Jorge Vieira
Jorge Ricardo da Conceição Vieira nasce em Lisboa, a 16 de Novembro de 1922, na Rua Dr. Teófilo Braga, vindo a morrer em Évora em 1998. É filho de Anibal Vieira e Alice Vieira.
Depois de concluir o liceu, frequenta, sem grande empenho, o Instituto Comercial e o Instituto Nacional de Educação Física. O pai fá-lo encontrar-se com o seu destino, tomando a iniciativa, em 1941, de o matricular na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Frequenta-a de 1944 a 1953, começando por matricular-se em Arquitectura e depois em Escultura. Para a sua formação foi fundamental o trabalho nos ateliês de António Duarte, Francisco Franco e António da Rocha, tendo praticado com este último as terracotas com engobes, aspecto fundamental da sua futura produção. Expõe pela primeira vez em 1949 na SNBA.
Em 1953 concorre ao Concurso Internacional de Escultura promovido em Londres - “O Prisioneiro Político Desconhecido”. É premiado e a sua obra exposta na Tate Gallery.
Em 1957 executa uma escultura/anúncio, representando uma rã, para a loja Palissi Galvani projectada pelos arquitectos Jorge Ferreira Chaves e Frederico Sant'ana (estagiário), no Chiado, em Lisboa. A obra esteve em exposição, suspensa sobre a fachada da loja, na Rua Serpa Pinto, até à sua demolição em 2009.
O Hotel Ritz, inaugurado em 1959 também contêm uma obra sua.
No ano de 1958 participa na Feira Internacional de Bruxelas. Aqui é seleccionado para figurar na exposição “50 ans d’Art Modern” sendo o único escultor português aí patente.
Obtém em 1961 o 1º Prémio de Escultura na 2ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian. Em 1964, integrado como escultor na equipa dirigida pelo Arq. Francisco da Conceição Silva, obtêm o 1º Prémio no concurso para a valorização plástica do maciço de amarração norte da Ponte sobre o Tejo.
Neste ano é afastado do Gabinete Técnico de Habitação por falta de confiança política e não é admitido para Prof. de Escultura da Escola de Belas-Artes de Lisboa pelas mesmas razões.
Em 1976 é 1º Assistente na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. No ano de 1981 transita para a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.
Adquire uma casa nos arredores de Estremoz em 1982, para onde vai trabalhar sempre que lhe é possível. Jubila em 1992 como Professor de Escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.
Em 1994 é inaugurado em Beja o “Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido”. Realiza um Grupo Escultórico para a Marina de Lagos no Algarve.
Em 1995 é efectuada uma exposição retrospectiva da sua obra no Museu do Chiado. Neste mesmo ano é inaugurada a Casa das Artes Jorge Vieira em Beja. Dois anos depois realiza uma escultura para a EXPO 98 e em 1998 executa uma escultura para a Ponte Vasco da Gama. Faleceu em 1998 em Estremoz.
Em 2000 é inaugurado o “Monumento ao Mármore”, concebido em 1996 e oferecido ao município de Estremoz. Obras escultóricas e desenhos seus são integrados na homenagem a Mário Cesariny, efectuada em 2007 pelo Museu Municipal de Estremoz.
No 10º aniversário do seu falecimento, em 2008, na Galeria Artecontempo é inaugurada a exposição "Cada Desenho um Amigo", realizada em parceria com a Câmara Municipal de Estremoz, através do Museu Municipal.