Cerveja Pilsen

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Pilsen é um tipo de cerveja lager[1] da Segunda Revolução Industrial, com o avanço da microbiologia e da eletricidade refrigerando os equipamentos das fábricas e das casas dos consumidores.[2] É originária da cidade de Pilsen, na Checoslováquia,[3] [4] por volta de 1840.[1] [5] É fabricada a partir de malte tipo Pilsen e água de baixa dureza, fermentados por levedo de baixa fermentação[6] Saccharomyces uvarum.[3]

Possui sabor delicado, é leve, clara e de baixo teor alcoólico (3~5%).[7] [8] É transparente e amarela, mas sua espuma é opaca e branca devido ao espalhamento da luz no espaço entre a bebida e as bolhas de ar.[9]

Seu sucesso foi tão grande que fez desaparecer a cerveja Porter, que só voltou a ser produzida no fim do século XX.[2]

É o tipo mais consumido no Brasil[10] (até 98%[11] [8] [12] ), por se adequar ao clima do país.[3] [7] São produzidos neste país 10,34 bilhões de litros/ano, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha.[10] O consumo per capita é de 47,6 litros/ano.[10]

Processo de fabricação[10] [editar | editar código-fonte]

  1. Limpeza e classificação dos grãos de malte: maceração (até que a umidade nos grãos chegue a 45% do peso), germinação (5 dias), secagem (45~50ºC) e torrefação (80~120ºC);
  2. Preparação do mosto: trituração do malte (depois de armazenado de 20 a 30 dias: pousio) e mosturação (remoção de amido e proteínas dos grãos a 65ºC). Cerca de 65% do conteúdo dos grãos é extraído assim e forma o mosto. Depois, filtragem (a 75~78ºC) para remover resíduos dos grãos que estão no mosto, o bagaço. Então o mosto é fervido (100ºC) e são adicionados os elementos que dão o sabor à cerveja (como o lúpulo, caramelo, açúcar, mel, extratos vegetais, entre outros), e em seguida resfriado (~10ºC), aerando o mosto;
  3. Adição de fermento, fermentação aeróbia e depois fermentação anaeróbia (8~15ºC por 6~9 dias);
  4. Maturação: clarifica a bebida pela precipitação de elementos sólidos;
  5. Decantação e filtragem: são removidos os sedimentos da fase anterior, e a cerveja é filtrada para remover os que não decantaram;
  6. Envase, com o cuidado de não deixar muito contato com oxigênio;
  7. Pasteurização: a cerveja é elevada até 60ºC, e então resfriada rapidamente para 4ºC;
  8. Rotulagem;
  9. Controle de qualidade.

Referências

  1. a b Cerveja: panorama do mercado, produção artesanal, e avaliação de aceitação e preferência (PDF) Universidade Federal de Santa Catarian (06 de agosto de 2012). Visitado em 7 de dezembro de 2014.
  2. a b Fazer Cerveja e Fazer Distribuição Linux: uma ode à diversidade (PDF) Universidade Federal de Minas Gerais (2013). Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  3. a b c ANÁLISE DO PERFIL DE COMPRA DO CONSUMIDOR DE CERVEJA PILSEN BRANCA (PDF) Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  4. Bares Governador Valadares, Minas Gerais Artigos Informativos. Visitado em 7 de dezembro de 2014.
  5. Análise físico-química de cervejas tipo pilsen comercializadas em Campina Grande na Paraíba (PDF) Universidade Estadual da Paraíba (27 de junho de 2014). Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  6. [1] (PDF) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (2013). Visitado em 7 de dezembro de 2014.
  7. a b Cerveja! Google Books (2002). Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  8. a b Avaliação da Brassagem e Fermentação na Produção de Cerveja Pilsen em Microcervejaria (PDF) Universidade Estadual de Londrina. Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  9. A PLASTICIDADE DOS AMORFOS: FAZENDO PIGMENTOS BRANCOS COM FOSFATO DE ALUMÍNIO (PDF) SciELO (26 de março de 2007). Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  10. a b c d Processo produtivo da cerveja tipo Pilsen (PDF) Universidade Estadual do Paraná (novembro de 2013). Visitado em 6 de dezembro de 2014.
  11. PRODUÇÃO DE CERVEJA COM MEL: CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS, ENERGÉTICA E SENSORIAL (PDF) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012). Visitado em 8 de dezembro de 2014.
  12. Investigação de Práticas Predatórias em Mercados de Cerveja no Brasil: Uma Abordagem Antitruste (PDF) bepress (2008). Visitado em 7 de dezembro de 2014.