Prognóstico

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Prognóstico, em Medicina, é conhecimento ou juízo antecipado, prévio, feito pelo médico, baseado necessariamente no diagnóstico médico e nas possibilidades terapêuticas, segundo o estado da arte, acerca da duração, da evolução e do eventual termo de uma doença ou quadro clínico sob seu cuidado ou orientação. É predição médica de como doença x paciente irá evoluir, e se há e quais são as chances de cura.

Estudos de prognóstico são indispensáveis tanto para a equipe médica quanto para os pacientes, pois podem levar a decisões importantes sobre o curso de cada tratamento e procedimento relevante à qualidade de vida e às tomadas de decisões. É de se anotar, imperativamente, que um prognóstico só é levado a efeito, pois proferido, com base em necessário e suficiente diagnóstico médico do caso, da situação, como ao momento do exame se apresenta. Não há, pois, credível prognóstico sem diagnóstico, o que, em qualquer caso, seria temeridade.

Estudos de Prognóstico[editar | editar código-fonte]

Os estudos de prognóstico de cada doença tratam as questões clínicas de modo semelhante aos estudos de coorte em relação a fatores de risco.

Realizam-se de modo que grupos de pacientes sejam escolhidos e acompanhados no tempo para aferição de seus desfechos clínicos.

São, assim, sob a óptica do método científico aceito, experimentos científicos controlados, ou, a rigor, quase-controlados.

Fatores prognósticos x Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Estudos de risco usualmente são conduzidos com pessoas sadias, enquanto fatores prognósticos, condições associadas com um desfecho da doença — são, por definição, estudados em pessoas doentes.

Os fatores associados com um maior risco não são necessariamente os mesmos que marcam um pior prognóstico. Um exemplo simples: pressão arterial baixa reduz o risco de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), porém é um sinal de mau prognóstico (no sentido de prognástico desfavorável) no curso de um episódio IAM ocorrente.

Medidas de prognóstico[editar | editar código-fonte]

A medida utilizada para se estimar um prognóstico, em relação ao tempo, é também uma taxa, que representa a proporção de indivíduos que experimentam o evento desfecho sobre os indivíduos suscetíveis.

Como exemplos temos as taxas de:

Tempo Zero[editar | editar código-fonte]

Os estudos de coortes em prognósticos são observados partindo-se de um ponto no tempo, chamado de tempo zero. Este ponto deve ser claramente especificado ao longo do curso da doença, e deve ser o mesmo para cada paciente (inception cohort).

Medidas de qualidade de vida[editar | editar código-fonte]

Cada vez mais há uma necessidade de se estabelecer não estimativas de prognóstico e/ou sobrevida, mas especialmente de se relacionar os valores numéricos de estimativas de sobrevida com medidas de qualidade de vida. Estes são fatores que podem influenciar a indicação de cirurgias, ou de procedimentos invasivos que poderiam melhorar a qualidade de vida do paciente, sem prolongar o seu sofrimento.

Análise de Sobrevida[editar | editar código-fonte]

Entre outros, é mais utilizado o método de Kaplan-Meier, ou do produto-limite.

A probabilidade de sobreviver até qualquer ponto no tempo é estimada a partir da probabilidade cumulativa de sobreviver a cada um dos intervalos de tempo precedentes.

Análise de Sobrevida[editar | editar código-fonte]

Na análise de Kaplan-Meier, os intervalos são entre cada evento novo (morte) e o precedente.

Na maior parte do tempo, niguém morre, e a probabilidade de sobreviver é igual a um.

Quando um ou mais pacientes morrem, a probabilidade de sobreviver é calculada como a razão entre o número de pacientes sobreviventes e o número de pacientes em risco de morrer durante o intervalo.

Pacientes que já tenham morrido, que tenham se desligado ou cujo seguimento ainda não tenha alcançado o intervalo, não estão em risco de morrer neste período, e assim não são usados para estimar a sobrevida no intervalo.

Quando os pacientes são retirados do estudo por qualquer razão são chamados censurados.

A probabilidade de sobreviver não muda nos intervalos em que ninguém morre.

A probabilidade de sobreviver é recalculada somente nos intervalos em que há morte.