Salva de tiros

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Salva de tiros com 101 disparos, por ocasião do feriado nacional do Luxemburgo.
O USS Constitution faz uma salva de 21 tiros em Fort Independence durante o cruzeiro do Dia da Independência dos Estados Unidos.

Salva de tiros ou salva de armas é um tiro (ou, mais frequentemente, uma série de vários tiros em intervalos regulares, normalmente 21) feito por pessoal militar com armas de artilharia, geralmente usando munição de pólvora seca, e que serve como forma de celebração ou homenagem em cerimónias militares.

A tradição de saudar pode ser atribuída à prática medieval de se colocar em uma posição de desarme e, portanto, colocar-se em poder daqueles que estão sendo honrados. Isso pode ser visto no abaixamento da ponta da espada, apresentando armas, disparando canhões e armas de pequeno calibre, diminuindo as velas, lotações, os estaleiros, a remoção do capacete ou a imposição de remos.

As salvas de tiros terão muito provavelmente origem na tradição naval, quando um vaso de guerra disparava os canhões para o mar sem causar dano em terra ou a outros navios até que toda a munição fosse gasta, para mostrar que estava desarmado e que assim não tinha intenções hostis.

Com a evolução das tradições navais, 21 tiros são hoje normalmente disparados para homenagear chefes de Estado, e o número decresce com a importância protocolar de quem recebe a honra. Múltiplos de 21 tiros podem ser disparados em cerimónias ou ocasiões de particular importância.

no Brasil, durante o Império, assim como na Inglaterra, o imperador fazia jus à salva de 101 tiros. A salva de 21 tiros, a maior depois da oferecida ao imperador, era destinada à imperatriz, à família real e aos arcebispos e bispos em suas dioceses.

Com o advento da República, a salva de 21 tiros passou a ser privativa dos presidentes da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Foi em 1983, no governo de João Baptista Figueiredo, que a execução das salvas de gala tomou a forma atual.

Quantidade de tiros

Hoje, a quantidade de tiros de uma salva de gala obedece à seguinte precedência hierárquica:

- 21 tiros - o presidente da República, chefe de Estado estrangeiro, na sua chegada à capital federal, e os presidentes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, por ocasião das sessões de abertura e de encerramento de seus trabalhos;

- 19 tiros - vice-presidente da República, ministros de Estado, embaixadores de nações estrangeiras, governadores de estados e do Distrito Federal (quando em visita de caráter oficial a organizações militares, respectivamente, no seu estado e no Distrito Federal). Também para almirante, marechal e marechal-do-ar e comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica;

- 17 tiros - os chefes dos Estados-Maiores de cada uma das Forças Armadas, almirante-de-esquadra, general-de-exército, tenente-brigadeiro, ministros plenipotenciários de nações estrangeiras, enviados especiais e o Superior Tribunal Militar, por ocasião das sessões de abertura e de encerramento de seus trabalhos;

- 15 tiros - vice-almirante, general-de-divisão, major-brigadeiro, ministros residentes de nações estrangeiras;e

- 13 tiros - contra-almirante, general-de-brigada, brigadeiro-do-ar e encarregado de negócios de nações estrangeiras.

No caso de comparecimento de várias autoridades a ato público ou oficial, é realizada somente a salva que corresponde àquele de maior precedência (ou hierarquia). (PORTARIA Nº 316, DE 04 DE JULHO DE 2001)