Acantamoebíase

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAcantamoebíase
Acanthamoeba polyphaga cyst.jpg
Classificação científica
Reino: Amoebozoa
Família: Acanthamoebidae
Género: Acanthamoeba

A Acantomoebíase é a doença causada pela Acanthamoeba culbertsoni, uma ameba de vida livre amplamente distribuído na natureza se alimentando de bactérias, mas que pode incidentalmente causar ceratite, Encefalite amebiana granulomatosa, ou formar de granulomas em outros órgãos. A meningoencefalite amebiana pode ser fatal em imunodeprimidos.[1]

A encefalite amebiana granulomatosa é rara, cinco vezes mais comum em homem, e mais comum antes dos 30 anos, especialmente em crianças pequenas e usuários de lentes de contato.[2]

Causa[editar | editar código-fonte]

A transmissão por Acanthamoeba culbertsoni se dá através da ingestão de água contaminada, aspiração de pó com cistos da ameba ou ainda assepsia ineficiente de lentes de contato, causando infecções oculares. A partir da infecção do olho podem disseminar por sangue ou pelo nervo ocular e penetrar o cérebro.[3]

As acanthamoebas existem naturalmente no solo, onde têm vida livre, e são resistentes à desidratação, sal e cloro.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A Encefalite amebiana granulomatosa é mais comum em imunodeprimidos e caracterizada por febre baixa, dores de cabeça, confusão mental, febre baixa, paralisia localizada, falta de coordenação motora, problemas de fala, visão dupla e convulsões. Pacientes com EAG também podem apresentar alterações comportamentais, rigidez do pescoço, aumento da pressão intracraniana, estupor ou coma. Pode ser fatal em alguns meses.

A Queratite por Acanthamoeba pode causar dor e úlcera causando problemas de visão.[3]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

[3] O diagnóstico se dá a partir da identificação da ameba, por biópsia ou raspagem do material da córnea.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento pode ser feito com cotrimoxazol (TMP-SMZ), fluconazol, pentamidina, miltefosina, voriconazol e oxigênio em altas pressões. Extirpar lesões isoladas e corrigir hidrocefalia cirurgicamente também pode ser benéfico.[4]

Referências

  1. Johan F De Jonckheere (1991). "Ecology of Acanthamoeba". Reviews of Infectious Diseases 13: S385–S387. PMID 2047667.
  2. http://emedicine.medscape.com/article/996227-overview#a7
  3. a b c dr.mundi Dr Mundi[ligação inativa]
  4. Maritschnegg P, Sovinz P, Lackner H, Benesch M, Nebl A, Schwinger W. Granulomatous amebic encephalitis in a child with acute lymphoblastic leukemia successfully treated with multimodal antimicrobial therapy and hyperbaric oxygen. J Clin Microbiol. 2011 Jan. 49(1):446-8.