Lei da frontalidade

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Cópia de uma pintura mural no túmulo de Sethos I onde foi aplicada a lei da frontalidade.

A Lei da Frontalidade, ou frontalismo, é uma das convenções mais intrigantes da arte do antigo Egipto. Essa convenção reflecte a maneira peculiar pela qual os egípcios antigos faziam suas representações, vai mais especificamente da figura humana. O rosto, as pernas e os pés são representados de perfil enquanto que, simultaneamente, o tronco é visto de frente.

Numa primeira análise, julgou-se que esta forma de retratação estaria ligada à incapacidade ou ingenuidade do desenhista. De acordo com análises posteriores, no entanto, chegou-se à conclusão de que existiriam outras razões para este fenómeno.

Características[editar | editar código-fonte]

A Lei da Frontalidade funda-se no princípio de valorizar o aspecto que mais caracteriza cada elemento do corpo humano. Desenhado de perfil, o rosto é mostrado ao máximo. De frente, se resume a uma oval. No rosto de perfil, o olho é representado de frente, por ser este seu aspecto mais característico e revelador. O tórax também apresenta-se de frente, e as pernas e os pés, onde apenas se vê o dedo grande, são vistos de perfil.

Outras áreas de aplicação[editar | editar código-fonte]

Dentro do teatro, a Lei da Frontalidade, regeu princípios. Os atores não davam as costas ao público, os fotógrafos de jardins também estiveram presos por um bom tempo à Lei da Frontalidade. O cinema foi a primeira arte a abandonar o frontalismo, por conta da mobilidade da câmera, que permite o uso dos mais diversos ângulos de visão.

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