O Sobrinho de Rameau

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O Sobrinho de Rameau é um diálogo filosófico imaginado por Denis Diderot entre Ele (Jean-François Rameau, sobrinho do célebre músico) e Eu. Os temas recorrentes na discussão são a educação das crianças, o gênio, o dinheiro... A conversa muda de assunto a cada instante e trata também de personagens da época. Foi publicado pela primeira vez em 1805.

No prólogo que precede o diálogo, Eu apresenta Ele como sendo original, excêntrico e extravagante, cheio de contradições, "composto de profundidade e de baixeza, de bom senso e de desrazão". Provocador, ele elogia o roubo, o crime, e eleva o ouro a altura de uma religião, a qual adora. Eu parece ter o papel de ensinar.

O título do livro remete ao grande músico francês Jean-Philippe Rameau, autor de tratados sobre teoria musical e compositor. Mas o diálogo de Diderot se desenrola com o sobrinho deste músico, um boêmio sem teto que vive de expedientes, mas que entende de música e arte. Os dois discutem diversos aspectos da arte musical, de modo particular Ópera, Ópera Cômica ou Bufa, Balé e outras expressões artísticas.

Divagam sobre a função da arte no mundo dos homens, sobre a relação arte e natureza, sobre técnica e artifício, sobre bom gosto e belo, sobre invenção e inspiração, sobre harmonia e desarmonia na música e na vida, enfim, sobre os limites possíveis entre o mundo natural e o mundo humano, os choques eventuais entre as leis da natureza e leis civis, sobre o que a natureza oferece em dons e o que o homem faz.

Na verdade, ainda que reais, os dois personagens são, nesse caso, alegorias e o diálogo é, acima de tudo, entre Diderot e si próprio acerca da vida e da moral.

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