Polpa de celulose

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Fibras em polpa de celulose.

A polpa de celulose ou pasta de celulose é o material mais comumente utilizado para a fabricação de papel. As madeiras utilizadas para este fim são conhecidas como madeiras "polpáveis", que geralmente são madeiras macias como a picea, o pinheiro, o abeto e o lariço-europeu, mas também madeiras duras como o eucalipto e a bétula.

Fabricação[editar | editar código-fonte]

Se realiza em etapas:

  1. Primeiro se retira o córtex da madeira, o que pode ser realizado com ou sem água. O córtex recuperado geralmente se usa como combustível para as caldeiras da planta (unidade de produção).
  2. As fibras de celulose que mantêm a madeira coesa são separadas, isto pode ser realizado de distintas maneiras:
    • A madeira pode ser triturada mecanicamente e logo umedecida. Este tipo de pastas produzidas mecanicamente se destinam à produção de papéis que não tem grandes requerimentos de resistência, como jornais. Também pode ser triturada mas usando vapor, gerando as chamadas polpas termomecânicas. Além disso agregam-se substâncias químicas, se obtêm as chamadas polpas quimotermomecânicas. Todas as polpas mecânicas tendem a tomar uma cor amarelento com o tipo, pela presença de lignina nas mesmas.
    • As polpas químicas são produzidas mesclando-se madeira triturada previamente com produtos químicos em grandes recipientes chamados digestores. O efeito do calor e as substâncias químicas dissolvem a lignina, que mantem unidas as fibras de celulose, mas sem quebrar as fibras da madeira. O líquido resultante contem lignina e o resto das substâncias químicas usadas e geralmente é aproveitado como combustível en caldeiras de recuperação. O processo mais utilizado para a produção de polpas químicas é o Kraft.
  3. A polpa também pode ser produzida a partir de papel reciclado. Esta polpa reciclada é usada principalmente para fazer papel higiênico, de jornal ou embalagens.

História[editar | editar código-fonte]

O uso de madeira para fabricar papel é uma invenção relativamente nova. No século XVIII, a matéria prima principal para o papel eram fibras vegetais como as de linho, mas uma escassez das mesmas fez que se experimentassem novos materiais. Em torno de 1850, um alemão chamado Friedrich Gottlob Keller triturou madeira a úmido para obter polpa, posteriores investigações do estadunidense Tilghman e do sueco C.F. Dahl permitiram a melhora do processo, utilizando produtos químicos.

Isto permitiu um grande barateamento do papel, o que redundou em um aumento da circulação de revistas de baixo custo, conhecidas como pulps.

Impacto ambiental[editar | editar código-fonte]

Os efeitos ambientais mais evidentes da produção da polpa de celulose vem do impacto sobre os bosques e os subprodutos gerados no branqueio (ou branqueamento).

O número de árvores consumidas depende do tipo de papel a fabricar e do processo de produção utilizado. Se estima de que se necessita aproximadamente 24 árvores para produzir uma tonelada de papel utilizando o processo Kraft. Não é tão eficiente como outros processos, mas tem a grande vantagem de produzir energia elétrica em excedente, a qual por haver sido produzida a partir de biomassa, não gera um aporte líquido de dióxido de carbono à atmosfera, uma das fontes do aquecimento global.

Branqueamento[editar | editar código-fonte]

Quando a polpa de celulose é branqueada utilizando-se cloro elementar, se formam subprodutos não desejados como as dioxinas e os furanos. Altas concentrações destas substâncias tem sido a causa do fechamento de várias fábricas de pescado na Colúmbia Britânica em 1992.

Entretanto, as melhoras no processo de branqueamento permitem a eliminação total da utilização de cloro elementar, ao desenvolver-se as tecnologias Livre de Cloro Elementar (ECF, do inglês Elemental Chlorine Free) ou Totalmente Livre de Cloro (TCF, Totally-Chlorine Free), combinado com delignificação (remoção da lignina) com oxigênio. Estas tecnologias reduzem significativamente a quantidade de compostos clorados liberados no ambiente.´

Efluentes[editar | editar código-fonte]

Os efluentes líquidos são em potência a maior causa de poluição, já que no estado bruto contém lignina, alta demanda biológica de oxigênio, assim como álcoois, cloratos, metais pesados e agentes quelantes. Este impacto é reduzido a sua mínima expressão na medida em que nas plantas modernas se trabalha em ciclo fechado com os produtos químicos, e qualquer água que sai das plantas é tratada biologicamente.

No processo Kraft, o efluente que se produz em maior proporção é o licor branco, que contém substâncias químicas do material transformado em polpa e a lignina das árvores. Este é concentrado para produzir o chamado licor negro, usando evaporadores multiefeito. Este último é queimado nas caldeiras da planta, recuperando-se no fundo delas os produtos químicos de tratamento da polpa, que se reciclam posteriormente.

O papel produzido de pasta de celulose pode ser reciclado de quatro até sete vezes, o limite é imposto pelo comprimento das fibras, que vão se tornando cada vez menores cada vez que são reprocessadas. Para resolver este problema, o papel reciclado geralmente é mesclado com papel virgem, para assegurar um papel de qualidade adequada.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GARCÍA HORTAL, José Antonio.Fibras papereras (2007). Barcelona. Edicions UPC

Ligações externas[editar | editar código-fonte]