Eridu

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Eridu (Sumeriano: URU.DU(G)KI, Eridug;1 também 𒉣𒆠, NUN.KI, "Lugar Poderoso" ou "Lugar do Príncipe") foi uma cidade antiga localizada a 11,2 quilômetros a sudoeste de Ur, hoje conhecida como Tell Abu Shahrain no Governorado Dhi Qar, no Iraque. Eridu representava a extremidade sul do conglomerado de cidades que se desenvolveu ao redor de templos na Suméria, país no sul da Mesopotâmia. As cidades geralmente eram construídas tão próximo umas das outras que quase podiam visualizar-se umas às outras a olho nu.

História[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que Eridu foi fundada junto à boca do rio Eufrates. Com o acúmulo milenar de lama e barro às margens do rio, entretanto, os restos da cidade tiveram sua posição alterada, encontrando-se agora em Aby Shahrain, no Iraque, a certo distanciamento do golfo.

Investigações arqueológicas tomaram lugar na década de 1940, provando que o assentamento mais antigo da região provavelmente ocorreu por volta de 5.000 a.C. De acordo com Oppenheim, "em última instância, toda a parte sul mergulhou em estagnação, relegando a iniciativa política aos governantes das cidades nortistas." Isso culminou no ostracismo da cidade em 600 a.C.

Na lista de reis sumérios, diz-se que em Eridu regeram os primeiros reis:

Quando o Dom da Realeza desceu dos céus, ela tomou seu lugar em Eridug. Em Eridug, Alulim tornou-se rei; ele reinou por 28.800 anos. Alaljar reinou por 36.000 anos. Dois reis; eles reinaram por 64.800 anos. Então Eridug caiu, e a majestade foi transferida para Bad-tibira.

A lista dos reis sumérios mostra governos curiosamente longos aos reis que precederam o "dilúvio".

Eridu era a cidade menos desenvolvida com elevados níveis de pobreza praticamente só o rei que era "melhor de vida" mesopotâmica. Tomou lugar entre os Apkallu, os sete sábios famosos. Era um mortal de linhagem divina que, como muitos heróis gregos, encontrava-se no limiar entre dois mundos. Ao quebrar as asas do Vento Sul, que tinha virado seu barco de pesca, Adapa foi chamado para prestar contas frente a An (ou Anu). Ea, seu deus protetor, o preveniu quanto ao uso de alimentos durante sua estada no céu, terminando por privá-lo da imortalidade naquele momento.

Na corte da Assíria, médicos especiais, nas extremidades sulistas da região, treinados na sabedoria anciã de Eridu, previam ou profetizavam o aparecimento de doenças a partir de sinais e do comportamento do corpo de pacientes – idéia essa que não deve ser de imediato associada ao conceito de "sintomas" do ponto de vista contemporâneo, já que usavam-se de encantamentos e recursos mágicos.

Na mitologia Suméria, Eridu representava a moradia do deus Enki, a contraparte sumeriana do deus da água Ea. Como todos os outros deuses babilônicos e sumérios, Enki/Ea teve seu início como deus local, mais tarde vindo a partilhar, de acordo com a cosmologia sumeriana, a regência do cosmo junto a An (ou Anu) e a Enlil. Seu reino era constituído das águas que cercavam o mundo e descansavam sob ele.

Referências

  1. A lista de reis sumérios. Acessado em 15 de Dezembro de 2010.
  • A. Leo Oppenheim, Ancient Mesopotamia: Portrait of a dead civilization.

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