Mizuage

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Mizuage (水揚げ, lit. "Elevação da água"), foi uma cerimônia à uma japonesa maiko (aprendiz de gueixa), para representar sua maioridade. Quando foi treinada por uma gueixa mais velha, e considerada pronta para a idade, a maiko teve seu topete do cabelo simbolicamente cortado. Depois, uma festa seria realizada para a aprendiz.

História[editar | editar código-fonte]

Durante o Período Edo, o mizuage passou a ser historicamente ligados à perda da virgindade da maiko,[1] [2] já que era patrocinado por um patrono que então obtinha o direito de tirar a virgindade da jovem aprendiz.[3] Esta prática se tornou ilegal em 1959.[4]

De acordo com pesquisa realizada pela antropóloga Liza Dalby, mizuage foi um ponto importante para a feminilidade e o mundo das gueixas. Mizuage abriu caminho para o ritual próximo muitas vezes referida como "transformar o colarino 'ou' erikae": quando a aprendiz de gueixa troca o colarinho vermelho de maiko por um colarinho branco de gueixa. Antes de meados do século XX, todas as aprendizes tiveram de passar por esta cerimônia a fim de se tornar uma gueixa completa. O mizuage não foi considerado pelas gueixas um ato de prostituição, o dinheiro adquirido pelo mizuage de uma maiko era muitas vezes uma grande soma, e era utilizado para promover sua estréia como uma gueixa.[5]

Desde 1959, mizuage tornou-se o equivalente a comemoração de debutante . Mineko Iwasaki, uma das gueixas que Golden conheceu durante a gravação do filme "Memórias de uma Gueixa" o mizuage é descrito em sua autobiografia como sendo uma festa de iniciação. Mizuage foi demonstrado sobre o tornar-se gueixa por uma mudança no penteado.[6] É uma celebração da passagem de menina (maiko) a mulher (gueixa).

Na Literatura[editar | editar código-fonte]

Arthur Golden, autor do romance "Memórias de uma Gueixa" retrata o mizuage como um acordo financeiro em que a virgindade de uma menina é vendida a um patrono do mizuage.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Melissa Hope Ditmore. Encyclopedia of prostitution and sex work. Westport, Conn: Greenwood Press, 2006. ISBN 0-313-32969-9, page 184 [1]
  2. Japan encyclopedia. [S.l.]: Belknap Pr of Harvard U, 2005. ISBN 0-674-01753-6p. 234
  3. Seigle, Cecilia Segawa. Yoshiwara: the glittering world of the Japanese courtesan. [Honolulu]: University of Hawaii Press, 1993. ISBN 0-8248-1488-6p. 179.
  4. Reynolds, Wayne; Gallagher, John. Geisha : A Unique World of Tradition, Elegance and Art. [S.l.]: PRC Publishing, 2003. ISBN 1-85648-697-4 p. 135
  5. Lesley Downer. Geisha: The Secret History of a Vanishing World. (London: Headline Book Publishing, 2000) p. 256-266.
  6. Mineko Iwasaki. Geisha, A Life. (New York: Washington Square Press, 2002) p. 206-210.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]