Morumbi
| Distrito paulistano do | |
| Morumbi | |
| Área | 11,4 km² |
| População | (87°) 32.281 hab. (2010) |
| Densidade | 28,32 hab./ha |
| Renda média | R$ 6 498,82 |
| IDH | 0,938 - muito elevado (13°) |
| Subprefeitura | Butantã |
| Região Administrativa | Oeste |
| Área Geográfica | 8 (Oeste) |
| Distrito do Morumbi e arredores | |
| [[Ficheiro:|240px]] | |
| Distritos de São Paulo |
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O Morumbi é um distrito da Subprefeitura do Butantã, na Zona Oeste do município de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.
Índice |
[editar] Topônimo
"Morumbi" é um termo de origem tupi. Segundo alguns, significa "colina verde". Segundo outros, significa "mosca verde", através da junção dos termos moru ("mosca") e mbi ("verde")[1].
[editar] Características
Popularmente[2] e em algumas reportagens[3], é considerado como parte da Zona Sul, porém é administrado pela Subprefeitura do Butantã, sendo oficialmente pertencente à Zona Oeste.[4]
Afastado do centro de São Paulo em cerca de quinze quilômetros, o distrito ocupa parte da margem oeste do Rio Pinheiros e se limita com os distritos de Vila Sônia, Vila Andrade, Itaim Bibi, Pinheiros e Butantã.
[editar] História
É o resultado do loteamento de chácaras e pequenas fazendas,[5] descendentes da Fazenda Morumbi, propriedade cultivadora de chá pertencente ao inglês John Rudge, introdutor do chá da Índia no Brasil.[6]
Acompanhando o crescimento do sentido sudoeste (a partir do Centro Histórico) da cidade, o engenheiro Oscar Americano iniciou, em 1948, o loteamento e o futuro povoamento do distrito.[5] Oscar Americano adquiriu grandes glebas e iniciou um processo urbanização da área.[5] Além disso fez a arborização dos futuros bairros-jardins ao plantar um exemplar de cada uma das espécies da flora brasileira na área.[7]
Os lotes à venda pela Companhia Imobiliária Morumby eram extensos e, logo, muitas das famílias ricas paulistanas se instalaram nas ruas sinuosas da área.[8] Com destaque para a arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, autora de projetos emblemáticos como o Museu de Arte de São Paulo e o Serviço Social do Comércio de Pompeia, que projetou sua residência, a primeira do distrito, em meados da década de 1950.[9]
A empresa imobiliária também contratou o arquiteto Gregori Warchavchik, que restaurou as ruínas da Casa Grande e da capela da antiga Fazenda Morumbi.[10] Em dezembro de 2005, as mesmas foram tombadas pelo CONPRESP.
Devido à construção do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, no final dos anos 1950 e a transferência da sede do governo do estado para o Palácio dos Bandeirantes, foi rápida a ocupação dos terrenos livres. Nos anos 1980 e 1990, a verticalização atingiu o Morumbi, principalmente nos arredores da Avenida Giovanni Gronchi.
- Evolução demográfica do distrito do Morumbi

[editar] Atualidade
O Morumbi concentra alguns dos bairros mais nobres da cidade de São Paulo e do Brasil, sendo um reduto da classe alta paulistana.[11] Ao mesmo tempo apresenta favelas, tais como: Real Parque e Jardim Panorama e também faz divisa com a favela de Paraisópolis, a maior [1] da cidade, no distrito vizinho de Vila Andrade.[12] O distrito tem a maior concentração de renda[13] e uns dos mais elevados índices de desenvolvimento da capital, seus moradores têm o maior poder aquisitivo da cidade. Exemplo desses bairros são: Cidade Jardim, Jardim Guedala, Jardim Morumbi, Vila Morumbi, e Morumbi Sul (na região sul do distrito). É também um dos distritos mais arborizados da cidade, contando com inúmeros parques e praças, como a Praça Vinícius de Moraes e o Parque Alfredo Volpi.
Dentro dos limites do distrito encontra-se o Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo e residência oficial do governador; o Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais importantes hospitais privados da cidade, o Hospital São Luiz, a sede da Rede Bandeirantes de rádio e televisão, o clube Paineiras do Morumby, o luxuoso Shopping Cidade Jardim, a sede do São Paulo Futebol Clube e o Hipódromo de Cidade Jardim, pertencente ao Jockey Club de São Paulo.
Produções cinematográficas, como Sinhá Moça, filme brasileiro de 1953, produzido pela Vera Cruz e dirigido por Tom Payne, baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes, estrelado por Eliane Lage e Anselmo Duarte, foi rodado na Casa da Fazenda do Morumbi, por seu significado histórico, e ainda A Moreninha e Beto Rockfeller, de Oliver Perroy e A Nova Primavera, de Franco Zeffirelli. [14] [15]
Segundo o Metrô de São Paulo, está em estudos o projeto da construção da Linha 17-ouro, que cortaria o distrito em direção aos bairros de Panamby e Paraisópolis, sendo construído em vias elevadas, monotrilhos.[11] Com isso, os moradores organizaram protestos, reuniões e abaixo-assinados contra a intervenção, alengando que haveria um grande impacto visual, parecido com o do Elevado Presidente Costa e Silva, na Zona Central de São Paulo.[11]
Referências
- ↑ http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL723112-5605,00.html
- ↑ Pesquisa Google:morumbi zona sul
- ↑ Pesquisa ite G1: morumbi zona sul
- ↑ Mapa oficial das subprefeituras da cidade de São Paulo: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/guia/mapas/0001/mapa_subprefeituras.jpeg small>
- ↑ a b c História do Morumbi
- ↑ Bairro do Morumbi
- ↑ João Maxwell Rudge
- ↑ Morumbi
- ↑ Casa de Vidro de Lina Bo Bardi
- ↑ E o Morumbi?
- ↑ a b c Antigos moradores se mobilizam contra Morumbi "popular", em SP
- ↑ "Paraisópolis: Projeto de Urbanização de Paraisópolis é objeto de estudos da Columbia University" - Página oficial da prefeitura de São Paulo (visitado em 27-7-2008)
- ↑ Revista Época - "IDH: 90% dos moradores de SP vivem mal"
- ↑ Casa da fazenda-Morumbi
- ↑ Casa da Fazenda do Morumbi