Forma lógica
A forma ou forma lógica de um argumento é a representação de suas sentenças usando a gramática formal e o simbolismo de um sistema lógico para mostrar sua semelhança com todos outros argumentos do mesmo tipo.
Encontrar a forma lógica de uma sentença consiste basicamente em tirar todo o conteúdo desnecessário da oração (como gênero e forma passiva) e substituir todas as expressões especificas do assunto do argumento por variáveis esquemáticas, fazendo assim uma conversão da expressão escrita em português, ou em outra língua, para a linguagem da lógica. Desta forma, por exemplo, a expressão "todo A é B" mostra a forma lógica comum às sentenças "todo humano é mortal", "todo gato é carnívoro", "todo grego é filosofo", etc.
História[editar]
Já na antiguidade clássica reconhece-se que o conceito de forma é fundamental para a lógica. Aristotéles foi provavelmente o primeiro a empregar letras como variáveis para representar sentenças validas (nas Primeiras Analíticas). (Razão pela qual Lukasiewicz disse que a introdução das variáveis foi "uma grande invenção de Aristóteles").
De acordo com os seguidores de Aristóteles (como Ammonius, o Peripatético) apenas os princípios lógicos declarados de forma esquemática pertencem à lógica, e não aqueles dado por termos concretos. O termo concreto homem, mortal etc são análogos para o valor de substituição das variáveis esquemática 'A', 'B', 'C', que são chamadas de 'assunto' (do Grego hyle, do Latin materia) para o argumento.