Princípio do Não-Custo: diferenças entre revisões

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O '''Princípio do Não-Custo''', ou '''Princípio do Não Custo''', preza por enxergar a tradicional fórmula "[[Preço]] = [[Custo]] + [[Lucro]]" de uma outra forma. Pelo Princípio do Não-Custo, o mais correto a se pensar nesse caso é '''[[Preço]] – [[Custo]] = [[Lucro]]'''.<ref>{{Citar web|url=https://omeugestor.com.br/2018/01/27/elementos-fundamentais-do-sistema-toyota-de-producao/|titulo=Elementos Fundamentais do Sistema Toyota de Produção – O Meu Gestor|acessodata=2022-03-09|lingua=pt-BR}}</ref>


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Com a fórmula tradicional, o aumento do [[lucro]] é alcançado através do repasse dos [[Custo|custos de fabricação]] ao [[Preço|preço final]] do produto. Com isso, a [[Preço|precificação]] do [[produto]] fica dependente das oscilações do [[mercado]], e o [[fornecedor]] acaba transferindo ao cliente os [[custo]]s adicionais decorrentes da eventual ineficiência de seus processos de produção.<ref>{{citar web|ultimo=Ramos, Gonçalves|primeiro=Mayra Oliveira, Marcelo Carneiro|url=https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Principio-do-nao-custo-Fonte-Stefanelli-2007_fig2_335330625|titulo=Princípio do não custo|data=Janeiro de 2016|acessodata=9 de março de 2022|website=ResearchGate}} </ref> Já pelo Princípio do Não-Custo, o [[lucro]] é alavancado reduzindo-se os [[Custo|custos de fabricação]].<ref>{{Citar periódico |url=http://www.scielo.br/j/gp/a/WDzHYGjkxGm89yKVG778ZtH/?lang=pt |titulo=Discussão teórica sobre o conceito de perdas do Sistema Toyota de Produção: inserindo a lógica do ganho da Teoria das Restrições |data=2011 |acessodata=2022-03-09 |jornal=Gestão & Produção |ultimo=Pergher |primeiro=Isaac |ultimo2=Rodrigues |primeiro2=Luis Henrique |paginas=673–686 |lingua=pt |doi=10.1590/S0104-530X2011000400001 |issn=0104-530X |ultimo3=Lacerd |primeiro3=Daniel Pacheco}}</ref> Essa nova forma de se enxergar esta conta permitiu à [[Toyota Motor|Toyota]] tornar-se competitiva no mercado, dando origem ao que mais tarde seria conhecido como [[Sistema Toyota de Produção|produção enxuta]].


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Edição atual tal como às 18h26min de 9 de março de 2022

O Princípio do Não-Custo, ou Princípio do Não Custo, preza por enxergar a tradicional fórmula "Preço = Custo + Lucro" de uma outra forma. Pelo Princípio do Não-Custo, o mais correto a se pensar nesse caso é PreçoCusto = Lucro.[1]

Com a fórmula tradicional, o aumento do lucro é alcançado através do repasse dos custos de fabricação ao preço final do produto. Com isso, a precificação do produto fica dependente das oscilações do mercado, e o fornecedor acaba transferindo ao cliente os custos adicionais decorrentes da eventual ineficiência de seus processos de produção.[2] Já pelo Princípio do Não-Custo, o lucro é alavancado reduzindo-se os custos de fabricação.[3] Essa nova forma de se enxergar esta conta permitiu à Toyota tornar-se competitiva no mercado, dando origem ao que mais tarde seria conhecido como produção enxuta.

Referências

  1. «Elementos Fundamentais do Sistema Toyota de Produção – O Meu Gestor». Consultado em 9 de março de 2022 
  2. Ramos, Gonçalves, Mayra Oliveira, Marcelo Carneiro (Janeiro de 2016). «Princípio do não custo». ResearchGate. Consultado em 9 de março de 2022 
  3. Pergher, Isaac; Rodrigues, Luis Henrique; Lacerd, Daniel Pacheco (2011). «Discussão teórica sobre o conceito de perdas do Sistema Toyota de Produção: inserindo a lógica do ganho da Teoria das Restrições». Gestão & Produção: 673–686. ISSN 0104-530X. doi:10.1590/S0104-530X2011000400001. Consultado em 9 de março de 2022