Escalada

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Escalada ,varapa,ou "trepagem"[nota 1] é uma técnica esportiva cujo fim é atingir o cume de uma parede rochosa, de um bloco ou de um muro de escalada. O terreno vai de alguns metros para o bloco ou o muro de escalada, até a centenas de metros para as paredes rochosas.

Esta técnica também pode ser utilizada no alpinismo segundo as dificuldades encontradas no terreno.

História[editar | editar código-fonte]

Na origem, a escalada aparece como uma atividade derivada do montanhismo e utilizada como treino para corridas de alpinismo. A escalada como pratica desportiva aparece no século XIX em Dresden na Alemanha de Leste, e no ("Lake District") na Inglaterra. É um esporte de risco, onde os equipamentos devem se encontrar calibrados e totalmente corretos para uso.

Para escalar é preciso uma pikeireta e uma xaxoleta espiroqueta para abrir caminho. Se não conseguir tente por outro lado. Durante um século o material evolui ao ritmo da capacidade do escalador e vice-versa e a cada época corresponde uma classificação do nível de dificuldade. Existem várias escalas de graduação sendo as mais conhecidas as escalas de Fontainebleau e de Hueco Tanks. Na primeira a classificação progrediu da seguinte maneira: 1913, nível 5 ; 1917, nível 6 ; 1970, nível 7 ; 1983, nível 8 ; 1991, nível 9... O aparecimento das muros de escalada a partir de 1960 um real impulso ao conhecimento desta prática como à sua evolução desta disciplina.
No Brasil utiliza-se um tipo de graduação mista, numa combinação entre números,letras e algarismos romanos, que acompanha sensivelmente a escala francesa (Fontainebleau). Exemplos: 6 ( grau geral da via), VIIc (grau do lance mais difícil), A2 (grau do lance em artificial, se existente), E3 (grau da exposição da via), D3 (duração estimada da via) e 500 metros (tamanho da via).


Escalada numa cascata de gelo

Práticas e termos[editar | editar código-fonte]

Distinguem-se diferentes práticas segundo o local, o terreno, o método utilizado e o tipo de equipamento nos SNE Sítios Naturais de Escalada, do francês Sites Naturels d'Escalade. [1] .

Entre as diferentes variedades de escalada há duas classificada de "extrema" ou "radical". É o caso da chamada solo e a da cascata de gelo, da imagem ao lado.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

Na escalada, o princípio de adaptação ao meio utiliza dois equipamentos de base: o sapato de escalada, o chamada pé de gato, e o carbonato de magnésio - para secar a transpiração das mãos e aumentar a aderência - , mas este equipamento é extremamente básico, na realidade poucos podem se permitir atacar uma parede só assim equipados [2] .

Na realidade, não só na escalada, mas nos desportos deste tipo na montanha, o equipamento habitual, que deve ser garantido por um controle de qualidade internacional, é composto por dois tipos de material; o de segurança e o auxiliar.

Equipamento de segurança[editar | editar código-fonte]

É este o equipamento de base para um escalador usado, tanto nas paredes artificiais como na natureza, e é composto por: sapatos de escalada, corda [nota 2] , arnês/cadeirinhas, mosquetões, freios/blocantes, etc. - que impedem a queda do escalador no caso de imprevistos.

Equipamento auxíliar[editar | editar código-fonte]

Utilizado na escalada de montanha necessita uma certa experiência e conhecimentos de utilização na conquista das vias de escalada e são os: capacete, piolet, pitões, crampons, mosquetões, mochila, costura de escalada, gri-gri, camalot, fitas, friends, nuts, etc.

Material de orientação[editar | editar código-fonte]

Na montanha a mudança rápida das condições climatéricas exigem roupa adequada para qualquer tipo de situação, e além do equipamento de segurança e auxiliar próprio a cada actividade, deve-se partir com um bom mapa da região, uma bússola para a orientação, e de um transferidor para medidas e marcação de ângulos e direcções, pois o nevoeiro ou uma nuvem no cimo de uma montanha podem tapar por completo a visibilidade.

Tipos de escalada[editar | editar código-fonte]

Escalada livre vs artificial[editar | editar código-fonte]

Escalada em parede artificial

Escalada livre[editar | editar código-fonte]

Na escalada livre, a corda e outros equipamentos só servem para se assegurar a segurança do escalador. As saliências do terreno são os únicos apoios para progredir na ascensão, logo o escalador só usa os seus próprios meios (mãos e pés) para poder progredir na parede.

Escalada artificial[editar | editar código-fonte]

Na escalada artificial o material serve não só para segurar o desportista mas também para o ajudar na progressão, utilizando os pontos de segurança para se içar ou passar situações difíceis. Esses pontos de segurança podem distar entre si desde pouco mais de 1 metro até distâncias superiores a 15 metros ("grau de exposição"), determinada por aquele que abriu a via, e que não deve ser alterada sem o consentimento do mesmo,por questões de ética.

Muros de escalada[editar | editar código-fonte]

O termo geralmente empregue para designar este tipo de muro de treino é o (EAE) - Estrutura Artificial de Escalada - em francês Structure Artificielle d'Escalade (SAE). Este tipo de escalada, feitas de estruturas artificias em madeira ou betão, é empregada principalmente como local de treino, ou nas regiões planas e/ou cidades desprovidas de SNE, pelo que muitas vezes se encontrem dentro de salas (indoor) e raramente no exterior.

Boulder[editar | editar código-fonte]

A escalada de boulder consiste em subir uma rocha ou um muro de treino em que se privilegia mais a força física de explosão em detrimento da resistência física. Regra geral, os problemas de bloco envolvem poucos passos. É comum o recurso a crashpads para minimização dos efeitos de uma possível queda do escalador. Ricardo Galado.

Escalada desportiva[editar | editar código-fonte]

A escalada de falésia (desportiva) consiste em escalar vias em rocha - raramento, muro de treino - com uma altura considerável, onde é privilegiada a resistência física do atleta. Em geral, a escalada de falésia é feita com recurso a vários equipamentos de segurança.

Escalada móvel[editar | editar código-fonte]

Existem escaladas conhecidas como móveis, pela não existência de pontos fixos de segurança colocados na parede (grampos), pelo que é da competência do escalador criar os seus próprios pontos de segurança com recursos de materiais especiais camalot, nuts, etc.

Solo[editar | editar código-fonte]

Em qualquer um destes tipos de escalada acima mencionados (escalada livre ou artificial), regra geral, o escalador encontra-se preso por uma corda dinâmica. Há, no entanto quem prefira não usar qualquer tipo de segurança. É o que se chama "solo".

Técnicas[editar | editar código-fonte]

A técnica empregue na escalada ou no alpinismo depende do terreno onde a correspondente actividade é praticada mas há duas ou três que "fizeram história" como a ascensão em livre, a Fissura Knubel, a primeira invernal, etc.

Cotação[editar | editar código-fonte]

No alpinismo ou na escalada, a cotação de montanha é, como o seu nome indica, a classificação de uma via de montanha, em função das dificuldades encontradas no itinerário escolhido.

Riscos[editar | editar código-fonte]

Desporte a risco, o conhecimento das técnicas da escalada é obrigatório a todos que desejam praticá-lo, dando preferência para cursos homologados pelas associações ou federações de escalada, como: FEMERJ, FEMESP, AGUIPERJ, CLUBES EXCURSIONISTAS, etc.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Varapa . Empregue como substantivo comum desde 1898 Varappe (palavra francesa), é o nome de um corredor rochoso do monte Salève perto de Genebra, onde os alpinistas se costumavam encontrar.
  2. A corda utilizada é do tipo dinâmica pois tem uma certa elasticidade não só para amortecer a queda, mas também para não se romper com o choque

Referências

Ligação externas[editar | editar código-fonte]