Abu Ali Mustafa

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Abu Ali Mustafa (Arraba, 1938 - Ramallah, 27 de Agosto de 2001), nome de guerra de Mustafa al-Zibri, foi um nacionalista palestino, um dos fundadores e secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), uma facção da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Mustafa nasceu na aldeia de Arraba, perto de Jenin, na Cisjordânia. Na juventude aderiu ao Movimento Nacionalista Árabe de George Habache, com quem viria a criar a Frente Popular para a Libertação da Palestina , organização leninista criada em 11 de dezembro de 1967, sediada em Damasco, declaradamente revolucionária, anti-imperialista, antissionista e crítica com referência à burguesia árabe, que considera comprometida com o imperialismo e com o sionismo. A FPLP visa estabelecer um estado palestino em toda a região da Palestina histórica.[1] [2] A organização foi responsável por vários ataques armados na década de 1970 e pelo sequestro de aviões. Nos anos 1990, opôs-se à política de paz com Israel procurada por Yasser Arafat através dos Acordos de Oslo.

Em Outubro de 1999 foi autorizado por Israel a regressar à Cisjordânia, após 32 anos de vida no estrangeiro. No ano seguinte tornou-se secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina, após o afastamento voluntário de George Habache.

Em Agosto de 2001 mísseis disparados por um helicóptero das Força Aérea Israelense contra o seu escritório em Ramallah provocaram a sua morte, num ataque dirigido (assassinato seletivo). A Autoridade Nacional Palestiniana decretou três dias de luto.

Em retaliação pelo ataque, a Frente assassinou Rehavam Zeevi, ministro israelita do Turismo, num hotel de Jerusalém. A organização viria também a nomear o seu braço armado de "Brigadas de Abu Ali Mustafa". Ahmad Saadat sucedeu-o como líder da organização.

Referências