Península de Kamchatka

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Peninsula de Kamchatka está localizada a oeste do mapa da Rússia (área destacada), na província Krai de Kamchatka
Topografia da península de Kamchatka

A península de Kamchatka, Camecháteca[1] [2] ou Camchaca[3] (em russo: полуо́стров Камча́тка) é uma enorme península com cerca de 1250 km de extensão, localizada na região oriental da Rússia, e cujo ponto mais elevado é o Klyuchevskaya Sopka. Fica a leste do Mar de Okhotsk e Golfo de Shelikhov na província chamada Krai de Kamchatka.

Economia e população[editar | editar código-fonte]

O KamKamchatka participa na vida económica da Rússia graças aos seus recursos florestais e agrícolas, ao desenvolvimento das suas cidades litorais e às suas actividades na pesca. A sua população, concentrada nas cidades, é sobretudo constituída por russos que convivem com os representantes mais antigos dos povos da região como os Kamchadales. Também conhecidos por Itelmenes, estes nómadas mantiveram um modo de vida tradicional baseado essencialmente na pesca. Não restam hoje mais de 18 mil representantes deste povo, que originalmente era o mais numeroso da península. [4]

História[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Fria, a península foi utilizada como alvo pelos soviéticos para testes de alcance e precisão de mísseis.

Actividade sísmica[editar | editar código-fonte]

Um sismo de 6,5 graus na escala de Richter atingiu no dia 17 de junho de 2003 a região, segundo afirma o Observatório de Ciência da Terra de Estrasburgo (leste da França). O epicentro deste tremor que aconteceu às 22h07m (no fuso horário de Brasília), localizado a 53,88 graus de latitude norte e 157,5 graus de longitude Leste. Até esse dia, o maior tremor da região desde 2000 havia acontecido no dia 19 de outubro de 2001 e alcançado 5 graus na escala de Richter.

Em agosto de 2005, um submarino da classe Priz AS-28 da marinha russa sofreu um acidente próximo a Kamchatka e afundou no oceano. O resgate da tripulação foi realizado com ajuda internacional.

Em Kamchatka há numerosos vulcões, como o Avachinsky

Referências

  1. Rocha, Carlos (2 de junho de 2010). A grafia portuguesa de topónimos estrangeiros Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Visitado em 14 de março de 2012.
  2. Fernandes, Ivo Xavier. Topónimos e Gentílicos. Porto: Editora Educação Nacional, Lda., 1941. vol. I.
  3. Sobre o aportuguesamento de Fucushima Ciberdúvidas da Língua Portuguesa (14 de março de 2012). Visitado em 14 de março de 2012.
  4. Yann Arthus-Bertrand, Salvar a Terra - Paisagem, Visão n.º 748.