Novos Movimentos Sociais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Pode encontrar ajuda no WikiProjeto Ciências sociais.

Se existir um WikiProjeto mais adequado, por favor corrija esta predefinição.

Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde setembro de 2014). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros, acadêmico)Yahoo!Bing.


Emblem-question.svg
Este artigo ou seção pode conter texto de natureza não enciclopédica. (desde junho de 2011)
Justifique o uso dessa marcação e tente resolver essas questões na página de discussão.
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde junho de 2011).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.

Novos movimentos sociais são movimentos que surgiram no final do século XX e têm na transformação cultural grande parte dos meios e fins de sua ação.

A expressão “novos movimentos sociais” supõe diferenças em relação aos movimentos sociais tradicionais. Em princípio, os movimentos tradicionais se faziam através de uma identidade de classe social, consistindo basicamente como movimentos operário-sindicais, organizados a partir do mundo do trabalho. Essa referência classista dos movimentos sociais tornou-se inadequada na medida em que as posições de classe perderam a estabilidade, com os sujeitos assumindo, ao longo da vida e conforme as circunstâncias, diferentes identidades que já não decorrem apenas das suas relações de produção.

A dicotomia entre proprietários dos meios de produção e vendedores da força de trabalho, patrões x empregados, como duas identidades opostas, complementares e historicamente bem estabelecidas deu vez a numerosas formas de identificação social autonominadas como negros, gays, ambientalistas, ruralistas, feministas, pacifistas, veganistas, imigrantes, indígenas, consumidores, trabalhadores sem teto e sem terra, ativistas anti-globalização, atingidos por barragens e inúmeros outros.

Nos movimentos sociais tradicionais os protagonistas principais eram os trabalhadores pobres e assalariados. Os novos movimentos sociais incorporam tanto segmentos da classe média quanto pessoas à margem do mercado de trabalho e da sociedade.

Normalmente os novos movimentos sociais se articulam através de redes constituindo pautas reivindicatórias coletivas, convergindo interesses, organizando ações conjuntas e buscando visibilidade social. Por isso tais pautas subsistem a despeito da efemeridade dos participantes que delas entram e saem livremente.

Outra característica dos novos movimentos sociais é que, à diferença dos movimentos tradicionais, não visam “tomar o poder” pela conquista do Estado, mas geralmente constituem espaços políticos não-institucionais a partir dos quais procuram alterar hábitos e valores da sociedade de modo a interferir nas políticas estatais.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Steven M. Buechler, New Social Movement Theories, Sociological Quarterly, Volume 36 Issue , Pages 441 - 464, 1995.
  • GOHN, Maria da Glória. Teorias dos Movimentos Sociais: Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997.
  • OFFE, Claus. Partidos políticos e nuevos movimientos sociales.Madri: Sistema, 1988.
  • LACLAU Ernesto e MOUFFE, Chantal. Hegemony and Socialist Strategy. London:Verso, 1985.
  • TOURAINE, Alain. Os movimentos sociais. In: FORACCHI, M. M.;
  • MARTINS, J. de S. Sociologia e sociedade. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1997.