreias[45] [46] [47] . Os dois capítulos seguintes de Duas Caras alcançaram números ainda menores (média de 35,5 no segundo,[48] e 33,7 no terceiro).[48] [49]

No entanto, a audiência aumentou efetivamente a partir do terceiro mês, quando a trama, segundo informações no Projac, centrou-se mais nos perfis e conflitos dos protagonistas, Ferraço, Maria Paula e Juvenal Antena.[50] [51]

Em seu último capítulo, exibido num sábado, dia em que a audiência cai muito, Duas Caras marcou a pior média de último capítulo das telenovelas das 21h até então, com 47 pontos[52] . Esta marca negativa foi superada por Viver a Vida (2009), que marcou 46 pontos[53] e também por Salve Jorge (2012) que encerrou com os mesmos 46 pontos[54] . Foi também igualada por Insensato Coração (2011) e Fina Estampa (2011)[55] [56] , todas com os últimos capítulos exibidos na sexta-feira.

Na quinta-feira, 29 de maio de 2008, Duas Caras bateu o seu recorde de audiência. De acordo com a assessoria de imprensa da Globo, a média consolidada do Ibope, foi de 52 pontos de média e 70% de share.[57] [58]

A novela teve média geral de 41,1 pontos, índice superior às oito novelas seguintes. Foi a última novela no horário a ficar acima dos 40 pontos no Ibope.[59] [60] [61] [62] [63]

No exterior[editar | editar código-fonte]

  • Em Portugal, estreou com boa audiência, 10 pontos e 24,1% de participação, ficando entre os 10 programas mais vistos do país. Transmitida em horário nobre, na primeira semana a novela registou 8,4% de audiência média, 796.600 espectadores e 22,4% de share, e apesar de algumas oscilações iniciais, acabou realmente caindo no gosto do público.[64] [65] [66] [67] [68] [69]
  • No Equador, ocupou as primeiras posições nas grandes cidades e era líder de audiência.[70] [71] [72]
  • Na Nicarágua, marcou 40 pontos em sua estreia e 60% de share.[73]
  • Teve êxito no Uruguai, obtendo índices de 24 pontos de audiência e 35 de share, e foi a novela mais assistida lá nos últimos anos.[74] [75] [76]
  • Alcançou bom desempenho nos Estados Unidos, conseguindo ficar em segundo lugar no canal em que foi exibida e agradando principalmente as mulheres hispânicas entre 18 e 54 anos.[77]
  • No Peru, chegou a ser a segunda novela mais vista em seu período de exibição, e a preferida entre as classes alta e média alta.[78]

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Até dezembro de 2009, Duas Caras havia sido licenciada para vários países[79] , entre eles:

Reprise[editar | editar código-fonte]

A reprise ocorre no canal Globo Portugal Premium (canal pago) no horario das 20h, desde 11 de Novembro de 2013.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

  • A novela foi um êxito na América Latina, com exibições simultâneas em diversos países, e apontada pelos críticos estrangeiros como uma trama densa, intensa, que se afastava dos clichês típicos dos melodramas e que mostrava uma preocupação quase acadêmica com as diferenças sociais comuns ao espaço latino do continente.[108] [109] [110]
  • No Brasil, teve um público mais velho e mais rico que a novela anterior do autor, Senhora do Destino, com 32% dos telespectadores com idade acima dos 50 anos, um porcentual jovem – na faixa de 12 a 17 anos – de 8%, com 35% dos espectadores nas classes A e B, 50% da classe C e 15% das D e E.[111]
  • Considerada revolucionária por se afastar dos moldes tradicionais de vilões versus mocinhos, Duas Caras inovou ao fazer o público torcer pelo vilão (de Dalton Vigh) ao lado da mocinha (de Marjorie Estiano), ao mostrar personagens centrais com personalidades complexas, como Juvenal Antena (Antônio Fagundes) e Ferraço, e criar vários casais inter-raciais, como Júlia (Débora Falabella) e Evilásio (Lázaro Ramos), que não se prestavam necessariamente a criar polêmicas.[112]
  • A redenção crível e bem conduzida de Ferraço e a originalidade do final feliz entre a heroína e o vilão foram pontos destacados por especialistas em teledramaturgia em relação à trama.[113]
  • Os números indicaram que o público comprou a redenção do personagem: 91% de cerca de 125.212 votos consideraram que Ferraço poderia se regenerar.[114]
  • A reaproximação de Maria Paula e Ferraço foi um dos principais fatores responsáveis pelo aumento dos números de audiência.[115] [116] [117]
  • Excepcionalmente criticada no início da novela, a atriz Marjorie Estiano, intérprete da protagonista, acabou caindo no gosto do público à medida que assumiu sua posição de justiceira na trama, e sua personagem foi apontada como uma das mocinhas alfa da teledramaturgia brasileira por sua determinação e capacidade de desestabilizar os homens.[118] [119] [120] [121]
  • Segundo enquete da Coluna de Patrícia Kogut, de 29 de maio de 2008, Gioconda (Marília Pêra) era a personagem mais popular da trama com 49% da preferência do público votante[122] , e foi ela a representante da novela em premiações de melhor atriz, ainda que tenha causado constrangimento ao recusar um prêmio de coadjuvante.[123] [124]
  • A atriz Alinne Moraes foi elogiada e sua vilã Sílvia foi muito popular entre os telespectadores.[125]
  • A personagem Alzira, interpretada por Flávia Alessandra na sinopse não teria muito destaque, mais com o desenrolar da trama, ganhou ares de protagonista, e foi fundamental para a audiência da trama subir.
  • Os telespectadores pressionaram por um final feliz entre a heroína e seu antagonista, obrigando o autor Aguinaldo Silva a ceder a seus apelos.[126]
  • O romance entre a mocinha e o vilão impactou o público a ponto de mais de um milhão e setecentos votos decidirem no site da novela pelo destino amoroso da heroína Maria Paula e seus três pretendentes, com 53% preferindo a que terminasse ao lado do redimido Ferraço.[127]
  • Em enquete do site de Patrícia Kogut, encerrada em 31 de maio de 2008, 43,03% votaram que Ferraço e Maria Paula deveriam terminar juntos e felizes, 37% que deveriam terminar juntos depois dela se vingar do marido e apenas 19,9% dos internautas votaram que deveriam terminar a novela separados.[128]
  • A audiência recorde da novela aconteceu no capítulo em que os protagonistas Maria Paula e Ferraço se reconciliaram e fizeram amor em uma cama de hospital.[129] [130] [131]
  • A cena da reconciliação da dupla no hospital era uma das mais vistas na internet até 2009.[132]
  • A repercussão do casal ajudou a manter Same Mistake, música tema do par, como líder do Top 10 da Globo FM por várias semanas.[133]

Música[editar | editar código-fonte]

Dentre as peculiaridades da trilha sonora da telenovela, encontra-se Recomeçar, canção gospel interpretada pela cantora Aline Barros, a convite do próprio autor da telenovela.[134] Aline foi a primeira cantora gospel a ter uma canção na trilha de uma novela da Rede Globo.[135]

Contrariando a trilha sonora nacional, a trilha internacional chegou a ocupar a primeira posição dos CDs mais vendidos do país, puxada pelo sucesso da canção Same Mistake, do cantor inglês James Blunt, que embalava o romance dos protagonistas, e So Much For You da cantora americana Ashley Tisdale.[136]

Duas Caras foi a terceira novela a divulgar em CD sua trilha sonora em formato instrumental, fato que só havia acontecido anteriormente em Belíssima, de Sílvio de Abreu, e em Esperança, de Benedito Ruy Barbosa.

A produção musical da trama ficou a cargo de Victor Pozas, ex-produtor musical do seriado Malhação, que também trabalhou com a carreira musical da protagonista Marjorie Estiano.

A canção "No One", da cantora Alicia Keys, apesar de fazer parte da trilha internacional, abrindo o disco, não foi executada na novela.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A trama de Aguinaldo Silva foi indicada a receber vários prêmios. Dentre eles, ela ganhou:

Prêmio Contigo! (2007):[137]

Prêmio Tudo de Bom - jornal O Dia (2008):[138] [139] [140]

Troféu Super Cap de Ouro (2008):[141]

Meus Prêmios Nick (2008):[142]

Prêmio Jovem Brasileiro (2008):[143]

Prêmio Arte Qualidade Brasil (2008):[144] [145] [146]

Prêmio Extra de TV (2008):[147] [148]

Prêmio Festnatal - Os Favoritos do Público (2008):

Referências

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