Vermicompostagem

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Vermicompostagem é uma tecnologia de tratamento e valorização da fração orgânica dos resíduos que recorre a espécies Epígeas de minhocas

Vermicompostagem de resíduos alimentares num vermidigestor.

[1] . Neste tipo de processo, os resíduos são adicionados por camadas em quantidades estritamente indicadas, na medida em que é necessário adequar a quantidade de resíduo adicionada à quantidade/densidade de minhocas presente, sob medida de ocorrem situações de stress nos biota, principalmente nas populações de minhocas dado que estas, sob condições desfavoráveis possam morrer ou perder a actividade reprodutora.[2]

A Vermicompostagem não deverá ser confundida com Vermicultura ainda que em determinados países, como nos Estados Unidos, ambos os termos signifiquem a mesma técnica. Com efeito, a vermicompostagem refere-se à utilização de elevadas densidades de minhocas para tratamento de resíduos orgânicos e a vermicultura à produção de minhocas utilizando-se resíduos orgânicos como alimento, trabalhando-se neste caso a densidades reduzidas. Contrariamente à compostagem, na vermicompostagem qualquer quantidade de resíduos poderá ser tratada por dia sendo que as minhocas realizam o trabalho de arejamento e reviramento natural dos resíduos, produzindo vermicomposto diariamente.[3] .

No que respeita ao método de tratamento dos resíduos, estes são tratados através de adições de camadas entre 1 a 3 cm de altura ao sistema de tratamento, em alturas que não deverão ultrapassar 35 cm totais em altura útil, não existindo necessidade em arejar os mesmos periodicamente, comparativamente à compostagem. Outras vantagens deste processo comparativamente a outras tecnologias de tratamento biológico diz respeito com a maior rapidez, eficiência e maior qualidades dos produtos finais. Os sistemas de tratamento utilizados em vermicompostagem variam entre a categoria doméstica (utilizando-se vermicompostores e vermidigestores) à larga-escala (utilizando-se vermidigestores) ainda que no espaço rural sejam frequentemente utilizados canteiros ou leiras de vermicompostagem, de cariz mais empírico e de menor eficiência.

Do ponto de vista da eficiência e produtividade, a vermicompostagem é um processo com ampla capacidade em promover uma maior sustentabilidade nas organizações, habitações, escolas e população em geral, na medida em que a grande maioria da fração orgânica dos resíduos é desviada de Aterro Sanitário. Se a este aspeto forem adicionados os resíduos de óleos alimentares usados (pois também poderão ser tratados através da ação das minhocas) ou as lamas de depuração e a biomassa florestal, facilmente se poderão perspetivar benefícios ambientais, económicos e sociais para as autarquias e municípios.

O setor agrícola é responsável por uma parte considerável dos impactes ambientais a nível local e mundial. Vermicompostagem e vermicultura são termos indissociáveis da Agricultura Orgânica, promotora de benefícios agroambientais. Os resíduos orgânicos, quando devidamente tratados, contribuem para a eliminação da aplicação de agroquímicos, sendo a vermicompostagem um processo ambientalmente correto e eficiente para criação de fatores de produção de qualidade acrescida, enriquecendo o solo em matéria orgânica, nutrientes e biodiversidade, sendo perfeitamente possível a obtenção de elevadas produções[4]

Referências

  1. LOURENÇO, N.(2010). Vermicompostagem, Gestão de Resíduos Orgânicos – Princípios, Processos e Aplicações. ISBN 9789899685512 FUTURAMB, 1.ª Ed. 404 pp.
  2. LOURENÇO, N. & COELHO, S. (2010). Manual de vermicompostagem para crianças e jovens. ISBN 9789899685505 FUTURAMB, 1.ª ed. 106 pp.
  3. LOURENÇO, N. & COELHO, S. (2012). Vermicompostagem nas Escolas - Manual Prático para o Professor. ISBN 9789899685543 FUTURAMB, 1.ª ed. 128 pp.
  4. LOURENÇO, N. (2014). Manual de Vermicompostagem e Vermicultura para a Agricultura Orgânica. ISBN 9789897230479. Publindústria, 1.ª Ed. 260 pp.